quinta-feira, 12 de maio de 2016

OS MELHORES DISCOS DE ROCK AO VIVO DE MINHA PREFERÊNCIA


















1º Deep Purple - Made in Japan (1973)





















Made in Japan é um álbum duplo ao vivo da banda inglesa de rock Deep Purple, gravado durante sua primeira turnê no Japão em agosto de 1972. Foi originalmente lançado em dezembro de 1972 no Reino Unido, com lançamento nos Estados Unidos em abril de 1973, e se tornou um sucesso comercial e de crítica.

A banda era conhecida por sua forte apresentação nos palcos, e havia gravado vários shows particulares, ou transmitindo-os nas rádios, mas não se entusiasmaram em gravar um álbum ao vivo até sua gravadora japonesa decidir que seria bom para a publicidade. Eles insistiram em supervisionar a produção ao vivo, incluindo a participação de Martin Birch, que já havia colaborado com a banda, como engenheiro de som, e não estavam particularmente interessados no lançamento do disco, mesmo após a gravação. A turnê foi um sucesso, com um forte interesse da mídia e uma resposta positiva dos fãs.





O álbum foi um sucesso comercial imediato, especialmente nos Estados Unidos, onde foi acompanhado pela canção "Smoke on the Water", e tornou-se uma venda constante ao longo da década de 1970. Um conjunto de três CDs com mais apresentações da turnê foi lançado em 1993, enquanto uma edição remasterizada do álbum com um CD de faixas extras foi lançado em 1998. Em 2014 uma edição de luxo foi anunciada com mais material bônus. O disco teve uma forte recepção crítica e continua a receber reconhecimento. Uma pesquisa dos leitores da revista Rolling Stone em 2012 classificou Made in Japan como o sexto melhor álbum ao vivo de todos os tempos.

O Deep Purple é uma banda com uma discografia muito rica até hoje e no decorrer de sua carreira, lançou muitos álbuns ao vivo, eu destacaria aqui mais um: Made in Europe (1976)

Made in Europe é um álbum ao vivo lançado pelo Deep Purple, gravado nas últimas datas de 1975, em que o guitarrista Ritchie Blackmore ainda era um membro do Deep Purple. Foi lançado em 1976, depois que a formação se desfez. Made in Europe apresenta canções gravadas ao vivo nos dias 4 de abril, em Graz, Áustria, 5 de abril, em Saarbrücken, Alemanha e 7 de abril de 1975, em Paris, França, com a Rolling Stones Mobile Studio. 


2º Slade - Slade Alive! (1972)




















Quem era mais selvagem e barulhento do que o Slade num palco lá pelos idos de 1972? A experiência que era presenciar um show da banda está registrada com extrema fidelidade neste disco, um sucesso nos famosos bailinhos dentre a turma do Rock da época. Pode reparar: quem já passou dos 40 tem um carinho todo especial por este álbum de capa vermelha pra lá de chamativa. 

Assim como muitas bandas que estão nos primeiros anos de suas atividades, o set do Slade nesse período era composto por alguns sons próprios e muitos covers, escolhidos a dedo para apimentar o repertório. É por isso que aqui temos versões de músicas de Ten Years After ( a abertura arrasadora com Hear Me Calling), The Lovin' Spoonful (com a balada Darling Be Home Soon e o popular arroto de Noddy Holder), Boddy Marchan (o Rock visceral de Get Down And Get With It, famosa com Little Richard) e Steppenwolf (com a manjada mas sempre funcional Born To Be Wild).

Interessante que Slade Alive! captura o Slade em sua fase pré-hits, antes daqueles sucessos que todos nós conhecemos e que embalaram o topo das paradas dentre os anos 1972 e 1975. Apenas duas faixas de autoria da banda comparecem: Know Rho You Are e In Like A Shot From My Gun. Keep On Rocking nada mais é do que um medley de rocks clássicos dos anos 50. O peso da cozinha de Don Powell e Jim Lea, a guitarra sempre presente de Dave Hill e os vocais únicos e selvagens de Noddy Holder ficaram imortalizados para sempre com Slade Alive!

O álbum foi gravado ao vivo num estúdio londrino com a presença de membros do fã-clube, dando a impressão de uma plateia ensandecida num pub qualquer. Custou uma mixaria e não trouxe nenhum overdub em sua mixagem final, ou seja, aquela festa toda que a gente vem ouvindo todos esses anos é 100% Slade ao vivo.  (Texto de Bento Araujo).

Eu ainda não passei dos 40 mas, este foi um dos meus primeiros álbuns que eu tive e mantenho até hoje, com a capa já desgastada, ganhei de meu padrinho que estava se desfazendo de seus discos de vinil em minha adolescência, e ainda é um dos meus álbuns preferidos gravados ao vivo. 


3º  Peter Frampton - Frampton Comes Alive! (1976)




















Frampton Comes Alive! é um álbum "Ao vivo" de Peter Frampton, lançado em 1976. É considerado o álbum ao vivo mais vendido da História. Foi gravado na maior parte na arena Winterland na turne de 1975. Dentre os outros locais que foram gravados estão San Rafael na California, Long Island e State University em New York, e uma faixa no estúdio Record Plant, também na California. O bem sucedido disco serviu de incentivo para outras bandas para lançarem material ao vivo. Quem seguiu este exemplo e teve grande sucesso foram os roqueiros do Thin Lizzy (Live and Dangerous - 1978) e Lynyrd Skynrd (One more From The Road - 1976). O disco foi lançado em cd em 1995, e teve diversas faixas suprimidas devido ao curto tempo de duração das mídias.

Todo o disco foi muito bem produzido pelos engenheiros de som do estúdio de Wally Heider (engenheiro de som da arena Winterland) e também teve ajuda do conhecido produtor Eddie Krammer. Os destaques ficam por conta da épica Do you feel live we do, com uso prolongado do talkbox, a animada e pesada versão de Jumping Jack Flash e dos singles de enorme sucesso Show me the way e Baby I Love your Way. Inicialmente o álbum seria simples, mas por sugestão dos executivos da gravadora de Farmpton (AM Records), este seria estendido, inclusive com adição das faixas que o guitarrista considerava as mais comerciais, (Show me The Way e Baby, I Love your Way). Inclusive, segundo uma lenda, o guitarrista estava mais disposto a gravar um disco com material mais voltado para o rock, relegando um pouco as faixas mais comerciais, contudo, o filho do presidente da gravadora era apreciador fanático das faixas antes nominadas e assim, pediu ao pai que determinasse que Frampton colocasse as duas músicas no disco. E assim, o pedido foi atendido a contragosto. No entanto, o resultado foi positivo. Além disso, após a decisão de gravar os concertos para o lançamento do álbum, começou o pesadelo logístico. Os engenheiros de som estavam decididos a mudarem a posição dos instrumentos para facilitar a captação do som em seu estado mais puro, deixando o som ao mesmo tempo limpo e pesado. A banda na época contava com John Siomos na Bateria, Stanley Sheldon no baixo e Bob Mayo na guitarra base e nos teclados (piano Fender Rhodes e órgão Hammond). Uma curiosidade que pode-se adicionar é que a banda anterior de Frampton, o Humble Pie também teve sucesso com seu disco ao vivo Performance: Rockin´The Fillmore de 1971 e foi gravado em outra casa de show do empresário de rock Bill Graham, o Fillmore East. Apesar do sucesso de Performance do Humble Pie, Frampton abandonou seu posto para seguir carreira solo. O álbum ficou posicionado em primeiro lugar nos EUA, e em sexto no Reino Unido. O single Show me the Way ficou em sexto lugar nos EUA. O álbum foi Ouro e 6 vezes platina pelos contadores RIAA e BPI. O disco alavancou a carreira de Frampton, que até então estava tendo um sucesso apenas moderado. Após este álbum gravou I´m in You (1977) que foi bem sucedido em ambos os lados do Atlântico e mais tarde Breaking All the Rules (1981), consolidando de vez a carreira do músico. O disco chegou a superar o disco mais bem sucedido até o momento pela Billboard, a coletânea da banda Eagles, Their Greatest Hits 71 - 75.


4º The Doors - Absolutely Live (1970)




















Absolutely Live é o primeiro álbum ao vivo da banda The Doors, lançado em 1970. Diversos shows foram gravados durante a turnê de 1970 para a criação de Absolutely Live. O produtor do The Doors, Paul Rotchild, editou trabalhadamente diversas performances para criar a apresentação perfeita do The Doors. Em fato muitas músicas são partículas juntadas de várias performances. Porém quando se tenta verificar os cortes das gravações, isso se torna muito difícil. Rotshild disse: " Eu não consegui retirar partes de várias músicas, então algumas vezes eu cortei de Detroit para Philadelphia no meio da música. Existem 2000 edições neste álbum."

Destaco também o ótimo Live In New York que saiu no Box Set de 1998 e o Bright Midnight (Live in America). 


5º Led Zeppelin - How the West Was Won (2003)




















How the West Was Won é um álbum ao vivo da banda britânica de rock Led Zeppelin, gravado em um show realizado na turnê do quinto álbum da banda Houses of the Holy em Long Beach, Los Angeles em 1972, mas apenas lançado em 2003. Composto de três discos, o álbum traz duas horas e meia de execução, com dezoito músicas entre longos solos e uma incrível actuação, na opinião dos fãs, de Robert Plant.

O álbum estreou na Billboard 200 a 14 de junho de 2003 em 1º lugar, com vendas superiores a 154.000 cópias. Permaneceu na tabela de vendas por 16 semanas. Foi certificado ouro e platina (1.000.000 unidades) em 30 Junho de 2003. O álbum tornou-se o primeiro álbum de Led Zeppelin desde In Through the Out Door (1979) a chegar ao número 1. "How the West Was Won" está empatado com "Smile" de Brian Wilson e "Van Lear Rose" por Loretta Lynn como o álbum com melhores criticas de sempre para o site Metacritic, com pontuação média de 97%.

Antes deste álbum, o mais conhecido álbum ao vivo do Zeppelin, era o The Song Remains the Same de 1976 e seria este álbum que estaria em minha lista, se How the West Was Won não tivesse sido lançado, que definitivamente é um álbum perfeito.  


6º Black Sabbath - Reunion (1998)




















Reunion é um álbum duplo ao vivo da banda de heavy metal Black Sabbath, lançado em 20 de outubro de 1998 com sua formação original, o álbum foi gravado no Birmingham NEC, contendo além de canções da primeira formação da banda em execução ao vivo, duas músicas inéditas gravadas em estúdio: "Psycho Man" e "Selling My Soul"(ambas tornaram-se singles). Após a gravação do álbum , Black Sabbath recebe o Grammy de "Melhor Desempenho em Heavy Metal" com o aclamado "Iron Man".

Sou um grande fã de Black Sabbath e a minha primeira opção para um álbum ao vivo da banda seria o Live Evil de 1982, que conta com a segunda grande formação da banda, com Dio nos vocais mas, sou muito mais fã da banda na fase Ozzy e Reunion para mim, é um álbum especial que marcou a volta na época, de sua formação original e o disco é muito bom. Como meu grande amigo Romeu me disse uma vez, o Black Sabbath é uma banda dos anos 70 que toca seus sucessos desta época hoje e não soa datado, parece que as composições foram feitas ontem, muito mais pesadas ao vivo. 

Destaco mais quatro álbuns ao vivo, Live at Hammersmith Odeon de 2007, os retirados de DVDs: Live Gathered In Their Masses de 2013 e Cross Purposes Live de 1995 e por último, Past Lives de 2002 com gravações raras. 


7º Camisa de Vênus - Viva (1986)




















Viva é o primeiro álbum ao vivo da banda brasileira Camisa de Vênus, lançado em 1986. O disco é o registro parcial da gravação de um show da banda no "Caiçara Music Hall", em Santos, no dia 8 de março de 1986. Este álbum foi realizado como forma de encerrar o contrato que a banda tinha com a gravadora RGE, conforme ficou acordado com o que viria a ser a nova gravadora deles, a WEA.

Este é um dos primeiros discos nacionais a conter palavrões e imperfeições técnicas, como microfonia, tendo em vista que ele não passou por técnicas de remixagem (como overdubs, por exemplo). Possui 5 músicas não lançadas em álbuns de estúdio até então: Homem Forte, Solução Final, Rotina, My Way e Silvia.

André Midani (diretor da gravadora WEA, na época) assistiu a um show da banda e, impressionado, foi ao camarim perguntar o que ele tinha de fazer para "contratar aquele insulto". A banda percebe que poderia ter liberdade para fazer o que realmente desejava na gravadora de Midani e acerta a realização de um álbum ao vivo gravado a partir de um show da turnê de 1986, que seria produzido por alguém indicado pelo diretor, como forma de encerrar o contrato que tinham com o selo RGE.

Pena Schmidt acabou sendo o indicado, iniciando uma parceria que duraria até o fim do Camisa de Vênus em 1987 (entretanto, ele acabaria produzindo ainda o primeiro disco da carreira solo de Marcelo Nova).

Como já tinha alguma experiência com músicas suas sendo censuradas, Marcelo Nova decide, aproveitando a redemocratização em 1985, não enviar o álbum à apreciação da Censura. O álbum foi lançado em meados de 1986 e, quando já encontrava-se com cerca de 40 mil cópias vendidas, foi recolhido pela Polícia Federal por ordens da Censura. O próprio Marcelo Nova presenciaria a ação da Polícia Federal enquanto olhava as novidades em uma loja de discos de São Paulo.

Após este episódio, o álbum teve oito de suas dez músicas censuradas por conterem linguagem inapropriada. Entretanto, apesar da proibição de execução radiofônica e, talvez, devido ao impulso conseguido com as notícias da censura do álbum, suas vendas atingem a marca de 180 mil. É o segundo álbum ao vivo mais vendido do rock nacional dos anos 80, só perdendo para o disco Rádio Pirata Ao Vivo, do RPM.


8º Legião Urbana - Música para Acampamentos (1992)





















Apesar de não ser um álbum completamente ao vivo este disco marcou uma fase da minha juventude. Música para Acampamentos é a primeira coletânea da banda brasileira de rock Legião Urbana. Lançada em 1992, reúne gravações em estúdio e ao vivo feitas para programas de rádio e televisão, entre 1984 e 1992.

Com projeto gráfico de Fernanda Villa-Lobos e Gualter Pupo e ilustrações de Marcelo Bonfá, foi mixado em novembro de 1992. Contou com a participação especial de Renato Rocha e de músicos convidados.

As músicas foram registradas em shows no Estádio Parque Antártica, São Paulo em Agosto de 1990; no Morro da Urca, Rio de Janeiro, em Agosto de 1986; apresentações nas rádios Transamérica FM (RJ), em 1988 e 1992, e Rádio Cidade (RJ), em 1992; e versões tocadas no Acústico MTV da banda, em 1992. Apresenta apenas uma canção inédita (e também única registrada em estúdio), A Canção do Senhor da Guerra, originalmente gravada em 1984 para o primeiro disco da banda.


9º Titãs - Go Back (1988)





















Go Back é o primeiro álbum ao vivo da banda brasileira de rock Titãs, gravado em concerto no dia 8 de julho de 1988.

Com o sucesso consolidado no País por conta dos álbuns “Cabeça Dinossauro” e “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas”, os Titãs partiram para voos maiores e fizeram a sua estreia internacional pela Europa. E um dos destinos do, na época, octeto foi o Festival de Jazz de Montreux. No concerto que culminou na gravação do álbum, Liminha foi praticamente o “nono titã”, uma vez que ele, além de produzir o disco, tocou guitarra no show. No repertório, evidentemente, predominou faixas dos dois trabalhos recentes dos Titãs – “Cabeça” e “Jesus” -, porém, eles aproveitaram e fizeram novos arranjos para músicas gravadas originalmente no trabalho de estreia – casos de “Marvin (Patches)” e “Go Back” – e de “Televisão” – “Pavimentação”, "Massacre" e “Não Vou Me Adaptar”.

E, diferentemente do que aconteceu na maioria dos álbuns dos Titãs, Nando Reis foi quem teve mais faixas cantadas em “Go Back” – ao todo foram três, fora a versão remix de “Marvin” -, assim como Paulo Miklos e Sérgio Britto. Enquanto Branco Mello e Arnaldo Antunes cantaram dois temas cada.


10º Pink Floyd - Pulse (1995)




















Pulse (estilizado como p.u.l.s.e) é um duplo CD ao vivo do Pink Floyd, editado em 1995. O álbum foi gravado durante a turnê de promoção de The division bell na Europa e nos Estados Unidos entre Março e Outubro de 1994. O álbum inclui uma versão ao vivo completa de The Dark Side of the Moon. P•U•L•S•E chegou a nº 1 na tabela da Billboard em Junho de 1995 e foram-lhe atribuídos disco de ouro, platina e dupla platina em 31 de Julho do mesmo ano. A cassete tem duas faixas extra, "One of these days" e 22 minutos de música ambiente. No Brasil foram vendidas mais de 100 mil cópias e o álbum foi certificado com Disco de Diamante pela ABPD.

Desde Julho de 2006, os fãs podem ver, ou rever o show em DVD. Além do show, tem inúmeros videos, fotos e entrevistas inéditas. O som foi remasterizado em Dolby 5.1.


11º Jimmy Page & Robert Plant - No Quarter: Jimmy Page and Robert Plant Unledded (1994)




















No Quarter é um álbum ao vivo da dupla Jimmy Page e Robert Plant, ambos membros da antiga banda britânica de rock Led Zeppelin. Foi lançado pela Atlantic Records em 14 de outubro de 1994. O reencontro tão esperado entre Jimmy Page e Robert Plant ocorreu em um projeto "Unledded" de 90 minutos da MTV, gravado no Marrocos, País de Gales e Londres, que foi muito bem classificado na rede de televisão. Não foi uma reunião do Led Zeppelin, no entanto, como o ex-baixista e tecladista John Paul Jones não estava presente. Na verdade, Jones não foi sequer falado sobre o reencontro com seus ex-companheiros de banda. Mais tarde, ele comentou que estava descontente com Plant e Page nomearem o álbum como "No Quarter", uma canção do Led Zeppelin, que foi em grande parte o seu trabalho.

Além de números acústicos, o álbum apresenta uma releitura de clássicos do Led Zeppelin, junto com quatro canções marroquinas de influência do Oriente Médio: "City Don't Cry", "Yallah" (ou "The Truth Explodes"), "Wonderful One", e "Wah Wah".

O álbum ficou na 4ª posição em sua estreia no gráfico Pop Albums da Billboard.

Vários anos depois, Plant refletiu sobre a colaboração muito positiva:

A vontade e o entusiasmo com Unledded eram fantásticos e [Page] foi muito criativo. Jimmy e eu fomos em um quarto e ele estava de volta. Seus riffs foram espetaculares. Para levá-lo, tanto quanto nós, e da turnê que fizemos – é uma das experiências mais ambiciosas e que alteram a mente.


12º Aerosmith - Live! Bootleg (1978)




















Live! Bootleg é um álbum duplo ao vivo da banda Aerosmith, lançado em Outubro de 1978.

Grande parte das faixas foram gravadas de shows dados entre 1977 e 1978, enquanto os covers "I Ain't Got You" e "Mother Popcorn" foram tirados de apresentações ao vivo no dia 20 de Março de 1973 em uma rádio de Boston.

A capa do álbum é estilizada para lembrar a condição pobre que as antigas gravações Bootleg ofereciam aos artistas. A música "Draw the Line" está inclusa no álbum, mas não aparece listada.

O álbum conta também com uma das primeiras apresentações ao vivo do cover de "Come Together", dos Beatles, por parte do Aerosmith (que eles tocaram no filme "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band"), e a primeira aparição de "Chip Away the Stone", de Richie Supa (a versão de estúdio desta música seria lançada posteriormente na coletânea Gems). Este álbum também aparece em um episódio da série "That '70s Show".


13º Alice Cooper - The Alice Cooper Show (1977)




















Nessa época, Alice Cooper tinha saído de um período conturbado e entrando em outro. Após praticamente dez anos juntos, metade deles experimentando um sucesso absurdo, havia se separado de Michael Bruce (guitarra), Glen Buxton (guitarra), Dennis Dunnaway (baixo) e Neil Smith (bateria), que o tempo e a história viriam a chamar de Alice Cooper Group. E seus problemas com álcool começavam a se tornar algo mais sério do que um simples folclore de 'rockstar'.

Como sempre acontece quando um artista se lança em carreira solo e precisa provar que continua em plena forma, Alice logo montou uma banda de primeira - com destaque para os guitarristas Dick Wagner e Steve Hunter, esse último atualmente de volta ao grupo de Alice - e se lançou aos discos e aos shows. 

As turnês praticamente se emendavam e dois shows realizados em agosto de 1977 em Las Vegas serviram de base para este disco. Produzido pelo eterno parceiro de Alice, Bob Ezrin, The Alice Cooper Show praticamente despreza os últimos álbuns de estúdio da "Tia", focando seu repertório basicamente nos temas do Alice Cooper Group, que respondem por bem mais da metade do repertório. Além disso, muitas das músicas aparecem em versões reduzidas ou em 'medleys', para poder "engordar" o set list.

O grande mérito de The Alice Cooper Show é conseguir transmitir para o ouvinte boa parte da energia emanada do palco, uma vez que os shows de Alice são brilhantes também graças a toda a encenação que acontece antes, durante e depois das músicas, tanto que seus shows ultimamente têm sido lançados em vídeo e não em discos. (Texto de Antonio Carlos Monteiro)


14º Cheap Trick - Cheap Trick at Budokan (1978)




















Em 1978, o Cheap Trick era mais famoso pelos shows energéticos do que pelos álbuns. Fazendo uma média de 300 apresentações por ano, a banda de Rockford/Illinois abria shows de Kiss, Be Bop Deluxe, Kansas e Santana, mas seus discos até então eram verdadeiros fracassos de vendas. Curiosamente, no Japão a história era diferente: lá esses álbuns vinham se mostrando um grande sucesso. Então, sem saber o que esperar dos fãs, o grupo partiu para lá em abril de 1978. Na chegada, cinco mil jovens enlouquecidos esperavam no aeroporto, dando a tônica do que estava por vir pela frente. 

Os fãs seguiam o Cheap Trick por todo o lado e faziam loucuras para chegar perto de seus ídolos. 

Essa receptividade calorosa explodiu durante o show de Osaka e os dois de Tóquio, realizados no Budokan Hall e registrados magistralmente em rolo. Curioso que a CBS/Sony japonesa tinha uma norma contratual: toda banda internacional do selo que se apresentasse no Japão era obrigada a deixar seu show ser registrado e lançado no acirrado mercado fonográfico local como um produto único e exclusivo para os fãs japoneses.

A gravadora também insistiu para que fossem incluídas as canções mais comerciais: Come On Come On, I Want You To Want Me, Surrender e Clock Kiddies Ten. Já pauladas como ELO Kiddies, Speak Now Or Forever Hold Your Peace (Terry Reid) e Auf Wiedersehen ficaram de fora, fazendo com que o projeto original de um disco duplo fosse abandonado.

Mesmo assim, a qualidade do material, a energia das versões, a atuação irrepreensível de Robin Zander, Rick Nielsen, Tom Patersson e Bun E. Carlos e a insanidade do público adolescente feminino japonês, acabaram fazendo deste um dos grandes álbuns ao vivo da história do rock. (Texto de Bento Araujo) 


15º Cream - Live Cream (1970)




















Live Cream é um álbum de compilações ao vivo da banda de blues-rock Cream lançado em 1970. Esse álbum contém quatro faixas gravadas ao vivo em 1968 e uma faixa de estúdio ("Lawdy Mama", de 1967). A faixa instrumental "Lawdy Mama" é a mesma progressão de acordes de "Strange Brew" com o vocal e o solo de guitarra diferentes.

Não fosse uma reunião de gênios, cada um no melhor de sua forma, um desavisado poderia supor que chamar o Cream de "a superbanda" fosse exagero típico dos empolgados e tietes. Exagero, excessos e ideias levadas aos limites da compreensão eram  os expedientes comuns de Eric Clapton (guitarra e vocal), Jack Bruce (baixo e vocal) e Ginger Baker (bateria). Live Cream, assim como seu sucessor, são álbuns "póstumos" da banda, que encerrou suas atividades antes da virada dá década. Não se trata do primeiro registro ao vivo, pois metade do álbum de despedida, Goodbye (1969), é apresentado nesse formato.

Fato interessante nesse disco e que o aproxima de outro ao vivo de um contemporâneo é que Live Cream não se apoia em nenhum hit para promover seu lançamento, assim como o álbum ao vivo de Jimi Hendrix com a Band Of Gypsys, lançado no mesmo ano.

O que encontramos aqui é um pouco da genialidade do trio destilada em faixas longas, com improvisos dignos dos maiores mestres do blues. Mas condensar essa multiplicidade de tons não era tarefa das mais fáceis, o que faz da produção de Felix Pappalardi essencial para o êxito da empreitada.

As faixas foram gravadas em shows realizados no mês de março de 1968 em São Francisco, exceção feita a Lawdy Mama, gravada em 1967 e que apresenta o mesmo instrumental de Strange Brew (um dos hits de Disraeli Gears, de 1967), exceto o solo, com letra totalmente diversa e com produção de Ahmet Ertegun.

Mas o ponto alto de Live Cream são as execuções matadoras de sons como N.S.U., Sleepy Time Time, Sweet Wine e Rolin' And Tumblin', canção tradicional do "cancioneiro bluseiro" que se tornou popular com Muddy Waters. A banda que definiu os rumos do Rock na década que começava continuou fazendo barulho mesmo depois de encerrada. (Texto de Frans Dourado)


16º Foghat - Foghat Live (1977)





















Foghat Live é um álbum ao vivo lançado em 1977 pela banda Foghat. O álbum é o mais vendido da Foghat, com mais de dois milhões de cópias vendidas e é certificado duas platinas nos Estados Unidos. Em 2007, para comemorar o trigésimo aniversário do álbum, Foghat lançou o Live II, um álbum duplo.


Foghat é uma banda de rock britânica que teve o auge de seu sucesso na segunda metade da década de 1970. Seu estilo pode ser descrito como blues-rock, dominados por guitarras e guitarras slide. A banda conseguiu cinco discos de ouro, e conseguiu se manter popular durante a era da música disco; a popularidade do grupo, no entanto, entrou em declínio no início dos anos 80.


17º Grand Funk Railroad - Caught in the Act (1975)




















O segundo trabalho ao vivo dos norte americanos do Grand Funk Railroad de certa forma serviu para abafar o mau desempenho do grupo com o álbum na anterior, All The Girls In The World Beware!!! (1974).

Uma ponta de crise interna surgiu no horizonte quando a banda se lançou numa longa turnê americana, com planos de captar os melhores momentos para um novo álbum ao vivo. Afinal, se na época o Grand Funk mostrava certo desgaste em estúdio, e os longos cabelos de Mark Farner davam lugar a um visual mais comportado, ao vivo o quarteto continuava a impressionar, despejando garra e energia nos shows.

A versão em vinil duplo de Caught In The Act trazia uma capa com uma colagem de várias pequenas fotos da banda em ação, com detalhes em alto relevo (inclusive no Brasil). Depois de uma introdução de pouco mais de dois minutos, o Grand Funk ataca de Footstompin' Music, Rock'n Roll Soul, Closer To Home e Heatbreaker, Some Kind Of Wonderful, de John Ellison, foi a única faixa de All The Girls In The World Beware!!! escolhida para o álbum e se mostra muito eficiente, com The Funkettes nos backings vocals.

Demais destaques ficam por conta de Shinin' On, The Loco-Motion, The Railroad e We're An American Band.

Para o lançamento na versão CD, no início dos anos 90, a solução foi tirar a introdução, mutilar um dos momentos mais brilhantes do álbum - o solo de bateria de Don Brewer - e uma parte do solo de guitarra de Mark Farner na versão de Gimme Shelter, dos Rolling Stones.

Com o aumento da capacidade de tempo do CD, Caught in the Act passou por uma remasterização em 2003, tendo de volta os solos de Brewer e Farner. A 'intro' continuou de fora. Mais um 'ao vivo' obrigatório em sua coleção! (Texto de Vitão Bonesso)


18º Iron Maiden - Live After Death (1985)




















Live After Death é um álbum ao vivo da banda inglesa de heavy metal Iron Maiden. Foi lançado em 14 de outubro de 1985, como um registro da turnê mundial World Slavery Tour.

As primeiras 13 faixas (12 músicas mais a introdução) foram gravadas no Long Beach Arena, em Long Beach, Califórnia, entre os dias 14 e 17 de Março de 1985. As últimas 5 músicas foram gravadas antes, no Hammersmith Odeon (agora conhecido como Hammersmith Apollo) em Londres, nos dias 8, 9, 10 e 12 de Outubro de 1984. Na versão original, lançada em LP duplo, as músicas gravadas em Long Beach estão nos três primeiros lados, enquanto as gravadas em Londres ("Wrathchild", "Children of the Damned", "22 Acacia Avenue", "Die With Your Boots On" e "Phantom of the Opera") estão no lado quatro.

A primeira versão em CD deste álbum (lançada em Dezembro de 1985) inclui tudo o que os primeiros três lados do LP continham. O quarto lado do LP não foi incluído devido a problemas de capacidade. Também a música "Running Free" foi encurtada de 8:16 do vinil para aproximadamente 3:16 no CD, eliminando a interação do vocalista Bruce Dickinson com o público. Um fã de música experiente pode até mesmo dizer onde houve o corte na faixa. A versão remasterizada de 1998 não possui cortes, incluindo um segundo CD com as faixas que foram excluídas na edição anterior.

O vídeo Live After Death também foi gravado na Long Beach Arena, mas em uma noite diferente. Ele contém um concerto inteiro e termina com a música "Sanctuary", que não está em nenhuma versão lançada (CD e LP) do álbum.

A arte da capa foi, como de costume na época, desenhada por Derek Riggs, com a imagem do mascote da banda, Eddie the Head, saindo de uma tumba em que está escrita uma frase do autor inglês de ficção H.P. Lovecraft.


19º Guns N' Roses - Live Era '87-'93 (1999)




















Live Era: '87-'93 é um álbum ao vivo da banda Guns N' Roses, lançado a 23 de Novembro de 1999. Trata-se do primeiro álbum em 6 anos, desde The Spaghetti Incident? (foi esta a única solução que a Geffen Records encontrou para lançar uma novidade do grupo). Curiosamente, este álbum foi lançado no mesmo dia de seu antecessor. Quando ele foi lançado, a maioria dos membros originais dos Guns N' Roses já haviam sido demitidos. Além disso, este também é o primeiro álbum ao vivo da banda. Sobre este fato, há diversos rumores de que o álbum foi lançado - mesmo após a formação clássica da banda se desfazer - para "pagar" uma dívida de Axl Rose com a gravadora Universal Music, mesmo com Axl sendo contrário ao lançamento desse álbum. Assim, essa dívida teria sido paga com o lançamento deste álbum[carece de fontes].

Foi o álbum mais vendido do mundo em 2000 e 2001, alcançando, até os dias atuais, a incrível marca de 22 milhões de cópias vendidas.
O CD duplo ao vivo Live Era: '87-'93, é uma compilação teste que reúne 22 músicas (23 na edição japonesa) tiradas dos shows dos Guns, a maioria da Use Your Illusion Tour. Por conta disso, Matt Sorum e Gilby Clarke aparecem muito mais que Izzy Stradlin e Steven Adler, a quem respectivamente substituíram. Mesmo assim, eles são creditados apenas como membros convidados. Este fato deixou Matt Sorum furioso com Axl Rose. Segundo o próprio “de repente eu virei apenas o tocador de pandeiro”. disse Matt, irônicamente.

A etapa de seleção do tracklist para este trabalho marcou a última comunicação real entre Axl Rose e Slash, embora a dupla tenha utilizado intermediários para estabelecer o contato. Porém, a criteriosa seleção consegue capturar a essência da banda ao vivo (como pode ser percebido nas declarações de Slash à revista Guitar World), nos anos dourados dela. O repertório inclui clássicos e ótimas canções, havendo espaço até para as chamadas "canções lado b", como Move To The City e Out Ta Get Me. A maior novidade ficou por conta da inclusão de “It’s Alright”, uma cover de uma canção pra lá de obscura do Black Sabbath. As ausências neste álbum ficaram por conta de Live and Let Die e Civil War, duas músicas muito populares da banda, e que foram tocadas durante toda a Use Your Illusion Tour.

Apesar de ser um álbum intitulado “Ao vivo”, grande parte dele foi feita em estúdio, com mais de 11 músicas parcialmente regravadas em estúdio, tanto vocalmente (Axl Rose regravou os vocais deste álbum entre 1997 e 1999) quanto instrumentalmente (Slash também regravou algumas partes de guitarra, no entanto, Axl e ele não se viram durante as gravações). Estranged, por exemplo, foi 99,8% regravada vocalmente (há pequenos samples da Apresentação de Tokyo, o resto é regravado).

A Faixa "Coma" só esta presente nas prensagens japonesas do álbum.


Em 2001, o Cd ganhou uma Promo no brasil, após o show do Rock In Rio no mesmo ano.

Destaco também o álbum G N' R Lies, este álbum é composto de músicas do EP independente de 1986 Live ?!*@ Like a Suicide e também novas gravações de estúdio, sendo duas músicas acústicas: Use To Love Her e Patience. You're Crazy fora lançada em Appetite for Destruction.


20º Jimi Hendrix - Band of Gypsys (1970)




















Band of Gypsys foi um álbum ao vivo lançado por Jimi Hendrix em 1970, após a banda The Jimi Hendrix Experience terminar em junho de 1969. As faixas vieram de quatro shows, dois em 31 de dezembro de 1969 e dois em 1º de janeiro de 1970, no Fillmore East em Nova Iorque.

Band of Gypsys foi a única gravação ao vivo autorizada por Hendrix antes de sua morte. Billy Cox no baixo e Buddy Miles na bateria, substituíram os membros do The Jimi Hendrix Experience, que havia terminado em junho de 1969. No início de 1969, Jimi formou um conjunto chamado Gypsy Sun and Rainbows para tocar no Festival de Woodstock. O baixista Billy Cox que havia tocado com Hendrix, enquanto eles estavam no exército) estava ensaiando e tocando com ele desde abril, mas a banda não durou muito. Ainda com Cox e seu amigo Buddy Miles, Jimi formou a Band of Gypsys, desta vez para cumprir a obrigação de produzir um LP de novo material para Ed Chalpin e ser lançado pela gravadora Capitol Records. Hendrix em entrevistas, já em março de 1969, já havia mencionado um álbum de "jam" que seria chamado de Band of Gypsys. Ele também mencionou em sua introdução em Woodstock que "Band of Gypsys" era um nome alternativo para o grupo que iria se apresentar. O novo som foi uma fusão de rock, funk e R&B, e canções como "Message to Love" e "Power to Love" mostraram uma nova direção lírica. Ainda, optou por modificar as performances em algumas canções antigas do The Jimi Hendrix Experience. O disco mostrou um lado mais arrojado em musicas lentas, como a épica Machine Gun, com um dos solos mais desvairados do musico, com um uso abusivo e extenso dos pedais. Band of Gypsys foi relançado pela Experience Hendrix, bem como teve uma adição, sob forma do disco Live at Fillmore East, com musicas apresentadas nos quatro concertos do grupo. Algumas filmagens foram encontradas e transformadas em dvd, com o nome Band of Gypsys. Juntos estes três registros formam um panorama bem fiel da totalidade dos quatro concertos. Até o momento, não há previsão para lançamento de um box contendo todo o registro no Fillmore East. O show somente existe em formato bootleg.


21º  Judas Priest - Unleashed in the East (1979)























Unleashed in the East é o primeiro álbum ao vivo pela banda Judas Priest, lançado em Outubro de 1979. Este foi o primeiro álbum produzido por Tom Allom como produtor da banda; ele iria produzir todos os seguintes, incluindo Ram It Down, de 1988.

Houve muita especulação a respeito de quanto do álbum foi realmente gravado ao vivo e quanto foi regravado em estúdio. Rob Halford admitiu que ele estava gripado na ocasião desses shows, o que o levou a regravar os vocais em estúdio. O álbum é também conhecido entre os fãs como Unleashed in The Studio por causa deste incidente.

Apesar de ter sido gravado junto com o álbum Killing Machine, somente duas músicas do original Unleashed In The East entraram no disco: Green Manalishi (With the Two Pronged Crown) e Running Wild.

Foi o primeiro álbum da banda a chegar no Top 10 do Reino Unido e nos Top 100 dos estados Unidos (posição 70).

Priest fez seis shows na turnê japonesa de 79. A turnê mundial começou em Londres no dia 13 de outubro de 78 e terminou em Nice no dia 15 de dezembro de 79.

Recomendo também o álbum '98 Live Meltdown, é um álbum gravado ao vivo pela banda Judas Priest, lançado a 29 de Setembro de 1998 e é o primeiro álbum ao vivo com o novo vocalista Tim "Ripper" Owens. 


22º Kiss - Alive! (1975)




















Alive! é o primeiro álbum gravado ao vivo da banda Kiss.

Com 22 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, foi o primeiro ao vivo da banda. Ele contém versões ao vivo de canções dos álbuns: Kiss, Hotter Than Hell e Dressed to Kill.

O disco duplo, gravado de março a junho de 1975 e lançado em 10 de setembro de 1975, foi talvez um divisor de águas da primeira fase do Kiss. Isto porque, apesar do álbum Dressed to Kill, tendo como uma das faixas: "Rock And Roll All Nite", o maior hit da banda, o Kiss ainda era apenas uma banda promissora que poderia sofrer algumas mudanças (como ocorreria anos depois) ou quem sabe até mesmo poderia ocorrer a extinção da banda. O disco mostrou um Kiss bem virtuoso e maduro, apesar do pouco tempo de estrada. Com este disco duplo, eles cravaram sua marca na história do rock and roll. Inicialmente, a dupla platina foi uma brecha do Kiss para o mainstream e também contém a versão ao vivo do então hino do rock mundial "Rock And Roll All Nite".

Alive! vendeu tanto que mudou a carreira do Kiss. Foram mais de 500 mil cópias na primeira semana apenas nos Estados Unidos (onde atingiu a nona posição em vendas) alavancando a carreira da banda e o status dentre os grandes nomes do rock. A partir dele, o nome Kiss permaneceria como símbolo de marketing feito com muito talento e, principalmente, sinônimo de boa música.


23º Lynyrd Skynyrd - One More from the Road (1976)






















Apenas três anos separaram este disco de Pronounced 'Lih- 'nérd 'Skin- 'nérd, álbum de estreia do combo sulista. Muito cedo para um duplo ao vivo? Que nada. Basta uma única audição deste registro histórico para você sacar que os caras estavam realmente botando pra quebrar, no ponto pra registrar alguns de seus memoráveis concertos. Detalhe: quando o grupo aportou no restaurado Fox Theater (em Atlanta, Georgia, onde o disco foi gravado) para três noites com ingressos esgotados, o guitarrista Steve Gaines havia feito apenas quatro apresentações como membro oficial do conjunto.

Ronnie Van Zant deu o melhor de si nos três shows que resultaram no álbum e como consequência disso acabou com suas cordas vocais. No show seguinte, no Sunshine Jam, Ronnie precisou ser substituido às pressas por Charlie Daniels, pois estava com a garganta sangrando.

One More from the Road traz também três temas inéditos em discos do Lynyrd: Crossroads (baseada na versão do Cream para o clássico de Robert Johnson), T For Texas, de Jimmy Rodgers e Travellin' Man, uma grande canção do baixista Leon Wilkeson que Ronnie dedicou ao seu pai, que era caminhoneiro. 

O álbum se tornou um dos mais vendidos da banda e funcionava muito bem como uma compilação das grandes canções que eles haviam cunhado até então. Serviu também para levar cada vez mais público aos shows da banda e chegou a ser lançado até no Brasil em LP.

Tudo está aqui: os Rocks lascivos (Workin' For MCA e Gimme Three Steps), as baladas (Simple Man e Tuesday's Gone), as versões (Call Me The Breeze e Crossroads) e os hits (Sweet Home Alabama e Freebird). Tudo magistralmente produzido pelo mestre Tom Dowd. (Texto de Bento Araujo)


24º MC5 - Kick Out the Jams (1969)




















Pode uma revolução ser propagada e impulsionada por uma banda de Rock? Esse quinteto de Detroit acreditava que sim e, segundo o texto do empresário/guru John Slinclair, que acompanhava a edição original em vinil, o compromisso de todos era com a revolução. A trilha disso tudo? Uma música energética ao extremo, tão urgente e caótica como nada até então.

Proto-Punk, Proto-Metal, incursões livres e destemidas rumo ao Free Jazz e uma canja do mestre Sun Ra. Esse era o MC5 de 1968, ano em que esse show foi registrado no Grande Ballroom, em Detroit.

Lançar sua estreia em disco no formato ao vivo foi uma bela sacada, já que quando o vocalista RobTyner anuncia a faixa título ("Kick Out The Jams Motherfuckers!"), estava na verdade anunciando e registrando para sempre o rompante da revolução. Segundo o guitarrista Wayne Kramer, "com o disco nós tentamos ascender a chama, levar o que fazíamos no palco para o mundo todo. Queríamos unir a massa jovem descontente e frustrada com o mundo daquela época..."

Kick Out the Jams, o disco e a música, foram banidos das rádios e das lojas, mas de nada adiantou: a semente de um novo som, e de uma nova atitude, estavam semeadas e iriam germinar cedo ou tarde.

De Detroit até hoje é reconhecida como a capital mundial do mais energético Rock n' Roll, isso se deve principalmente ao MC5 e ao disco em questão, um dos álbuns mais genuínos e excitantes dos anos 60. Mais tarde, as novas gerações descobririam que o entusiasmo incontrolável da música do MC5 era capaz de tornar tudo possível. (Texto de Bento Araujo)


25º  AC/DC - If You Want Blood You've Got It (1978)




















If You Want Blood You've Got It é um álbum ao vivo da banda australiana de rock AC/DC, originalmente lançado nos Estados Unidos em 21 de novembro de 1978. Todas as canções foram escritas por Angus Young, Malcolm Young, e Bon Scott. Não existe certeza acerca da fonte do disco, mas o mais certo é que a performance foi retirada de um show no Teatro Apollo de Glasgow durante a turnê de 1978. O disco é considerado um dos melhores ao vivo ja lançados, assim como Thin Lizzy Live and Dangerous, Deep Purple Made in Japan e outros. As vendagens foram boas, no entanto, sofreram com as criticas acerca do número de canções que faziam parte do disco, tendo em vista a época do lançamento, período que as gravadoras exigiam o lançamento de um disco duplo ao vivo. Do período com Bon Scott, o único disco ao vivo lançado foi o duplo Let There Be Rock Live in Paris 1979, trilha sonora do filme com mesmo nome, que foi lançado na época (1980 - artigo super raro) e no box set Bonfire em 1997. A produção foi eficiente em captar a crueza e urgência das performances do grupo.

Destaco também o Live at Donington que traz em DVD e CD o show do AC/DC no Donington Park em 17 de agosto de 1991, na terceira banda vez que a banda tocou no festival "Monsters of Rock". O show de duas horas foi gravado diante a 72.500 espectadoresl. Foi filmado com 26 câmeras de 35mm Panavison, uma delas dentro de um helicóptero.

O DVD traz características especiais, como som em estéreo, som surround 5.1 e comentários em áudio de Angus e Malcolm Young.

Outra opção permite que o telespectador se concentrar em apenas um membro em determinadascanções. Esta opção está disponível para Angus em "Thunderstruck", "Back in Black" e "Highway to Hell". A opção é oferecida para Malcolm é em "TNT", Brian em "Whole Lotta Rosie" e Cliff em "Dirty Deeds Done Dirt Cheap". 


26º Humble Pie - Performance Rockin' the Fillmore (1971)




















Em 1971, uma banda de hard-rock alcançar o seu grande sucesso comercial com um álbum duplo ao vivo não era nada novo. Mas a experiência tinha de ser particularmente gratificante para Humble Pie.

De certa forma, eles foram um dos supergrupos da época. Três dos quatro membros da banda - o guitarrista Peter Frampton, o cantor e guitarrista Steve Marriott e o baixista Greg Ridley - já tinham provado o sucesso com os, Small Faces e Spooky Tooth, respectivamente. Apenas Jerry Shirley foi menos conhecido, mas foi ganhando uma reputação como um baterista formidável nos moldes de John Bonham.

Ainda assim, apesar de sua formação e reputação para shows ao vivo explosivos, os Humble Pie não foram capazes de duplicar a sua energia no palco no estúdio. Seus quatro álbuns de estúdio não são ruins, mas vendeu apenas moderadamente bem.

Em 1971 saiu o álbum "Performance: Rockin 'the Fillmore," e finalmente Humble saiu da garrafa. Gravado ao longo de quatro shows, de duas noites no lendário Fillmore East - lar de algumas das gravações de concertos mais célebres de todos os tempos, de Aretha aos Allmans - o álbum duplo ao vivo apresentou a banda que funde a técnica e o feeling. Marriott é uma potência, um legítimo cantor de blues-rock, e os riffs precisos de Frampton perfeitamente completam o som.  A seção rítmica de Ridley e Shirley são matadoras.

'Performance: Rockin' the Fillmore "tornou-se hit e fez o Humble Pie, alcançar o Top 25 e indo para o disco de ouro. Mas o sucesso foi de curta duração: Frampton deixou a banda pouco tempo depois, e repetiu a fórmula alguns anos mais tarde, liberando uma série de álbuns solos modestamente bem-sucedido antes de bater o filão em 1976 com Frampton Comes Alive'. 


27º Megadeth - That One Night: Live in Buenos Aires (2007)




















Tudo bem que o público brasileiro é considerado pelas próprias bandas como um dos melhores e mais participativos do mundo, mas o que nossos vizinhos da Argentina fizeram neste álbum ao vivo é digno de ser lembrado por toda a história do Metal. Basta ouvir o que eles improvisaram durante o espetáculo, bradando a frase "I Want Megadeth! I Want Megadeth!" por vários minutos e deixando Dave Mustaine & Cia. atônitos.

O disco traz um show gravado na cidade de Buenos Aires (ARG), em 9 de outubro de 2005, no Clube Atlético Obras Sanitárias, famoso local de shows da América do Sul e palco de incontáveis eventos relacionados à música pesada. Na época, a formação da banda era composta por Dave Mustaine (guitarra e vocal), Glen Drover (guitarra), James MacDonough (baixo) e Shawn Drover (bateria) e o show era parte da turnê de divulgação de The System Has Failed (2004)

O que chama atenção neste trabalho - além, é claro, do público - são a performance dos músicos e o repertório apresentado pelo Megadeth, considerado sempre acima da média e bastante extenso (22 faixas). A gravação dos instrumentos é cristalina e potente - mesmo aparelho com baixa qualidade sonora é possível escutar tudo com facilidade. O DVD é um show à parte pois, além de som 5.1, conta com câmeras bem encaixadas e que mostram exatamente o que aconteceu no show, principalmente o público.

Este não é nenhum álbum revolucionário ou que mudou o conceito de discos ao vivo, porém sua energia e a troca (e ajuda) entre fãs e banda são impressionantes. That One Night: Live In Buenos Aires é típico caso onde o público é tão parte do trabalho como os próprios músicos atuando no palco. (Texto Thiago Rahal Mauro)



28º Metallica - Live Shit: Binge & Purge (1993)

















Live Sh*t: Binge & Purge é o primeiro álbum ao vivo do Metallica, lançado em formato de box em 1993.

Ele contém três CDs e três fitas VHS, enquanto uma versão mais recente inclui dois DVDs de concertos em San Diego (na Wherever We May Roam Tour) e Seattle (na Damaged Justice Tour) e também inclui três CDs com canções de um concerto em Cidade do México.

Foi lançado originalmente como uma caixa alusivos ao estilo típico de um equipamento turístico caixa de transporte. Além das medias de áudio e do vídeo, a caixa contém material bônus (Livreto mostrando uma infinidade de fotografias, típicas correspondências de turnê enviadas e recebidas pela banda e da sua gestão, bem como documentos internos e notas manuscritas; recriada uma cópia de um acesso para passar para o "Snakepit" parte dos bastidores da turnê, um papelão desenhado/stencil de pintura para o logotipo "Scary Guy").


29º Ozzy Osbourne - Live & Loud (1993)




















O álbum “Live & Loud”, de Ozzy Osbourne chegou ao seu 23º aniversário de lançamento. O disco era para ser considerado o último a ser lançado pelo Madman, uma vez que Ozzy estava planejando em aposentar-se. Aliás, o registro, lançado ao vivo, fazia foi gravado durante a “No More Tours”, um trocadilho com o título do último trabalho de estúdio do vocalista (“No More Tears”, de 1991).

Mixado pelo veterano produtor Michael Waneger, “Live & Loud” não traz gravações de apenas um único show, e sim de diversas apresentações de Ozzy Osbourne durante a turnê. O álbum ocupou a décima posição na Billboard daquele ano e ganhou disco de platina por quatro vezes.

Os boatos de que a turnê seria a de “despedida” de Ozzy dos palcos se deve pela expressão de cansaço com a maratona de shows que o Madman estava enfrentando nos últimos anos. Aliás, para a turnê, Mike Inez assumiu o baixo e Kevin Jones os teclados, já que ele substituiu John Sinclair (que tocou no álbum “No More Tears”), que entrou em turnê com o The Cult.

Além do álbum, “Live & Loud” também foi lançado em VHS (e nos tempos atuais em DVD). Porém, os vídeos foram copilados em imagens ao vivo de vários concertos em vez de um único show. E isso é evidente, por exemplo, Ozzy Osbourne pode ser visto tanto sem camisa quanto com roupas diferentes na mesma música, enquanto o guitarrista Zakk Wylde pode ser visto tocando com até três guitarras durante a execução do mesmo tema.

Aliás, todo o catálogo da discografia de Ozzy Osbourne foi remasterizado e relançado em 1995 e também em 2002. Porém, no processo que foi feito em 2002 na discografia de Osbourne, tanto o álbum “Live & Loud” quanto o disco “The Ultimate Sin” (1986) e o EP “Just Say Ozzy” (1991) não foram remasterizados e nem relançados por conta da canção “Shot In The Dark”. Isso se deve por conta a um processo judicial envolvendo Phil Soussan, ex-baixista da banda de Ozzy, acerca dessa música em relação à autoria da mesma, que por conta de sua inclusão no tracklist dos três trabalhos, eles não tiveram o mesmo procedimento dos demais discos.

Quanto às faixas desse álbum (duplo) ao vivo, um repertório de clássicos: além das músicas de seu recente trabalho na época, canções que marcaram a carreira do Madman, inclusive com temas de sua ex-banda, o Black Sabbath.

Aliás, duas faixas chamam mais atenção: “I Don’t Want To Change The World”, que rendeu a Ozzy Osbourne o Grammy de “Melhor Performance de Metal”, em 1994; e também “Black Sabbath”, que foi tocada juntamente com os eternos companheiros do grupo de Birmingham: Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward, em um concerto em Costa Mesa, na Califórnia. Sim, foi no mesmo show em que Dio, então vocalista do Black Sabbath, se recusou a abrir o evento para o seu desafeto.

Ainda bem que esse negócio de “turnê de despedida” não passou de uma promessa. Afinal, Ozzy Osbourne não pode parar. Depois de ter usado drogas por mais de 40 anos, arrancar a cabeça de um morcego, cair de um quadriciclo que o deixou em coma por alguns dias, não seria uma sequência de shows que iria parar uma das maiores lendas do Heavy Metal, não é mesmo? Pois seria uma tremenda sacanagem dos deuses do Metal em não deixarmos assistir Ozzy Osbourne e seus camaradas do Black Sabbath aqui no Brasil. Vida longa ao eterno Madman. (Texto de Jorge Almeida, fonte: culturaefutebol.wordpress.com)


30º Motörhead - No Sleep 'Til Hammersmith (1981)




















Quando foram registrar um dos mais furiosos discos ao vivo da história do Rock, Lemmy Kilmister (vocal e baixo), "Fast" Eddie Clarke (guitarra) e Phil "Philthy Animal" Tayler (bateria) vinham de uma bem sucedida turnê para Ace Of Spades (1980)

A gravação do EP The St. Valentine's Day Massacre, ao lado do Girlschool, foi uma forma de manter o nome em evidência, já que em dezembro de 1980 o baterista acabou se contundindo seriamente ao cair de cabeça no chão, obrigando o grupo a cancelar a turnê europeia.

Com Phil recuperado, o trio partiu para os shows que resultariam em No Sleep 'Til Hammersmith. A ideia inicial era lançar um duplo ao vivo, mas como não havia material suficiente das gravações de Leeds (28/03/1981), Newcastle (29 e 30/03/1981) e nem nas feitas em 1980, optaram por um disco simples - no qual, ironicamente, não há nenhuma faixa gravada no londrino Hammersmith Odeon.

A foto de Ian Kalinouski que estampa a capa traduz o espirito do Motörhead ao vivo: parede de amplificadores, iluminação especial com 'bomber' (bombardeiro), ases de espadas nas peles dos bumbos e os músicos mais barulhentos do mundo em perfeita sintonia empunhando seus instrumentos. O falecido produtor inglês Vic Maile deu os retoques finais nas poderosas performances de hinos como Ace Of Spades, Stay Clean, Metropolis, The Hammer, No Class, Overkill, (We Are) The Road Crew, Capricom, Bomber e Motörhead. 

Concomitantemente ao lançamento, o Motörhead estava nos Estados Unidos tocando com Ozzy Osbourne e lá recebeu a boa nova: os disco estava em primeiro lugar nas paradas. Surpreendente mas natural para uma banda que nasceu para atuar nos palcos e ensurdecer plateias mundo afora. (Texto de Ricardo Batalha)


31º Queen - Live Killers (1979)




















Completando mais de trinta e seis anos neste mês de junho, "Live Killers" foi um divisor de águas na carreira do QUEEN, e é considerado um dos melhores "álbuns ao vivo" de todos os tempos.

O álbum fora gravado em concertos ocorridos entre janeiro e março de 1979, e lançado no dia 22 de junho de 1979. Concebido durante a turnê de divulgação do álbum "Jazz", lançado em 1978, o álbum - hoje venerado - recebeu críticas mistas da imprensa especializada da época.


O registro recebeu certificado de disco de platina duplo nos Estados Unidos, além de ter atingido o status de ouro no Reino Unido, Áustria, Alemanha e Suíça. Além disso, foi responsável por encerrar um ciclo da banda, já que um ano depois The Game" traria uma roupagem diferente e apresentaria ao mundo um novo Queen.


32º Rainbow - On Stage (1977)




















On Stage é um álbum ao vivo lançado pelo Rainbow em 1977. Foi gravado durante inúmera performances na Alemanha e no Japão no fim de 1976 durante a Rising world tour.

O álbum foi gravado ao vivo na Alemanha (no Circus Krone em Munich e no Sporthalle em Cologne) e no Japão (na Arena Budokan e em Osaka) no final de 1976, durante o Rising World Tour. Muitas das faixas foram unidas em conjunto a partir de datas diferentes pelo produtor Martin Birch. Por exemplo, em "Catch the Rainbow", a música foi retirada de dois concertos no Japão em 09 e 16 de Dezembro de 1976.

Os recursos de gravação apresentam a introdução habitual para um show do Rainbow - a citação do clássico O Mágico de Oz "Toto: Eu tenho a impressão de que não estamos mais em Kansas. Devemos estar sobre o arco-íris!" com a última palavra repetida como um eco, em seguida, a banda atual toca uma frase da canção Somewhere Over the Rainbow antes de quebrar em "Kill the King".

A música "Kill the King" apareceu neste álbum sem nunca ter aparecido antes em um álbum de estúdio. A versão de estúdio pode ser encontrada no ano seguinte , em 1978 no álbum "Long Live Rock 'n' Roll". Apesar de ter sido severamente editado, com corte em momentos cruciais, como no solo de bateria de Cozy Powell em "Still I´m Sad" (que apareceu no DVD/CD Live in Munich 1977), o álbum duplo é peça requisitada pelas hordas de admiradores da banda. Também são notáveis algumas ausências no repertório, como as clássicas "Do you close your eyes" (presente na edição deluxe), "Stargazer" e "A Light in the Black" de Rising. A última música citada foi podada do setlist dos shows, e "Stargazer" permaneceu até meados da turnê de 79.

Em 2012 foi lançada pela UMC uma edição dupla de luxo com músicas gravadas em Osaka, no Japão em 9 de Dezembro de 1976. Inclusive, uma parte da canção "Catch the Rainbow" do álbum original lançado em 77 é proveniente deste show. A bela edição, além de restaurar o som do álbum original, traz um detalhado livreto com reprodução do encarte original do vinil, com suas fotos e a extensa equipe técnica que cooperou na turnê de 1976 e na confecção do disco. A produção do colaborador de longa data de Blackmore, Martin Birch é exemplar. O álbum é considerado um dos melhores discos ao vivo lançados por uma banda de rock, e esta inserido nas intermináveis listas deste gênero junto com Live and Dangerous do Thin Lizzy , Strangers in the Night do Ufo e Live do Status Quo, dentre outros. No DVD "Live in Munich 1977", o narrador dos extras comenta que era comum que as plateias da banda ficassem totalmente imersas na performance de Blackmore, em um estado de concentração e silencio totais, com a atenção voltada diretamente para a eximia técnica do guitarrista que usava e abusava de uma extensa palheta de tons e afinações.


A edição deluxe traz no disco 01 o álbum na integra, e no disco dois traz as músicas "Kill The King", "Mistreated", "Sixteenth Century Greensleves", "Catch the Rainbow", "Man on the Silver Mountain"/Blues"/"Starstruck" e "Do you Close your Eyes".


33º Rolling Stones - Get Yer Ya-Ya's Out! The Rolling Stones in Concert (1970)






















'Get Yer Ya-Ya's Out!' The Rolling Stones in Concert é um álbum ao vivo dos Rolling Stones, lançado em 4 de setembro de 1970 pela Gravadora Decca no Reino Unido e pela Gravadora London nos EUA. Ele foi gravado em Nova York e Maryland, em novembro de 1969, pouco antes do lançamento de Let It Bleed. Foi o primeiro álbum ao vivo a alcançar o primeiro lugar de vendas no Reino Unido. É considerado um dos melhores álbuns ao vivo de rock já lançado, ao lado de Live at Leeds do The Who, e do Alive! do Kiss.

O Grande sucesso do álbum,aliado ao auge musical da banda tanto em relação às suas apresentações ao vivo, quanto a maestria de suas músicas, em um momento em que os Beatles já não existiam mais, levou a muitos adeptos do Rock reconhecerem os Rolling Stones como a maior banda de Rock do Mundo.

Uma razão para lançar um álbum ao vivo foi para combater o lançamento de Live'r Than You'll Ever Be, uma gravação pirata de uma performance Oakland na mesma turnê, a qual andava fazendo muito sucesso entre o público.

Estando sem fazer turnês desde abril de 1967, os Rolling Stones estavam ansiosos para pegar a estrada em 1969. Com seus dois álbuns mais recentes, Beggars Banquet e Through the Past, Darkly(Big Hits Vol. 2) sendo muito elogiados, as audiências estavam antecipando seu retorno aos palcos. Sua Turnê Americana de 1969, durante novembro e dezembro, teve a participação de BB King (substituído em algumas datas por Chuck Berry), Ike e Tina Turner e Terry Reid, tocando para casas lotadas. A turnê foi a primeira de Mick Taylor com os Stones, pois Brian Jones havia sido substituído pouco antes de sua morte, em julho. As performances apresentaram a interação da guitarra de Taylor com Keith Richards. Embora tenha participado da gravação de apenas duas faixas de Let It Bleed, foi nesse álbum em que as habilidades de Taylor foram plenamente demonstradas.

Ao contrário do formato usualmente utilizado hoje em dia, no qual se registra o show completo, sem cortes e na sequência da apresentação, na época, o usual era se colocar nos discos faixas independentes, fora da ordem de execução, se priorizando as músicas com melhor execução e resultado ao vivo, até porque, a capacidade de armazenamento dos antigos LP's era bem mais limitada que o das mídias digitais posteriores. Live at Leeds, o clássico álbum ao vivo do The Who, também teve as faixas editadas da mesma forma.

A faixa "Love in Vain" foi gravado em Baltimore, Maryland, em 26 de novembro de 1969. As demais faixas foram gravadas nos dois dias seguintes, no Madison Square Garden em Nova York. No primeiro show foram gravadas 'Jumpin' Jack Flash' e 'Honky Tonk Women' ainda na noite de 27 de novembro e 'Carol', 'Stray Cat Blues', 'Sympathy for The Devil', 'Little Queenie' e 'Street Fighting Man' já na madrugada de 28 de novembro de 1969. Por fim, no segundo show, naquela mesma noite do dia 28, foram gravados 'Midnight Rambler' e 'Live With Me'. As gravações foram trabalhadas durante Janeiro e Fevereiro de 1970, no Olympic Studios de Londres. O produto final contou com vocais novos em meia às faixas, e backing vocais adicionados por Richards em várias outras.

O título do álbum foi adaptado a partir da música "Get Yer Yas Yas Out" por Blind Boy Fuller, mais especificamente do verso ""get your yas yas out the door"". A foto da capa foi tirada no início de fevereiro de 1970, tendo Charlie Watts com guitarras e bumbos penduradas no pescoço de um burro. Foi inspirada na letra da música "Visions of Johanna", composta por Bob Dylan (embora essa letra se refira a uma mula).

Na revisão do álbum para a revista Rolling Stone , o crítico Lester Bangs disse: "Eu não tenho dúvida de que é o melhor concerto de rock já registrado."

"Get Yer Ya-Ya's Out" foi lançado em setembro de 1970, bem nas sessões para o seu próximo álbum de estúdio, Sticky Fingers, sendo muito bem recebido por crítica e público, produzindo enorme sucesso comercial, atingindo por fim o 1º lugar entre os mais vendidos no Reino Unido e 6º lugar nos EUA, onde foi platina. Com exceção de compilações, foi o último álbum que a banda lançou através da Decca Records ou da London Records. A Partir de então, lançariam seus novos discos pela sua própria Rolling Stones Records.

Em novembro de 2009, o álbum foi relançado em uma versão comemorativa pelo 40º aniversário de estréia, trazendo gravações inéditas dos Rolling Stones que ficaram de fora do álbum original, além de músicas cantadas por BB King e Ike & Tina Turner na abertura dos shows.


34º Rory Gallagher - Irish Tour '74 (1974)





















Era batata. Todo final/começo de ano o guitarrista mais popular da Irlanda fazia questão de manter um ritual, uma tradição que acontecia desde os seus tempos de músico de apoio das big bands "de baile".

Mesmo no auge de sua fama mundial, Rory viajava por toda a extensão de seu país natal, tocando para seus milhares de fãs irlandeses em bibocas, galpões, igrejas ou cinemas. Uma dessas incríveis turnês foi registrada neste disco duplo (em LP) ao vivo, pinçado de shows em janeiro daquele ano de 1974 no Ulster Hall de Balfast, no Carlton Cinema em Dublin e no City Hall de Cork. 

Rory não tinha medo da polícia, nem dos rebeldes do IRA, muito menos de suas bombas e atentados. Tanto os católicos como os protestantes eram seus fãs, então nada mais natural para ele que a Irlanda fosse uma só - o Rock unia todos.

Com os atentados na Irlanda no Norte, por exemplo, a maioria dos artistas nunca passava por lá durante a década de 70. Com Rory não tinha essa...

Os tumultos violentos das ruas de Belfast refletiam um povo lutador, espinha dorsal de uma das melhores plateias do guitarrista, que tem em Irish '74 seu melhor disco ao vivo - na verdade, a trilha sonora de um genial filme de mesmo nome do diretor Tony Palmer. O filme acabou de ser restaurado e relançado em DVD e, assim como o disco, é imperdível.

Aqui ele toca com Gerry McAvoy (baixo), Lou Martin (teclado) e Rod de ' Ath (bateria) e você se depara com versões definitivas de hinos como Cradle Rock, Tattoo 'd Lady, A Million Miles Away, Walk On Hot Coals e Who's That Coming? O que mais você precisa? Ah, sim: somente uma encorpada cerveja escura irlandesa para degustar enquanto a sua vitrola e o seu coração fazem o resto... (Texto de Bento Araujo)


35º Rush - Exit...Stage Left (1981)






Exit... Stage Left é o segundo disco ao vivo da banda canadense Rush. Foi gravado no Canadá (Montreal Forum - lado 1, 3 e 4) e na Inglaterra (lado 2) durante a turnê do disco Moving Pictures e foi lançado em Outubro de 1981. A primeira edição do cd omitiu a faixa A Passage to Bangkok. O álbum foi duramente criticado pela sua produção, que deixou o som do grupo mais sujo e abafado, mas mesmo assim, não se consegue perceber perda da técnica apurada do trio. Hordas de fãs consideram o melhor ao vivo do grupo. Um vídeo como mesmo nome foi lançado no mesmo período, tendo este sido extraído de uma performance no Montreal Forum, Qebec, no Canada. Se tornou um belo complemento para o disco. Algumas musicas do vídeo não entraram no disco, como Limelight e o medley final com By Tor and Snow Dog, In the End, In the mood e 2112 final piece. O vídeo foi lançado em dvd por uma distribuidora independente, e anos após, já na primeira década dos anos 2000, foi inserido no box set Replay x3, junto com vídeos subsequentes - Grace Under Pressure Tour e Show of Hands. Apesar das criticas, o segundo álbum ao vivo do grupo foi muito bem aceito, face ao estrondoso sucesso de Moving Pictures.


36º Saxon - The Eagle Has Landed (1982)





















The Eagle Has Landed é o primeiro álbum ao vivo lançado pela banda de heavy metal Saxon. Ele foi gravado durante a etapa europeia da turnê mundial de 1981 e lançado em 1982. O disco foi gravado no legendário Hammersmith Odeon. As faixas bônus contidas na edição remasterizada de 2006 também foram gravadas no Hammersmith Odeon. Os shows do grupo nesta época eram muito populares, por atenderem à um publico jovem que estava redescobrindo o hard/heavy metal do inicio dos anos 70. Tal redefinição do cenário, ao final da onda punk em 78/79 denominou-se de Nova Onda do Metal Britânico, que divulgou o trabalho de bandas como Iron Maiden, Def Leppard, Venom, e o próprio Saxon, além de outras, que lançaram discos que atualmente são objetos de culto. Assim como o Iron Maiden e o Def Leppard, o Saxon foi uma das bandas que ultrapassou este período, estando na ativa até hoje. As criticas ao primeiro disco ao vivo do grupo foram severas, principalmente pela sua produção e edição, que deixou a desejar. Mesmo assim, o disco teve boa vendagem, e é item querido e obrigatório para os fãs da banda.


37º Scorpions - World Wide Live (1985)





















World Wide Live é um álbum gravado ao vivo da banda alemã Scorpions, lançado a 20 de junho de 1985.

O World Wide Live marca toda trajetória da banda durante o "Love at First Sting Tour". Eis abaixo os locais das apresentações que foram gravadas e editadas no disco:

Sports Arena, San Diego, Califórnia, EUA (26 de Abril de 1984) The Forum, Los Angeles, Califórnia, EUA (24 e 25 de Abril de 1984)
Pacific Amphitheatre, Costa Mesa, Califórnia, EUA (28 de Abril de 1984) Bercy, Paris, França (29 de Fevereiro de 1984) Sporthalle, Colônia, Alemanha (17 de Novembro de 1984)

Neste álbum ao vivo, a faixa "Still Loving You" teve seu videoclipe com imagens da apresentação da banda no Rock in Rio, em Janeiro de 1985, onde o Scorpions se apresentou pela primeira vez no Brasil. O vídeo ainda teve imagens da banda em seu momento de folga, dando autógrafos pros fãs, além de mostrar o lado de fora da Cidade do Rock com a plateia entrando na mesma. O vídeo clip saiu no vhs de mesmo nome, que foi lançado em 1985 em conjunto com o disco. Varias apresentações foram gravadas para este vídeo, incluindo uma fantástica performance de Dynamite no Madison Square Garden. Voltando ao álbum, pode-se dizer que novamente a banda foi bem sucedida com uma gravação ao vivo, tendo em vista que o duplo anterior, Tokyo Tapes, lançado em 1978, foi um sucesso. Os dois álbuns são unanimidades nas listas de melhores discos ao vivo já gravados. O encarte do álbum traz muitas fotos tiradas em turnê, incluindo fotos no Rio de Janeiro. O jornal Zero Hora em 1986 informou que World Wide Live foi o segundo disco ao vivo mais vendido na história, perdendo para o clássico Frampton Comes Alive do guitarrista Peter Frampton, lançado em 1976.

Em entrevista ao Podcast da Radioactive Metal, o baterista James Kottak afirmou que a banda lançará uma edição comemorativa dos 25 anos do World Wide Live juntamente com um CD com entre 8 ou 10 faixas inéditas em 2010. Contudo tal edição comemorativa ainda não foi lançada. Uma edição em 2008 foi lançada restaurando a ordem das musicas como saíram no vinil original de 1985, com a faixa Another Peace of Meat e o final com Cant Get Enough agregado a um solo de Matthias Jabs, que não haviam entrado na primeira edição em cd.


38º Status Quo - Live! (1977)




















Fazer parte de uma banda de rock na segunda metade dos anos 70, e ainda mais na Inglaterra, não era sopa.

O Punk Rock estava definitivamente estabelecido no Reino Unido, chamando a atenção quase que por completo da mídia musical europeia. Porém, o Status Quo continuava firme, forte e, por incrível que pareça, atravessando uma de suas fases mais produtivas.

Depois de gravar álbuns medianos, entre 1968 até 1970, começaram a colocar mais peso em sua música - isso a partir de Dog Of Two Head, lançado em 1971. Daí pra frente o quarteto foi gradativamente despejando mais peso em seus trabalhos. Vieram os excelentes Piledriver (1972), Hello! (1973), Quo (1974), On The Level (1975), e Blue For You (1976). Os fãs clamavam por um álbum ao vivo, já que uma das maiores características do Statos Quo eram as apresentações sempre fulminantes do grupo.

Durante a turnê que promovia Blue For You, gravaram, nos dias 27, 28 e 29 de outubro de 1976 no Apollo Theatre em Glasgow (ESC), usando a unidade móvel dos Rolling Stones, o que viria a ser Live!, que chegou às lojas em março do ano seguinte.

Pura festa. Desde a introdução com Junior's Wailing, passando por Backwater/Just Take Me e Is There A Better Way, o Statos Quo consegue passar ao ouvinte uma parcela forte do que era uma apresentação deles naquela época. A bolacha dupla conta ainda com Little Lady/Most Of The Time, Roll Over Lay Down, Big Fat Mama, uma versão divertida de Roadhouse Blues (Doors), Don't Waste My Time, Caroline e um 'grand finale' aterrador com Bye Bye Johnny.

Em 2007, boa parte da discografia do Statos Quo foi remasterizada, sendo relançada com vários bônus e encartes com fotos inéditas. Live! está incluindo no pacote e vale o investimento. É como diriam os fãs ingleses: 'God Save The Quo!'. (Texto de Vitão Bonesso)


39º Supertramp - Paris (1980)




















Paris é o sétimo álbum da banda de rock progressivo Supertramp, lançado em 1980 (ver 1980 na música).

Paris foi gravado no Tour Breakfast in America do Supertramp, em Novembro de 1979, em Paris, França, o Pavillon de Paris, um local que foi outrora um matadouro.

O setlist do álbum contém quase todas as canções do álbum "Crime of the Century" (com excepção de "If Everyone Was Listening"), três canções de Crisis? What Crisis?, dois de Even in the Quietest Moments, três de Breakfast in America, além de uma nova faixa "You Started Laughing" (originalmente o B-lado para a faixa "Lady" de Crisis? What Crisis?). Todo o show foi gravado, mas a música "Give a Little Bit", "Goodbye Stranger", "Even in the Quietest Moments", "Downstream", "Just a Normal Day" e "Another Man's Woman" foram suprimidos do álbum devido às limitações de tempo, a fim de fazer de Paris um álbum duplo.

Paris chegou a 8 posição da Billboard Pop Albums Chart em fins de 1980 e foi imediatamente Ouro. E a versão ao vivo de "Dreamer" bateu as U.S. Top 20.


Em Julho de 2006, as fitas master originais do álbum foram redescobertas no celeiro do baterista da banda Bob Siebenberg, juntamente com o vídeo, e não visto desde o tempo de gravação. As fitas foram enviadas para a Copa 'N Strings Studios em Santa Monica, Califórnia, para a remasterização digital. As fitas estavam inicialmente em má forma técnica, mas foram transferidos com êxito. O vídeo foi enviado para Peter Clifton, o criador do filme de 1973 do concerto The Song Remains The Same do Led Zeppelin, na Nova Zelândia, para edição e posterior lançamento, o que ocorreu em 2012, iniciativa dos membros Rick Davis, Bob C. Benberg e John Helliwel. A principio, o ex guitarrista e vocalista Roger Hodgson embargou o lançamento do vídeo do concerto gravado em 1980, sob alegação de que a performance não estava no nível técnico esperado por ele. No entanto, de nada adiantou, e ainda prejudicou ainda mais o relacionamento dos músicos, que iriam se reunir para uma turnê. Junto com o apoio dos três músicos, a Eagle Vision foi responsável pelo lançamento mundial do dvd/Blu-ray do concerto. Algumas faixas que estão no disco não entraram no vídeo, tais como Aint Nobody But me, You Started Laughing, A Soapbox Opera e From Now On. Estas faixas foram inseridas no dvd/blu-ray como bônus, em forma de faixas de audio devidamente remasterizadas. Varias faixas do vídeo também não foram inseridas no disco, entre estas: Even in The Quietest Moments, Another Man´s Woman, e Child of Vision. Algumas destas faixas que estão no vídeo estão inseridas no cd 02 da Deluxe Edition de Breakfast in America, lançada em 2010. O referido disco trazia musicas gravadas na arena Wembley Empire Pool em 1979 e outras do concerto do Pavillion de Paris. Pode-se dizer que com o lançamento do vídeo, por anos dado como perdido, dava o espectro do concerto completo da banda na turnê de 1979/1980. O diretor do vídeo à época foi Derek Burbidge, conhecido diretor da BBC Television e diretor de vídeos naquele período. Já o relançamento ficou a cargo de Peter Clifton.


40º Asia - Fantasia: Live in Tokyo (2007)






















Até hoje me lembro da reação dos fãs do King Crimson, Yes, ELP – grupos de rock progressivo de onde vieram respectivamente o vocalista e baixista John Wetton, o guitarrista Steve Howe e o baterista Carl Palmer, além do tecladista Geoffrey Downes (Buggles) – ao escutarem o Asia com sua sonoridade totalmente pop rock... Todo o inconformismo era justificado, afinal, as novas canções eram totalmente 'anti-progressivas'. Mas este fato não impediu que a nova banda explodisse com seu debut auto-intitulado de 1982, vendendo 15 milhões de álbuns por todo o mundo.

Os hits continuaram por mais dois discos e a banda encerrou suas atividades em 1985. Geoff Downes até levou o projeto adiante com outros músicos e liberou mais cinco álbuns, mas nunca chegou nem perto do estrondoso sucesso do passado.

Em 2006 os quatro membros da formação original se reuniram pela primeira vez em 20 anos para uma série de shows nos EUA e Reino Unido, e a boa repercussão destas apresentações os levou a outra turnê em 2007, agora mundial (inclusive passando pelo Brasil), para comemorar o aniversário de 25 anos do Asia. O resultado destas apresentações culminou em "Fantasia Live In Tokyo", DVD e CD duplo gravado durante parte da tour japonesa, na cidade de Tóquio em 8 de março deste ano, no Shinjuku Koseinenkin-Hall.

A gravação, como não poderia deixar de ser, é muito boa e há um fato curioso na execução de algumas canções: geralmente as músicas tocadas ao vivo tendem a ficar mais velozes, mas não é o que acontece por aqui. Algumas versões estão até mais lentas que as gravações de estúdio, em especial “Roundabout”. É um bom show, hit atrás de hit, com momentos acústicos e ainda há espaço para Howe e Downes mostrarem o que sabem fazer com seus instrumentos, valendo mencionar as bonitas guitarras de "Intersection Blues", do álbum-solo de Steve Howe, "Natural Timbre". E o público nipônico, que sempre amou o Asia, mostra toda sua satisfação de forma bem descontraída.

A escolha das canções que fazem parte do repertório é que chega a ser frustrante... Afinal, se o Asia se prontificou a excursionar pelo mundo e lançar um registro ao vivo para comemorar uma data festiva, então seria razoável que fizessem uma seleção de canções de, pelo menos, todos os seus três primeiros discos, não é mesmo? Mas não é o que acontece. A coisa está desequilibrada, com a presença de todas as faixas de seu platinado debut auto-intitulado. "The Smile Has Left Your Eyes", "Don't Cry" e "The Heat Goes On" são as que faziam parte do "Alpha" (83), mas não há nenhuma do "Astra" (85)! Não dá para entender alguns critérios, realmente...

Ponto positivo para a inclusão de faixas de suas ex-bandas. A excelente "In The Court Of The Crimson King" (King Crimson), “Roundabout” (Yes), "Fanfare For The Common Man", (Emerson, Lake e Palmer), agora com mais guitarras, e a apenas mediana "Video Killed The Radio Star" (Buggles) dão um tempero extra ao CD.

Embora a seleção das canções comprometa parte do objetivo de um real item comemorativo, a maioria das músicas soa tão bem quanto há mais duas décadas. E agradarão não somente aos velhos fãs, pois em seus arranjos há um carisma que traz algo de atemporal, podendo se tornar uma viagem interessante a qualquer geração que curta rock acessível, bem explorado e da mais alta qualidade. (Texto de  Ben Ami Scopinho, Fonte: http://whiplash.net/)


41º Derek and the Dominos - In Concert (1973)




















In Concert é um álbum ao vivo duplo gravado pelo grupo Derek and the Dominos no Fillmore East em outubro de 1970 e lançado em janeiro de 1973.

Seis das nove faixas do álbum foram posteriormente incluídas em Live at the Fillmore, lançado em 1994. As três canções restantes são "Why Does Love Got to Be So Sad", "Let It Rain", e "Tell the Truth." Apesar de Live at the Fillmore trazer essas mesmas músicas, elas foram tiradas de concertos diferentes.


42º Free "Live" - Island Records (1971)




















Formado em 1968 por Andy Fraser (baixo), Simon Kirke (bateria), Paul Kossoff (guitarra) e Paul Rodgers (voz), Free foi mais uma das grandes bandas britânicas surgidas nos anos 60 e a razão de seu sucesso era o blues pesadão que tocavam com muita paixão.

Lançado em 1971, Free Live é o quinto trabalho da banda, sendo o primeiro ao vivo, que vem registrar a atuação do conjunto em sua melhor fase criativa, numa compilação das melhores faixas tocadas em uma apresentação no Croydon Fairfield Hall.

O disco já começa com seu maior hit, “All Right Now”, passando por “I´m A Mover”, “Be My Friend” (nada me tira da cabeça que esta canção é o embrião da música “Bad Company”, do primeiro álbum da banda BAD COMPANY, formada anos depois), as espetaculares “Fire And Water” e “Ride On Pony”, que tem grande impacto junto ao público. Mas o ponto alto realmente fica em “Mr Big”, com um ótimo solo de guitarra de Kossoff, onde em seguida entra Fraser solando longamente seu contrabaixo junto com a música, até seu final. E o público vai ao delírio! Segue com a mais bluesy, “The Hunter”, e o disco termina com a inspirada balada “Get Where I Belong”. Esse Free Live alcançou a 4ª posição no Reino Unido, se transformando numa grande lembrança aos fãs da banda.

Após este ao vivo, Free, depois de uma série de problemas, onde membros saem, formam-se projetos paralelos, conseguem lançar ainda dois trabalhos sem muita expressão, novamente a formação se altera, formam-se mais projetos, dos quais o que realmente se destacou foi o Bad Company, que lançou vários discos de grande sucesso comercial, ofuscando até mesmo o brilho do antigo Free.

Observando com atenção sua música, podemos perceber o quanto o AC/DC bebeu na fonte desta banda... (Texto de  Ben Ami Scopinho, Fonte: http://whiplash.net/)


43º Rod Stewart and the Faces - Coast to Coast Overture and Beginners (1974)




















O ano de 1974 começa com Rod Stewart lançando o seu quinto álbum solo, Smiler, sempre acompanhado dos Faces, fazendo sucesso com “Sweet Little Rock’n’Roller” de Chuck Berry. O disco ainda traz covers de Sam Cooke, Elton John, Bob Dylan e Paul McCartney. Creditado a Rod Stewart and the Faces, é lançado o álbum ao vivo Coast to Coast – Overture and Beginners, um registro da turnê mais rentável de 1974, que faturou cerca de 100.000 libras em apenas 24 shows. Ainda nesse ano, Ron Wood lança o seu primeiro álbum solo, I’ve Got my Own Album to Do, incluindo o guitarrista dos Rolling Stones Keith Richards em sua banda de apoio.


44º Taste - Live at the Isle of Wight (1971)




















Volta e meia as gravadoras nos premiam com belezuras retiradas do alto de suas prateleiras empoeiradas. No caso aqui, temos o resgate remasterizado da antológica apresentação de um power trio pouco falado, mas de muito valor: trata-se do Taste, banda irlandesa responsável por catapultar a carreira de ninguém menos que Rory Gallagher. A apresentação em questão foi retirada do mítico festival realizado na Ilha de Wight em 1970. 

O som é cru e o mesmo tempo impressionante, com a banda toda esmerilhando seu Blues Rock envenenado com doses cavalares de Jazz. Rory, mesmo na tenra idade de 22 anos já era um fenômeno, não à toa merecendo citações extremamente elogiosas por parte de ninguém menos que Hendrix. O show foi lançado também em DVD, LP e Blu-ray, mas não pude ainda conferir a qualidade da contraparte visual. Recomendo!!! 
(Fonte: http://criptadotrevas.blogspot.com.br/)


45º Ten Years After - Live at the Fillmore East 1970 (2001)


















Dentre as várias imagens marcantes que ficaram registradas para a posteridade no filme "Woodstock", consta a do Ten Years After "mandando ver" uma versão incendiária de "I'm Going Home", imagem esta que os transformou numa verdadeira lenda dos sixties e catapultou o grupo para a fama, devido à competência com que Chick Churchill pilotava os teclados e à pegada eficiente do baterista Ric Lee, mas principalmente pela perfomance alucinada do baixista Leo Lyons e à extrema habilidade de Alvin Lee, sem dúvida o guitarrista mais rápido que havia naquela época, que sabia tocar rápido e ao mesmo tempo transbordando um "feeling" colossal, ao contrário de muitos que vieram anos mais tarde, velozes como o papa-léguas do desenho animado porém com a mesma emoção de um robô numa linha de montagem de uma fábrica (mas isto é uma looonga discussão, que não vêm ao caso no momento...).

E embora tenham gravado alguns excelentes álbuns de estúdio, tais como o "Ssssh", o "Cricklewood Green" e o "Watt", alguns preferem seus discos ao vivo, alegando que preferem ver a coisa pegando fogo no palco do que a banda um tanto quanto "tolhida" nos estúdios (opinião do qual particularmente não compartilho). Para estes, até agora a oferta era um bocado tímida, pois havia somente o "Undead", gravado ao vivo num pequeno clube Londrino em 1968 e o "Recorded Live", que compila várias apresentações da banda na Alemanha e França em 1972, além de uma ou outra faixa perdida em álbuns de estúdio e em compilações diversas.

Mas estas pessoas agora terão de reservar um lugar na estante para o recém-lançado "Live At The Fillmore East 1970", CD duplo que compila três apresentações ocorridas nos dias 27 e 28 de fevereiro de 1970 no Fillmore East de Nova Iorque, e por hora editado apenas na Europa (o lançamento nos EUA está previsto para janeiro de 2002).

Todas as versões são inéditas, exceto "Love Like A Man", que foi editada no lado-B do single homônimo; difícil destacar algo, mas podemos citar "Roll Over Beethoven" e "Spoonful", além de "I Woke Up This Morning" e "The Hobbit", esta última numa versão diferente da constante no "Recorded Live", deixando patente a capacidade de improvisação de Alvin Lee & Cia, não devendo nada a muitos jazzistas em seus momentos mais inspirados - vale lembrar que apesar de tocarem Rock'N'Roll, a banda sempre teve uma tendência levemente jazzística ao vivo.

A qualidade sonora é simplesmente fenomenal, graças ao trabalho impecável realizado pelo engenheiro de som Peter Mew, que mixou e remasterizou o CD a partir das fitas originais gravadas pelo lendário Eddie Kramer; e o livreto, ricamente ilustrado, contém fotos extraídas do livro "Alvin Lee & Ten Years After - Visual History", além de algumas histórias saborosas relatadas pelo baterista Ric Lee, fazendo deste lançamento um verdadeiro petisco para amantes de perfomances incendiárias ao vivo - ouso dizer que, se este álbum tivesse sido editado nos anos 70, hoje seria considerado um dos melhores ao vivo de todos os tempos, ao lado do "Live at Leeds" do The Who, do "Fillmore Concerts" do Allman Brothers e outros - mas nunca é tarde para se reparar um erro... ( Texto de Marcos A. M. Cruz, Fonte: http://whiplash.net/)


46º Ted Nugent - Double Live Gonzo (1978)




















Dono de temperamento polêmico, que ao longo de sua carreira lhe renderia duras críticas, Theodore Anthony Nugent se lançou numa vitoriosa carreira solo tão logo deixou a banda Amboy Dukes, em 1975. Naquele mesmo ano, lançaria o álbum de estreia, Ted Nugentseguido de Free-For-All (1976) e o multiplatinado Cat Scratch Fever (1977).

Com a fase mais que promissora, Nugent (guitarra solo e vocal) e sua banda, que contava com um time de primeira, incluindo Derek St. Holmes na guitarra rítmica, Cliff Davies na bateria e Rob Grange no baixo, passaram boa parte de 1976 e 1977 cortando a América do Norte em extensas turnês, que teriam vários momentos gravados para o primeiro álbum ao vivo, Double Live Gonzo!, lançado em janeiro de 1978.

O que se ouve nas onze faixas deste ao vivo é o total domínio de Nugent em cima da banda, a ponto de você sequer ouvir a guitarra de Derek St. Holmes nitidamente, detalhe esse que poderia até passar despercebido aos mais distraídos. 

No entanto, a diversão é garantida, com uma aula de performance ao vivo de um dos maiores 'guitar heros' dos anos 70 e a sua até então indispensável Gibson Byrdland.

Seus solos cortantes podem ser conferidos em músicas como Yank Me, Crank Me, Gonzo, Great White Buffalo, Stormtroopin', Cat Scratch Fever e Motor City Madhouse.

Simplesmente indispensável e obrigatório, Double Live Gonzo! tem seu lugar garantido na galeria dos álbuns ao vivo mais bem sucedidos do Rock, certificado com três Discos de Platina nos EUA e um de Ouro no Canadá. O álbum também também marca o desmantelamento da banda de Nugent, com a saída de St. Holmes e Rob Grange, que não gravaram Weekend Warriors, lançado no final de 1978. (Texto de Vitão Bonesso)



47º Allman Brothers - At Fillmore East (1971)




















Em 1971, o The Allman Brothers Band enfrentava dificuldades para obter reconhecimento e sucesso comercial. Embora tivessem uma boa base de seguidores, as vendas dos dois primeiros discos de estúdio não iam nada bem. O autointitulado debut de 1969 tinha vendido menos de 35.000 cópias e o segundo, Idlewild South, saiu-se um pouco melhor, contendo dois singles: Midnight Rider e Revival.

O que os motivava eram os fãs, que iam à loucura nas performances ao vivo contagiados pela mistura blues, jazz, rock e country que tocavam até alguém tirar o fio da tomada. Butch Trucks, baterista do ABB, descreve o som daquela época: “Pegamos o que o Cream e o Grateful Dead faziam e adicionamos John Coltrane e Herbie Hancock a essa mistura. Dessa forma, chegamos a lugares em que ninguém nunca havia imaginado. Quando ouço alguém nos descrevendo como Southern Rock fico irritado”. Realmente, era muito mais que isso.

Dessa forma, surgiu uma luz na cabeça dos músicos e empresários, concordando que a única maneira de retratar a essência do Allman Brothers seria colocando um disco ao vivo no mercado. A escolha da casa de show para gravação não poderia ser mais óbvia: o Fillmore East, do promotor e amigo Bill Graham, em Nova Iorque, cidade muito querida por eles até hoje. “A plateia de Nova Iorque sempre foi excelente,” lembra o guitarrista Dickey Betts “mas o que fazia o Fillmore ser tão especial era Bill Graham. Ele foi o melhor promotor que o rock já teve e dava para sentir sua influência em cada canto do Fillmore.”. Além do Fillmore East, Graham também era proprietário da lendária casa Fillmore West em São Franciso, onde promoveu datas lendárias com Santana, Creendence Clearwater Revival, Janis Joplin, entre muitos outros. Apenas três meses depois do show do ABB, a casa da costa leste foi fechada. Precisa dizer quem Graham convidou para tocar no dia de encerramento?

A banda foi agendada para três noites, 11, 12 e 13 de Março de 1971, sendo escalada entre Elvin Bishop e Johnny Winter, que fechava a festa. Um estúdio móvel de 16 pistas foi instalado do outro lado da rua com o produtor Tom Dowd e sua pequena equipe dentro. Dowd, responsável por inúmeros discos do ABB e de nomes como John Coltrane, Ray Charles, Cream, Lynyrd Skynyrd comentou: “O álbum capturou o momento de glória da banda. A música dos Allman’s sempre teve um swing único dentro do rock. Eles tem uma levada de jazz mesmo quando tocam algo tangenciando o blues ou mesmo um rock pesado. 

Nunca foram estáticos, sempre tocaram para frente e com muito groove”.

Tudo ocorria muito bem até que banda convidou o saxofonista “Juice” Carter e o gaitista Thom Doucette para participarem de muitas músicas na primeira noite. “Um deles me perguntou se eu poderia microfonar um sax e eu achei que ele estava brincando.”, lembra Dowd. 

“Eles começaram a tocar e o sax foi encobrindo todos os instrumentos, tornando as músicas inaudíveis. Durante o intervalo eu corri até Duane e disse ‘O saxofonista tem que sair fora’, então ele respondeu ‘Mas o cara está detonando!’, foi quando lamentei francamente ‘Duane, acredite em mim, essa não é a hora para testarmos isso’. Depois ele me perguntou se poderia manter o gaitista e eu disse que tudo bem, sabendo que seria possível tirá-lo ou diminuir seu volume se fosse necessário.”.

Sem o sax e com a gaita sendo cortada de várias músicas (ninguém se lembra exatamente de quais), Doucette trouxe um toque especial para You Don`t Love Me e Done Somebody Wrong. Após cada show, banda e Dowd corriam para o estúdio da Atlantic Records para ouvir o que havia sido registrado, assim eles saberiam o que melhorar ou tirar na noite seguinte.

A seção rítmica contando com dois bateristas, Jai Johanny Johanson e Butch Trucks, adicionadas ao groove solto e violento do baixista Berry Oakley, mais o órgão/piano de Gregg Allman só ficaria perfeita quando entrelaçada pela dupla mágica composta pelas guitarras de Duane Allman e Dickey Betts. Gregg disse que em 1970 eles haviam feito 306 shows, sendo que os dias em que não tocavam eram gastos viajando de uma cidade para outra, indicando o auge da sintonia entre todos que podemos ouvir nos sulcos de At Fillmore East.

Com tudo que foi registrado nos dias 12 e 13, os Brothers tinham material suficiente para lançar um disco duplo ao vivo e preencher mais da metade do próximo álbum, Eat a Peach, incluindo a épica Mountain Jam e 33 minutos que, pasmem, foi tocada logo após a versão de 23 minutos de Whipping Post. Na verdade, não fosse o trágico acidente que vitimaria Duanne Allman apenas alguns meses depois, Eat a Peach seria um disco simples e sem as faixas retiradas das sobras do Fillmore, conforme Trucks revelou anos mais tarde.

Alguns meses depois dos shows em Nova Iorque, a banda estava nos estúdios da Capricorn Records em Macon, Georgia, quando ficou sabendo que o álbum estava pronto e deveriam escolher a capa imediatamente. “Nós decidimos fazer porque a Atlantic escolhia capas horríveis na época. Nós queríamos que ela fosse direta e sem frescuras, do jeito que a banda era. Então alguém disse ‘Vamos logo tirar uma foto como se estivéssemos nos bastidores esperando para entrar num palco’”, Dessa ideia simples surgiu umas das fotos mais representativas da história do Rock.

O fotógrafo Jim Marshall foi chamado e clicou o grupo em apoiado nos cases de seus equipamentos fora do estúdio em Macon. Para a contracapa, foi tirada uma foto com os roadies no lugar da banda tomando umas cervejas da marca Plabst Blue Ribbon oferecidas por Jim em recompensa pelo esforço por terem carregado todo o equipamento para lado de fora só para a fotografia. “Foi ideia do meu irmão. A equipe sempre teve um papel muito especial para nós”, explica Gregg.

É de se espantar que um LP duplo contenha apenas sete faixas (como Made in Japan do Deep Purple), sendo que duas delas, You Don’t Love Me e Whipping Post ocupam um lado inteiro de um disco e In Memory of Elizabeth Reed passa dos 13 minutos. Não foi fácil convencer os executivos da Atlantic sobre viabilidade comercial de um álbum com essa configuração. Depois de muita conversa, Phil Walden, proprietário da Capricorn, convenceu os executivos da major: “A Atlantic/Atco rejeitou a ideia de lançar um duplo ao vivo. Jerry Wexler (N.T Executivo da Atlantic) achava ridículo preservar todas aquelas jams. Explicamos para ele que o Allman Brothers era uma banda do povo e que a única coisa que importava era tocar, não ficar trancado num estúdio gravando como eles queriam”. Graças à insistência de Walden, hoje podemos ouvir o disco que cravou o conceito de Jam Band.

Vendido por um preço de até três dólares abaixo do mercado para um LP duplo, o merecido sucesso chegou. Lançado em Julho daquele ano, em Outubro o At Fillmore East já era disco de ouro, com direito a uma resenha da revista Rolling Stone que dizia, com todas as letras, que os Allman's eram a “the best damm rock and roll band” no país.

A riqueza e a fama pegou todos de surpresa, assim como o trágico acidente que levou “Skydog”, rei do slide guitar, daqui para melhor. 

Duane foi morto num acidente de motocicleta em 29 de Outubro, em Macon, durante uma pausa durante as gravações de Eat a Peach. 

Emocionado, Gregg relembrou durante uma entrevista: “Na época eu pensei ‘Meu irmão não foi recompensado porque não teve tempo de colher os frutos de plantou’. Senti isso durante anos, mas aos poucos percebi que ele deixou um grande legado por ter morrido aos 24 anos. Muito disso vem do Fillmore. Eu ainda ouço o disco e fico maravilhado com o frescor dos seus licks e com o belíssimo timbre que possuía. Ele era único, assim como Oakley. (N.T: O baixista Berry Oakley morreu num acidente de moto apenas um ano após a partida de Duane) A oportunidade de nós seis termos nos encontrado e formado uma banda é inacreditável”.

Só nos resta o prazer de colocarmos o Fillmore na agulha e flutuarmos, assim eles faziam no palco. (Texto de  Elias Varella, Fonte: Trendkills)


48º The Who - Live at Leeds (1970)




















Live at Leeds é o primeiro álbum ao vivo do The Who, o único a ser lançado enquanto a banda em sua formação original ainda estava na ativa, gravando e se apresentando regularmente. A banda gravou o álbum em sua turnê de maior sucesso.

Depois de lançar Tommy em 1969, o Who começou uma longa turnê para promovê-lo, retornando à Inglaterra no fim do ano com o desejo de lançar um álbum ao vivo tirado daquela turnê. No entanto, o grupo desanimou ante o prospecto de ter de ouvir as centenas de horas de gravações acumuladas para decidir qual renderia o melhor álbum, resolvendo queimar ritualmente as fitas (para evitar que caíssem nas mãos dos pirateadores), agendando dois shows, um no Hull City Hall e outro na Universidade de Leeds, com o único propósito de lançar este álbum ao vivo. O show que ocorreu no Dia dos Namorados britânico é que acabou sendo escolhido.

Talvez devido a estas circunstâncias, ou talvez porque o Who estivesse empolgado com o sucesso internacional de Tommy, ou simplesmente porque eles estavam em forma na época, Live At Leeds acabou se tornando uma gravação extraordinária. 

A capa do álbum foi projetada para se parecer com a de um disco pirata, e em seu interior trazia alguns fac-símiles de documentos históricos do Who, como o contrato para tocar no Festival de Woodstock, o pôster "Maximum R&B" com Pete girando seu braço e uma carta da gravadora EMI recusando o grupo, entre outros. O selo do disco era escrito à mão (aparentemente por Townshend), e trazia instruções para que os engenheiros de áudio não corrigissem nenhum ruído.

Foi lançado em CD remasterizado em 1995, trazendo as introduções das músicas e outros detalhes que foram editados do lançamento original. Isto também foi disponibilizado na "Edição De Luxo", que elimina "Amazing Journey" e acrescenta mais um pouco de diálogo entre as músicas, além de trazer um segundo CD com a performance de Tommy (incluindo "Amazing Journey"). No show, Tommy foi tocado entre "A Quick One, While He’s Away" e "Summertime Blues". A edição "De Luxo" do CD remasterizado traz praticamente tudo o 
que foi apresentado no concerto.

"Fortune Teller", "Young Man Blues", "Summertime Blues", e "Shakin' All Over" são sucessos do R&B que eram parte do repertório da banda na época.

"My Generation" evolui para uma improvisação de quatorze minutos, que repete o refrão "See Me Feel Me/Listening To You" de Tommy, apresenta o riff instrumental que daria origem a "Naked Eye", e diversos outros temas. "Magic Bus" é estendida para mais sete minutos e meio, e o resto das faixas são em sua maioria versões mais avançadas das canções originais, com um consistente som de power trio de rock pesado.

Um concerto similar feito no mesmo ano foi lançado em 1996 como Live At Isle Of Wight Festival 1970, juntamente com um filme intitulado Listening To You: The Who at Isle of Wight Festival. Em geral as músicas de Live At Leeds são superiores, embora a performance de Tommy seja melhor na gravação feita na Ilha de Wight. Ainda, para agregar ao material da turné de 1970 foi lançado em 2011 a edição deluxe de Live at Hull, com performance semelhante a Leeds e Isle of Wight. Algumas filmagens do show em Leeds foram incorporadas ao documentário Amazing Journey, lançado em 2009. A filmagem do London Coliseum em 1970 também foi adicionada ao dvd At Kilburn 1977. 

A segunda edição deluxe de Tommy, lançada em 2013 também traz uma apresentação de Tommy na integra, contudo não relata o local do show, ou dos shows. Nesta turné de Tommy, a banda costumava iniciar os shows com a agitadíssima Heaven and Hell, escrita por John Entwistle. No dvd 30 Years of Maximum R & B Live pode-se presenciar a banda abrindo o show com uma versão exemplar da musica no segmento do concerto em Tanglewood.


49º Thin Lizzy - Live and Dangerous (1978)




















Boa parte dos vocais, do baixo e alguns trechos de guitarra de um dos grandes álbuns ao vivo da década de 1970 foram registrados em estúdio. Foi Tony Visconti, o renomado produtor, que deu com a língua nos dentes, para fúria do guitarrista Brian Robertson, que até hoje nega qualquer 'overdub' em Live And Dangerous. Mesmo com evidentes macetes de estúdio, o disco funciona como a coletânea perfeita dessa banda irlandesa que era simplesmente imbatível no palco naqueles tempos. 

Tudo começou quando Phil Lynott ficou tomado de inveja com o estrondoso sucesso nos Estados Unidos do disco Frampton Comes Alive! (1976), do guitarrista/galã Peter Frampton. Soma-se aí a frustração de todos os discos de estúdio do Lizzy nunca terem registrado com fidelidade a garra e a emoção do grupo no palco.

A capa já impõe respeito, com Lynott e seu 'spandex' em toda sua glória. O conteúdo fora registrado em shows de diferentes turnês em cidades como Toronto, Filadélfia e Londres. O guitarrista Scott Gorham sabe da importância do álbum: "É o meu favorito, pois mostra com fidelidade o que a banda era. Nada que gravamos em estúdio até então nos agradava, por isso esse é um disco muito importante na trajetória do Lizzy".

Os discos duplos ao vivo eram a perfeita expressão dos excessos do Rock setentista. Kiss, Queen, Led Zeppelin, Deep Purple, Peter Frampton... Todos tinham os seus, mas Live And Dangerous é diferente. Mais convincente? Não sei.

Mas o que é certo é que de Jailbreak até o final apoteótico com The Rocker, passando por The Boys Are Back In Town, Emerald, Massacre, Cowboy Song e Are You Ready, o Thin Lizzy mostrava ao mundo que seu set era composto de sangue, suor e lágrimas. (Texto de Bento Arauja)


50º  Yes - Yessongs (1973)




















Yessongs é o sexto álbum da banda e o primeiro ao vivo do grupo de rock progressivo britânico Yes que foi lançado em 1973. 

Originalmente foi lançado em vinil triplo com capa de dobras e encartes. A arte da capa conceitual foi desenhada e tem design de autoria de Roger Dean, ja um colaborador assíduo da banda. No Brasil, o seu lançamento se tornou inviável após sua segunda prensagem. Assim, foi lançado somente o primeiro disco do conjunto. Foi gravado no Teatro Rainbow de Londres, no Academy of Music em Ny, e em Ottawa, e Athens, apesar da inconsistência da informação acerca destes dois locais. Um vídeo com o mesmo nome foi lançado em 1973. Na primeira década dos anos 2000, a NBO editora lançou o show em dvd. 

Em 2012 foi lançado o dvd do concerto e em 2013, foi lançado um blu-ray e dvd comemorativo de 40 anos do filme, com imumeros extras, dentre eles, documentário acerca das filmagens e do disco, e apresentação de Steve Howe no Old Grey Whistle Test da BBC. Ainda, o conjunto oferecia quatro cards contendo desenhos do artista Roger Dean. O cd duplo foi lançado em 1994 e 2010, na integra, contendo o mesmo conjunto de canções do vinil triplo. Bill Bruford tocou em Perpetual Change e em Long Distance Runaround/The Fish. O restante das músicas foram tocadas por Alan White. 

O disco foi tocado pela conhecida formação classica com Jon Anderson nos vocais, Steve Howe na guitarra, Chris Squire no baixo, Rick Wakeman nos teclados e sintetizadores e os dois citados bateristas. O disco triplo foi muito bem recebido na época, e ficou ranqueado em 7ª lugar no Reino Unido e em 12º lugar nos EUA. A produção ficou a cargo de Eddie Offord.


51º  UFO – Strangers In The Night (1979)




















A década de 70 realmente foi a época dos grandes lançamentos de álbuns ao vivo. O mitológico “Strangers In The Night” do UFO veio coroar toda uma carreira desta banda britânica, que amargou anos lançando ótimos trabalhos sem reconhecimento por boa parte do público e da crítica especializada.

A carreira do UFO começa em 1969 na cidade de Londres, sob o nome de Hocus Pocus, sendo que nesta época a música pesada estava em sua fase embrionária e a banda nem sabia direito que estilo seguir. O nome UFO, que originou-se a partir de um famoso clube de Londres, veio um pouco antes da banda lançar seu primeiro registro, sendo que o Japão e Alemanha receberam muito bem a banda, apesar do parco nível técnico de seus músicos.

O UFO realmente começou a ficar mais conhecido com a entrada do jovem guitarrista Michael Schenker, de estilo único e inconfundível. À partir daí conseguem uma boa gravadora e, devido a grande química entre seus membros, lançam realmente bons discos, que vieram a culminar neste seu oitavo álbum e primeiro ao vivo, “Strangers In The Night”, trazendo aí a formação clássica do UFO, tendo o vocalista Phil Mogg, Michael Schenker na guitarra, Paul Raymond também na guitarra e nos teclados, Pete Way no baixo e Andy Parker na bateria.

“Strangers In The Night” foi gravado durante a tour de promoção do álbum “Obssession” em duas apresentações nas cidades de Chicago e Louisville, ambas norte-americanas. E pelo fato de já terem inúmeros bons discos que continham ótimas canções, o repertório final deste álbum acabou sendo uma excelente compilação ao vivo reverenciada até os dias de hoje. Detalhe: nesta tour o UFO abria os shows do Blue Oyster Cult.

UFO despejou suas músicas numa platéia muito receptiva e as faixas ao vivo acabaram por eclipsar as versões de estúdio, contendo algumas diferenças nos arranjos (cortesia de Schenker) e mais distorção nas canções. Aí estão faixas como “DoctorDoctor”, “Rock Botton”, as fortes e melódicas “Mother Mary”, “This Kid”, “Shoot Shoot” e a arrasa-quarteirão” Let It Roll”. “Natural Thing” apresenta um solo magistral, a bem pesada “Lights Out“ ficou ainda mais contagiante, e por aí vai, clássico sobre clássico.

Infelizmente, internamente a situação ia da pior maneira possível. Drogas, bebidas, conflitos de ego entre vários de seus membros. Michael Schenker, que fez fama com o gênio, extravagâncias e um estilo de tocar guitarra que ganhou respeito de toda uma geração, acaba por deixar a banda e montar outro projeto chamado MSG anos depois.

“Strangers In The Night” é considerado um dos álbuns ao vivo mais inspirados do rock n´roll e representa perfeitamente a essência do UFO em sua melhor e mais ruidosa fase. E o que é melhor: a sinergia da banda era tão boa ao vivo que não houve necessidade de medicar este registro com correções infinitas no estúdio, ou seja, é um verdadeiro disco ao vivo. (Texto de Ben Ami Scopinho, Fonte: http://whiplash.net/)


52º Whitesnake - Live...in the Heart of the City (1980)




















Live...in the Heart of The City é um álbum ao vivo lançado pela banda de hard rock Whitesnake em 1980. Foi originalmente lançado como vinil duplo, e fita cassete. Utiliza gravações feitas em 1978 e 1980.

Os lados 1 & 2 do disco de vinil são de gravações feitas com o Rolling Stones Mobile Studio no Hammersmith Odeon, em Londres durante a turnê mundial de 1980 da banda, já os lados 3 & 4 são do disco Live at Hammersmith, lançado somente no Japão. Assim, os dois discos foram unificados, e mostrava uma performance bem completa do grupo.

A primeira versão em CD é editada do vinil original: para que tudo coubesse em um simples CD a faixa "Come On" que abre o disco dois original foi retirada. Entretanto, Live...In the Heart of the City foi remasterizado e relançado em março de 2007 em CD duplo, restaurando a ordem original do álbum, além de inserir Come on de 1978 e Aint no Love in the heart of the City de 1980. Ainda, a edição estendida traz um encarte detalhado que explana acerca do lançamento do disco na época, bem como expõe fotos do grupo. Foi produzido por Martin Birch, colaborador do Purple e seus músicos. É um disco ao vivo grandioso, e também está arrolado nas listas de melhores discos ao vivo lançados, assim como Thin Lizzy Live and Dangerous, UFO Strangers in the Night e Status Quo Live, dentre outros. Depois de anos, foram redescobertas as fitas originais do disco, com varias outras musicas, entretanto não existe noticia acerca de um lançamento futuro de uma edição deluxe, sendo que a edição completa até o momento é a lançada em 2007. Da mesma forma, existem lendas que a performance no Hammersmith Odeon em 1980 foi registrada em video. Coverdale nunca se manifestou acerca do fato, sendo que o ultimo lançamento derivado dos cofres da banda foi o disco/dvd duplo Live at Donington 1990. Uma apresentação de 1980 em Washington foi inserida no dvd que acompanha o conjunto de cds Box of Snakes.

Destaco também Starkers in Tokyo, um álbum lançado pela EMI resultado de uma gravação de um show acústico, um violão e voz, que aconteceu no Japão pela banda Whitesnake, lançado em 1998.


53º Uriah Heep - Live (1973)





















"Foi um dos maiores desafios que encaramos", afirmou o tecladista Ken Hensley na biografia Wizards And Demons, do jornalista rocker Dave Ling. Hensley continua: "Rodamos a Europa com estúdio móvel, mas nenhuma gravação nos deixava satisfeitos. Então, fomos parar no Birmingham Town Hall, cuja construção parecia querer arruinar nossos planos. Olhamos para o prédio e pensamos que a acústica não seria boa para a gravação. Era a última data da turnê, então tinha que acontecer. Pusemos na cabeça que iríamos gravar o disco ao vivo e fizemos o que vinhamos fazendo todas as noites. Ainda é um dos meus discos favoritos e certamente um dos melhores registros ao vivo já lançados.

Todo apreciador da musicalidade única e passional do Uriah Heep concorda com o mago Ken Hensley. Foi através desse imponente duplo ao vivo que o Heep angariou novos fãs mundo afora, pois a bolacha vendeu milhares de cópias. Por trás desse verdadeiro golpe de marketing em formato 'live álbum' estava o astuto empresário Gerry Bron.

A banda estava sedenta por ser mais respeitada em seu país natal, principalmente pela crítica, por isso fez questão de incluir na capa dupla da edição original em vinil recortes de ferrenhas críticas publicadas em revistas e jornais. Além dessa brincadeira, um luxuoso encarte com as magnificas fotos de Fin Costello presenteava os fãs.

Da abertura climática com Sunrise até o encerramento com o popular Rock'n'Roll Medley, passando por pérolas como Gypsy, Circle Of Hands, July Morning, Easy Livin' e outras, o Heep provou com esse disco ser um gigante do Rock britânico daquela década. Destaque para as performances individuais de cada integrante, principalmente do baixista Gary Thain. (Texto de Bento Araujo)


54º Dio - At Donington UK: Live 1983 & 1987 (2010)























Tudo o que poderia ser dito de bom a respeito do Dio já disseram. Todos vimos as homenagens que lhe ofereceram quando de sua súbita e inesperada morte. Dio deixou um legado imenso na música, seja nas bandas que passou ou em sua carreira solo. O álbum “At Donington UK: Live 1983 & 1987” traz um pouco desse legado para acalmar nossos ouvidos carentes por um pouco mais da voz desse gigante da música.

Todos esperavam por um disco ao vivo do início de sua carreira solo. At Donington UK preenche esse vazio na discografia, e o faz com grandes méritos. Registro de duas apresentações de Dio no festival Monsters Of Rock, na cidade de Donington, nos anos de 1983 e 1987, durante as turnês dos álbuns Holy Diver e Dream Evil, respectivamente, os CDs trazem setlists impecáveis cobrindo a carreira de Dio como um todo, passando pelas bandas que integrou e por sua carreira solo.

O primeiro CD abre com "Stand Up And Shout" e "Straight Throug The Heart" de seu então recém lançado álbum Holy Diver, continua com uma das melhores de ambos os discos, "Children Of The Sea", com uma interpretação sensacional de Dio onde mostra do que era capaz. "Rainbow In The Dark" e "Holy Diver" dão seguimento ao show e já mostravam que se tornariam clássicos absolutos do Rock/Metal. Tem então um solo de bateria de Vinnie Appice, em seguida "Stargazer", do RAINBOW, e depois um solo de guitarra de Vivian Campbell. Chegamos então a "Heaven And Hell" música gravada por Dio em sua passagem pelo BLACK SABBATH, sua interpretação nessa música é de uma qualidade suprema. Fechando o disco temos um medley de "Man On The Silver Mountain" e "Startruck".

O segundo CD abre com a música título do álbum que estava sendo promovido "Dream Evil", segue por "Neon Knights" (BLACK SABBATH), "Naked In The Rain" e "Rock And Roll Children" (DIO). A próxima é "Long Live Rock 'n' Roll" do RAINBOW, "The Last In Line" mantém o nível do show no mais alto nível. "Children Of The Sea" e "Holy Diver" são os clássicos seguintes a serem apresentados. A obrigatória "Heaven And Hell" dá as caras novamente seguida de "Man On The Silver Mountain". Temos então o que, em minha opinião, é o destaque desse show de 1987, "All The Fools Sailed Away", música presente no disco Dream Evil e que é, para mim, umas das melhores de toda a carreira do Dio. Temos então a volta de "The Last In Line" e fechando o concerto, e também o CD, "Rainbow In The Dark".

A qualidade de áudio está muito boa, ligeiramente melhor no primeiro disco, as bandas são muito boas e executam as músicas com perfeição. Dio é um capítulo a parte, cativa a todos com sua performance e carisma além de ter uma das melhores vozes do Rock/Metal.

A parte gráfica do pacote merece também destaque, lançado aqui pela Hellion em um digipack muito bonito e com um acabamento muito bom, embalagens assim faz com que compremos material original.


Disco essencial para quem deseja conhecer e entender o por que de tamanha devoção a Dio, e as bandas por onde passou, como também é um disco lançado para os fãs que ainda estão de luto pela perda desse pilar da cultura do Rock e Metal. Comprem sem medo. (Texto de Elton Sena, Fonte: Music is my Core e http://whiplash.net/)


55º  Faith No More - You Fat Bastards: Live at the Brixton Academy (1990)




















You Fat Bastards: Live at the Brixton Academy é um vídeo ao vivo da banda americana Faith No More. Foi gravado na Brixton Academy, de Londres, a 28 de Abril do mesmo ano, e lançado a 20 de Agosto de 1990 em formato VHS.

Em fevereiro de 1991, o show foi lançado no Reino Unido e em outros países em formado de LP e CD com o nome Live at the Brixton Academy, com direito a duas faixas bônus de estúdio: "The Grade" e "The Cowboy Song"[1] .


Foi lançado mais tarde com dois DVDs na compilação Who Cares a Lot?.


56º Sepultura - Under a Pale Grey Sky (2002)





















Under a Pale Grey Sky é um disco ao vivo lançado pela Roadrunner Records em 2002, para o cumprimento de contrato do Sepultura com a gravadora. A banda, porém, não considera este disco como parte da discografia oficial. Este disco foi gravado no Brixton Academy, em Londres, na Inglaterra no final de 1996 e foi a última apresentação da banda com o vocalista Max Cavalera, que viria a deixar a banda alguns dias depois.


57º Beck, Bogert & Appice - Live in Japan (1973)




















Com o fim do Jeff Beck Group, Beck voltou-se então para seu antigo projeto ao lado de Carmine Appice (bateria) e Tim Bogert (baixo, voz), que haviam participado do Vanilla Fudge e posteriormente, arrebentado os ouvintes com o Cactus, ao lado de Jim McCarty (guitarras) e Rusty Day (voz).

A primeira vez que o nome de Beck foi vinculado à cozinha da Vanilla Fudge foi em 13 de setembro de 1969, quando o jornal Melody Maker noticiou na coluna Raver que Appice e Bogert iriam fazer parte da nova formação do Jeff Beck Group. Porém, o acidente de carro ocorrido com Beck em 12 de novembro de 1969 alterou os planos, como vimos na edição anterior do Baú do Mairon.

No dia 24 de julho de 1972, a segunda encarnação do JBG chegava ao seu final, e já no dia seguinte Beck e Max Middleton (tecladista da banda) encontravam-se com Bogert e Appice, além do vocalista Kim Milford (que fez sucesso com o Rocky Horror Show). A partir de então, o grupo começou a ensaiar nos estúdios dos Rolling Stones, com o objetivo de terminar a excursão que o Jeff Beck Group havia programado para os Estados Unidos.

No dia primeiro de agosto de 1972 a banda fez seu show de estreia no Stanley Theatre Pittsburgh, mas ainda sob o pseudônimo de Jeff Beck Group. Bobby Tench, vocalista da segunda encarnação do JBG, acabou substituindo Milford após seis apresentações, e assim, o Jeff Beck Group estava finalmente encerrada com um show em Washington, no Paramount North West Theatre, em 19 de agosto de 1972.

Após a turnê americana, Tench e Middleton saíram da banda, dando espaço para crescer um dos principais power trios dos anos 70, o Beck, Bogert & Appice. O trio passou a ensaiar e, principalmente, se desvincular da alma soul que Beck adquirira durante a sua recuperação do acidente, voltando-se principalmente para o hard rock.

Em 16 de setembro de 1972 o trio faz sua primeira apresentação oficial no Rock at The Oval, porém ainda com o nome de Jeff Beck Group. Dessa apresentação surgiu o convite para uma excursão pela Ruropa, onde iriam passar pela Inglaterra, Irlanda, Escócia, Holanda e Alemanha. Depois do Velho Mundo veio a turnê americana, começando no dia 20 de outubro de 1972 no Hollywood Sportatorium (na Flórida) e encerrando em 11 de novembro no The Warehouse de Nova Orleans, sendo que toda essa turnê foi feita já com o novo nome, Beck, Bogert & Appice.

Após o término da tour, que foi aclamada com muito sucesso pelos fãs e pela crítica principalmente por mostrar uma poderosa parede sonora, no dia 11 de desembro de 1972 o BBA começou a trabalhar no seu primeiro álbum dentro do Chess Studios, em Chicago. As sessões de composições e ensaios se estenderam até 22 de dezembro, com as gravações iniciando já em 2 de janeiro de 1973, tendo como produtor Don Nix.

O trio então mudou-se para Los Angeles, realizando as gravações no The Village, e em 26 de março de 1973 chegava às lojas americanas Beck, Bogert & Appice, com o lançamento na Europa tendo sido realizado em 6 de abril do mesmo ano.

Da turnê japonesa foi lançado em 21 de outubro o LP Live in Japan, o que motivou o trio a se runir novamente. Assim, em 21 de novembro de 1973 se mandam para uma série de shows que passou pela Inglaterra, tocando em cidades como Brighton, Liverpool, Sheffield, Bristol e Londres, além das escocesas Glasgow e Edinburgo, onde a turnê foi encerrada em 29 de fevereiro de 1974, tocando no Caley Theater. 
(Fonte: baudomairon.blogspot.com.b)


58º B. B. King - Live In Kansas City 1972 (2000)





















Em 14 de março de 2000 foi relançado o álbum do bluesman B.B. King, Live In Kansas City, este álbum eu comprei de uma coleção de revistas chamada Mestres do Blues e esse foi o lançamento nº 1 nos anos 90. 


É um álbum incrível onde o mestre B.B. King está em plena forma e com um repertório enxuto porém muito empolgante, músicas como The Thrill Is Gone, Sweet Little Angel, I've Got A Mind To Give Up Living e etc. Disco mais do que recomendado para quem quer se iniciar na obra do rei do blues.


59º Nirvana - MTV Unplugged (1994)






















MTV Unplugged in New York é o primeiro álbum ao vivo e o segundo álbum de vídeo, contendo um concerto, da banda americana Nirvana, lançado em 1º de novembro de 1994 pela DGC Records, após a morte do vocalista, guitarrista e compositor da banda, Kurt Cobain, em abril do mesmo ano. O álbum apresenta um concerto acústico gravado no Sony Music Studios em 18 novembro de 1993 em Nova York, nos Estados Unidos, para a série de televisão MTV Unplugged. O concerto foi dirigido por Beth McCarthy e exibido pela primeira vez na MTV em 14 de dezembro de 1993. A versão em DVD do álbum foi lançada em 20 de novembro de 2007. Por oposição à prática tradicional da MTV Unplugged, o Nirvana tocou um setlist composto principalmente de material menos conhecido e covers de canções do The Vaselines, do David Bowie, do Meat Puppets e do Leadbelly.


O álbum estreou em 1º lugar na Billboard 200 e alcançou a primeira posição em vários outros países. MTV Unplugged in New York foi certificado nove vezes platina no Canadá, e também se tornou um álbum multiplatina em vários países, sendo também certificado ouro e platina pela ABPD no Brasil. Ele é o álbum póstumo de maior sucesso do grupo, e também está entre os álbuns póstumos que mais venderam na história. Foi aclamado pela crítica como uma prova de que a banda foi capaz de transcender o som grunge que ela estava comumente associada.


60º Alice in Chains - MTV Unplugged (1996)




















Unplugged é um álbum ao vivo acústico do Alice in Chains. Foi gravado no Brooklyn Academy of Music's Majestic Theatre como parte da série de concertos MTV Unplugged e contém versões acústicas e ao vivo das canções da banda. O concerto foi exibido originalmente na MTV em 28 de Maio de 1996. A performance foi a primeira exibição da banda em dois anos e meio, assim como uma das aparições finais da banda com Layne Staley. Em adição ao CD, uma versão em VHS e DVD do concerto foram também lançadas.

O álbum foi certificado com disco de platina pela RIAA, tendo vendido mais de 1 milhão de cópias só nos Estados Unidos.

As canções "Angry Chair", "Frogs", e "Killer Is Me" foram cortadas da exibição original da MTV, mas estão incluídas em CD, VHS e DVD.


É comumente tido como uma das mais memoráveis edições do "Unplugged" já feitas, com a reputação comparável a famosas edições, por exemplo, Nirvana e Kiss. O baixo de Mike Inez tem a frase "Friends Don't Let Friends Get Friends Haircuts", se referindo a banda Metallica, ao qual seus membros tinham recentemente cortado seus cabelos antes do lançamento de Load (todos os quatro então membros do Metallica estavam presentes no concerto).


61º Stone Temple Pilots - MTV Unplugged (1993)





















MTV Unplugged Stone Temple Pilots é o segundo álbum da banda estadunidense Stone Temple Pilots, lançado em 1993 e parte da série MTV Unplugged, lançado pela Atlantic Records. Duas versões foram lançadas e uma não chegou a ser oficializada pela MTV, por isso não obteve tanto sucesso na mídia. Apesar disso a versão acústica de "Plush" foi bem aceita pelos fãs da banda, inclusive aparecendo na coletânea Thank You de 2003. O CD ainda conta com canções como "Andy Warhol" (de David Bowie), a então inédita "Big Empty" (que viria a aparecer no álbum seguinte, intitulado Purple) e uma nova versão para a música "Sex Type Thing", com um ritmo mais lento que a original.


62º Pearl Jam - Live On Ten Legs (2011)





















Live On The Legs comemora o aniversário de vinte anos da banda. Live On The Legs apresenta 18 versões cativantes de músicas do Pearl Jam que fizeram história. Leive On The Legs foi gravado durante as turnês mundiais da banda entre os anos 2003 e 2010. O material do disco registra a carreira do Pearl Jam que vendeu mais de 60 milhões de álbuns. Inclui versões de canções clássicas como 'Jeremy', ' Alive' e 'Spin The Black Circle' assim como 'Just Breathe' e 'The Fixer' do álbum mais recente, o aclamado 'Backspacer'. A compilação de clássicos da banda tocados ao vivo que não pode faltar na sua coleção.


63º Black Country Communion - Live Over Europe (2011)





















O grupo que reúne os talentos de Glenn Hughes (Deep Purple e Black Sabbath), Jason Bonham (Led Zeppelin), Derek Sherinian (Dream Theater) e Joe Bonamassa lançou aqui no Brasil seu primeiro DVD ao vivo, “Black Country Communion - Live Over Europe”, em novembro de 2011. Agora chega às lojas o CD duplo (2 CDs) com o mesmo conteúdo do DVD. O lançamento traz o puro classic rock, que excede as expectativas e faz jus à sua herança musical.


64º Blues Pills -  Blues Pills Live (2015)





















Se tem algo que é raro, é uma banda iniciante lançar um álbum ao vivo. Às vezes a empreitada funciona, mas tem vezes que fica claro que é meio cedo para acontecer isso. No caso do Blues Pills, a empreitada até que soou interessante, mas há alguns fatores que limaram o total potencial que havia neste lançamento ao vivo. Talvez seja até por isso que a distribuição deste disco foi limitada. A banda surgiu em 2012, com o EP Bliss e em 2014 lançou seu álbum de estreia que inclusive eu falei a respeito, e me mostrei bastante animado e receptivo com o disco. Aqui neste álbum ao vivo lançado, em Março deste ano, a banda acerta muito, mas tropeça em alguma coisinha.

Dentre os muitos acertos que existem aqui neste lançamento estão o trabalho instrumental excelente do quarteto, que é irrepreensível. 

Tirando o máximo dos arranjos do seu disco de estreia, a banda demonstra inspiração e um ótimo repertório de músicas. A parte que achei negativa é a redução de tonalidade de grande parte das canções, coisa que achei desnecessário, dada a grande potência vocal da cantora Elin Larsson; não sei por qual razão eles estão reduzindo as tonalidades originais nos shows, mas achei que isso desmereceu um pouco as composições e todo o trabalho realizado no disco de estreia deles, até mesmo por se tratar de uma banda em início de carreira.

O show abre com a ótima e enérgica "High Class Woman" e segue a sequência do álbum de estreia com "Ain't No Change", precedida de uma jam instrumental ótima que faz a performance alcançar quase 9 minutos de duração, ambas as faixas com a tonalidade baixa em relação às gravações originais, o que meio que me desanimou um pouco, mas dá pra curtir. Ao final da faixa "Bliss", faixa do primeiro EP do grupo, a vocalista explica a origem do nome da banda.

Somente nas músicas "Dig In", "Time is Now", "No Hope Left for Me" e "Astralplane" é que as tonalidades originais são mantidas, o que é bacana, porque "Time is Now" é uma das minhas favoritas do álbum, na versão que eu comprei na loja ela veio como faixa bônus do primeiro disco, é bom avisar quem está querendo comprar o álbum que há versões diferentes dele; eu sempre vou atrás da versão mais completa possível.

Outro bom destaque aqui, apesar da tonalidade baixa, é "Devil Man", faixa que quando eu ouvi o Blues Pills pela primeira vez, já me apaixonei de cara, mas preferia escutar a tonalidade original, mais cheia de vivacidade. O show fecha com "Little Sun", faixa lenta e cheia de sentimento.

O Blues Pills aqui mostra bem o seu potencial instrumental, e seguindo os passos de bandas clássicas, como Blue Cheer, Led Zeppelin, Cream, a banda destila seu som nostálgico, seu Rock anos 60 aqui com carisma e uma boa performance, cheia de paixão. Uma pena que deixaram um probleminha tão minúsculo como a tonalidade atrapalhar um pouquinho, mas vai saber, às vezes gravaram as músicas no álbum mas aí a vocalista viu que não conseguiria alcançar as notas que teria que alcançar em uma apresentação ao vivo de longa duração.

Vamos torcer para que em um próximo lançamento eles levem este aspecto em consideração, porque eu curti demais a voz da Elin, acho que ela tem uma potência e uma altura vocal invejável, e é uma grande cantora, do porte de uma Janis Joplin mesmo, que interpreta as canções com paixão e sentimento. Mas a estrada ainda é longa, e há muito a se aprender. No geral, eu recomendo que vão atrás deste disco e ouçam uma obra que nos trás de volta os bons ventos do Blues Rock sessentista em sua melhor forma.
(Texto de Ricardo Pagliaro Thomaz, Fonte: http://whiplash.net/)


65º The Winery Dogs - Unleashed In Japan (Live) (2013)






















O The Winery Dogs é outra daquelas bandas que a imprensa especializada rotulou como um "supergrupo”, já que reúne o baterista Mike Portnoy (ex-Dream Theater, Flying Colors), o baixista Billy Sheehan (Mr. Big, ex-Steve Vai) e o guitarrista/vocalista Ritchie Kozen (ex-Mr. 
Big, ex-Poison), todo com extensas carreiras e grande reconhecimento de público e crítica.

Depois de um excelente álbum debut autointitulado, o The Winery Dogs resolveu fazer o que hoje se tornou algo costumeiro dentre diversas bandas e, já de cara, investir na gravação de um DVD/CD ao vivo. O resultado disso é esse “Unleashed in Japan” que traz dez músicas sendo sete do álbum de estreia da banda e as demais versões para outros grupos.

Quem viu o trio se apresentar ao vivo na turnê de divulgação de seu álbum de estreia, que passou pelo Brasil, sabe muito bem o que esperar do grupo. Ao contrário do que poderia se pensar, dado à fama de virtuose de seus membros, o The Winery Dogs faz um som bem azeitado, com uma preocupação muito maior em fazer um rock and roll oitentista com influências dos anos 1970 de qualidade e menos em mostrar o quão fodões são em seus respectivos instrumentos. Claro que nos shows sempre há aqueles minutos em que um dos membros da banda toma o palco sozinho e realiza um solo justamente para exercer esse virtuosismo mas, pelo menos no que diz respeito à versão em CD simples de “Unleashed in Japan”, que é objeto dessa resenha, isso foi deixado de lado. O que temos aqui são 49 minutos do mais puro rock n’ roll, contagiante, energético e, obviamente, muito bem executado.

Com destaque para as músicas “Elevate”, que abre o álbum, a balada “I’m no Angel”, “Shine”, versão para a faixa gravada originalmente pelo Mr. Big e “Desire”, que fecha a bolachinha, “The Winery Dogs – Unleashed in Japan” é um excelente registro ao vivo e é uma ótima alternativa para aqueles não familiarizados com o trabalho da banda passarem a conhecê-la. (Fonte: soundsofasgard.wordpress.com)


66º Joe Bonamassa - Live From Nowhere In Particular (2008)




















Este CD duplo foi lançado em 2008 e despertou o olhar dos críticos: entre as premiações que recebeu, estão o primeiro lugar na Billboard 
para álbum de blues e o Top 20 de álbuns independentes daquele ano.


67º Beth Hart - Live at Paradiso (2005)




















Em 2005 é lançado o CD/DVD Live at Paradiso um disco excelente que mostra toda a sensibilidade de Beth que canta maravilhosamente ao piano em um estilo que lembra uma Amy, as vezes Alanis e do nada já viaja no maior estilo Cassia Eller/ Iggy Pop, desce do palco senta com a galera e termina o show com uma versão incendiária de "Wholle Lotta Love" e ainda nos extras traz um " I' don't need no Doctor" já com um cigarro na mão, olhar perdido...e muita energia. 
(Fonte: http://discosonhador.blogspot.com.br/)


68º Cazuza - O Tempo não Para ao vivo (1988)




















O Tempo não Para é o quarto álbum solo do cantor brasileiro de rock Cazuza, sendo o último registro ao vivo do cantor. Foi gravado durante a turnê do disco Ideologia, nos dias 14, 15, e 16 de outubro de 1988 no Canecão, Rio de Janeiro.

Conta com sucessos de toda a carreira solo e da carreira com o Barão Vermelho também. O show foi dirigido por Ney Matogrosso, cantor e amigo de Cazuza.


69º Cássia Eller - Veneno Vivo (1998) 





















Segundo álbum ao vivo de Cássia, é o registro da turnê do disco anterior, Veneno AntiMonotonia. No entanto, estão incluídas algumas faixas não presentes neste último como "Queria Ser Cássia Eller" e "Nós", que acabaria sendo lançada como single pela Polygram.

Destaco também Cássia Eller Ao Vivo, um álbum lançado em 1996. Este álbum é também conhecido pelo nome "Violões", Primeiro disco ao vivo da carreira de Cássia, foi gravado durante a turnê do disco Cássia Eller, lançado dois anos antes. Ficou famoso pelos arranjos peculiares, feitos com três violões apenas, sendo um deles tocado pela própria cantora e o Acústico MTV de 2001.


70º  Barão Vermelho - Barão ao Vivo (1989)





















Barão ao Vivo é o sétimo álbum da banda Barão Vermelho, lançado em 1989, é também o primeiro álbum ao vivo da banda. Foi gravado em São Paulo na casa de show Dama Xoc.


Destaco também MTV ao Vivo - Barão Vermelho é o quarto álbum ao vivo da banda Barão Vermelho.


71º  Lobão - Vivo (1990)




















Vivo é o primeiro álbum ao vivo do cantor Lobão, lançado em 1990 pela gravadora BMG Ariola.
O show foi gravado no festival Hollywood Rock, em São Paulo, em Janeiro.

Destaco também o Acústico MTV, álbum que foi premiado com o Grammy Latino na categoria melhor disco de rock e o DVD Lino, Sexy & Brutal". 


72º Capital Inicial - Acústico MTV (2000)




















Acústico MTV é o segundo álbum ao vivo da banda brasileira de rock, Capital Inicial, lançado em 2000 no formato de CD e DVD. Faz parte
da série Acústico MTV da emissora MTV Brasil e traz duas músicas inéditas, "Tudo Que Vai" e "Natasha".

O álbum fez grande sucesso e emplacou seis músicas nas paradas musicais, "Tudo Que Vai", "Primeiros Erros (Chove)", "Natasha", "Cai 
a Noite", "Independência" e "Fogo"; consagrando o ressurgimento estrondoso da banda, que teve início no álbum Atrás dos Olhos, lançado em 1998.

Este é o último trabalho com o guitarrista Loro Jones.

Destaco também Capital Inicial: Ao Vivo, é o nome do primeiro álbum ao vivo da banda de rock brasileira Capital Inicial. Foi lançado no ano de 1996, com Murilo Lima: vocal, guitarra-base substituindo Dinho Ouro Preto. 


73º Engenheiros do Hawaii - 10.000 Destinos (2000)




















10.000 Destinos é o terceiro álbum ao vivo da banda de rock brasileira Engenheiros do Hawaii, lançado em CD e DVD em 2000. O nome do 
álbum vem de uma canção homônima do disco anterior, ¡Tchau Radar!, de 1999.

Gravado na antiga casa de shows paulistana Palace (atual Citibank Hall de São Paulo) nos dias 24 e 25 de março de 2000, durante a turnê Tchau Radar!, que ocorreu nos anos de 1999 e 2000 e promoveu o lançamento do disco de estúdio homônimo, lançado no ano anterior, o disco confirma a tradição da banda de lançar um álbum ao vivo a cada três discos de estúdio (ideia inspirada na banda Rush, que faz o mesmo). O disco traz desde antigos sucessos, como Ouça o Que Eu Digo, Não Ouça Ninguém, Infinita Highway e Terra de Gigantes até canções recentes como A Montanha e A Promessa.

O disco traz quatro faixas de estúdio: duas inéditas (Números e Novos Horizontes) e duas regravações (Quando o Carnaval Chegar, de Chico Buarque; e Rádio Pirata, da banda RPM, com a participação de seu ex-líder Paulo Ricardo). Em 2001, o disco seria reeditado em formato duplo, com o nome 10.001 Destinos, contendo no primeiro disco as faixas ao vivo e, no segundo disco, além das faixas de estúdio, novas sete regravações de estúdio, com a formação posterior da banda (Paulinho Galvão na guitarra, Gláucio Ayala na bateria, Bernardo Fonseca no baixo e Humberto Gessinger de volta à guitarra).

Destaque para as canções Toda Forma de Poder (que conta com um trecho de Ilusão de Ótica) e Refrão de Bolero, tocadas em formato acústico, com a participação do músico gaúcho Renato Borghetti (Borghettinho) na gaita-ponto.

A versão em DVD inclui três canções a mais no show: Eu Que Não Amo Você, Negro Amor e Sopa de Letrinhas, além de quatro videoclipes e making-off.


74º Ira! - Acústico MTV (2004)




















Acústico MTV é um álbum de 2004 da banda brasileira Ira!. Foi o segundo projeto da banda pela MTV e primeiro disco lançado pela Arsenal Music.

O disco traz as participações do cantor Samuel Rosa (líder do Skank, na música "Tarde Vazia"), da cantora Pitty (em "Eu Quero Sempre Mais") e d'Os Paralamas do Sucesso (na canção "Envelheço na Cidade").

Destaco também MTV ao Vivo Ira! um álbum gravado em uma apresentação ao vivo da banda Ira!, organizado pela MTV Brasil e lançado em 2000 pela Deckdisc, com a distribuição da Abril Music. O álbum traz canções de diversos álbuns do grupo.


75º O Terço - O Terço Ao Vivo (2007)





















Uma das bandas pioneiras do Rock Progressivo nacional, o grupo O Terço, lança um novo trabalho ao vivo. Com o simples título de “O Terço - Ao Vivo”, traz uma apresentação realizada em 2005 na casa de shows Canecão, no Rio de Janeiro.

O CD e o DVD trazem registradas 14 músicas, inclusive “Antes do Sol Chegar”, faixa inédita até então que no DVD aparece como videoclipe. Também estão presentes clássicos do grupo como “1974” e “Criaturas da Noite”. Porém um dos maiores sucessos da banda, “Hey Amigo”, não foi incluído por não ter sido liberada pelo compositor, o ex-integrante do grupo César de Mercês.

Entre os convidados do show estavam o violinista Marcus Vianna (Saecula Saeculorum, Sagrado Coração da Terra), o Quarteto Uirapuru, a vocalista Irinéia Moreno, viúva do ex-baterista do grupo Luiz Moreno, e o tecladista Ruriá Duprat. A formação do Terço nessa apresentação
contou com o guitarrista e vocalista Sérgio Hinds, Flávio Venturini (teclado e vocal), Sérgio Magrão (baixo) e Sérgio Melo (bateria). (Fonte: www.territoriodamusica.com)


76º Mutantes Ao Vivo - Barbican Theatre, Londres (2006)




















Mutantes Ao Vivo - Barbican Theatre, Londres 2006 é um CD e DVD da banda brasileira Os Mutantes. É o primeiro registro da banda após sua dissolução em 1978, gravado na primeira apresentação da banda de uma mini-turnê pela Inglaterra e EUA.


Destaco também Mutantes Ao Vivo, o primeiro álbum ao vivo da banda, gravado no MAM do Rio de Janeiro.


77º The Baggios - ao vivo Dez Anos Depois (2015)



















A apresentação recheada de participações especiais aconteceu no Teatro Atheneu, em Aracaju, e foi registrada em áudio e vídeo pela
banda. O resultado sai no formato do CD/DVD ao vivo Dez Anos Depois – que ainda traz um documentário de cerca de meia hora de duração –, lançado em formato físico e digital no site oficial do grupo, com o blog Sobe o Som.

A quem pega o DVD pela primeira vez, estranha que o blues seco e brutalista do Baggios tenha sido levado a um teatro, onde o público fica majoritariamente de pé. “Procuramos lugares que tivessem uma certa estrutura”, argumenta Andrade, falando também das poucas possibilidades de datas para reunir todos os participantes. “Mas Aracaju tem uma limitação deste tipo de espaço, e acabamos pensando no teatro, mesmo sendo um lugar atípico.” 
(Fonte: http://rollingstone.uol.com.br/)


78º  Paralamas do Sucesso - Uns Dias Ao Vivo (2004)





















Uns Dias Ao Vivo é um CD/DVD ao vivo dos Paralamas do Sucesso, lançado em 2004.

O disco, gravado no Olympia, em São Paulo no dia 14 de Novembro de 2003, trouxe sucessos de várias fases da banda: de "Meu Erro", "Selvagem" e "Será Que Vai Chover?" até "O Calibre", "Soldado da Paz", "Seguindo Estrelas" e até mesmo "Running on the Spot", sucesso da banda The Jam, regravada anteriormente pelos Paralamas no álbum Longo Caminho, de 2002).

Destaque para as participações especiais dos guitarristas Edgard Scandurra (Ira!), Dado Villa-Lobos (Legião Urbana) e Roberto Frejat (Barão Vermelho); de George Israel, do Kid Abelha; do rapper Black Alien e dos cantores Djavan, Nando Reis (ex-Titãs) e Paulo Miklos (membro dos Titãs).

Há uma faixa extra: uma versão da canção "Mensagem de Amor" tocada em São Paulo, em show realizado no Parque do Ibirapuera, durante o Pão Music (festival de música promovido pelo Grupo Pão de Açúcar), que contou com a participação de Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura.


79º  O Rappa - Instinto Coletivo (2001)


















Instinto Coletivo é o quarto álbum da banda brasileira O Rappa. Produzido pela banda com a ajuda de Tom Capone, consiste primariamente 
em um show feito pela banda em Porto Alegre, mais quatro faixas inéditas: "Ninguém Regula a América", com participação do Sepultura; "Instinto Coletivo", com a participação da Asian Dub Foundation; "Milagre" e "Fica Doido Varrido". Foi o último álbum com o baterista e letrista Marcelo Yuka, que deixaria O Rappa após ficar paraplégico em um assalto em 2001.


80º RPM - Rádio Pirata ao Vivo (1986)




















Rádio Pirata ao Vivo é o segundo álbum da banda de rock brasileira RPM, lançado em 1986. É o disco mais vendido da história da indústria fonográfica do Brasil, com mais de 3,5 milhões de cópias vendidas.

Gravado no Pavilhão de Exposições do Complexo do Anhembi, em São Paulo, o show, com direção do cantor Ney Matogrosso, traz grandes sucessos, como Revoluções Por Minuto, Rádio Pirata, Olhar 43 e as então inéditas Naja (instrumental baseado nos teclados de Luiz Schiavon) e Alvorada Voraz, além das regravações de London, London (de Caetano Veloso) e de Flores Astrais (do grupo Secos & Molhados, do qual Ney Matogrosso fez parte).

Apesar de ter sido posteriormente remasterizado e relançado em CD nos anos 90, o disco foi relançado com nova remasterização no box 
Revolução: 25 Anos (2008), que inclui também as reedições dos discos Revoluções Por Minuto e Os Quatro Coiotes, além de um CD com raridades e canções inéditas e de um DVD com o registro do vídeo Rádio Pirata - O Show, originalmente lançado em VHm 1987 a partir de um show realizado no Ginásio do Ibirapuera, em Dezembro de 1986. Em 2011, a sua edição em DVD foi certificada como disco de ouro pela Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD).
(Fontes: Revista Roadie Crew - Edição comemorativa nº150, acervo pessoal, Google e Wikipédia, a enciclopédia livre)

2 comentários:

  1. Espetacular Seleção de Lives , incluiria aí na seleção DIO (solo) LIVE
    que é sensacional, e um show live do Pink Floyd de 1974 divulgação do The Dark Side of the Moon ......

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    1. Valeu pela dica, 54° posição tem um do Dio

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