quarta-feira, 26 de abril de 2017

SOUL CONTEMPORÂNEO (PARTE 5) - MAIS DOIS GRANDES NOMES DO ESTILO NA ATUALIDADE







































Lake Street Dive



















Lake Street Dive é uma banda americana de R&B, Rhythm Blues, Soul e Pop. O grupo mistura com primor todos esses estilos músicais, lançando em 2016 o álbum Side Pony.

Lake Street Dive é uma banda multi-gênero que foi fundada em 2004 em Boston, Massachusetts . A banda é formada por Rachael Price (vocalista), Mike "McDuck" Olson (trompete, guitarra), Bridget Kearney (baixo vertical) e Mike Calabrese (bateria). Eles se conheceram enquanto frequentavam o Conservatório de Música de Nova Inglaterra em Boston. A banda foi nomeada em homenagem a uma rua com muitos bares da cidade natal de Olson, Minneapolis, Minnesota . A banda passou excursionar na América do Norte, Austrália e Europa a partir de sua base no Brooklyn .


























Lake Street Dive assinou com a Nonesuch Records em 2015 e lançou o Side Pony em fevereiro de 2016 com sua nova gravadora. O nome do álbum é outro do jogo de palavras. Refere-se a um hairstyle adotado por Kearney e é gíria para "desviar inesperadamente a atenção da mente" ou um pônei brincalhão.
Fonte: Wikipedia, the free encyclopedia























Discografia

In this episode (2006)
Promises, Promises (2007)
Lake Street Dive (S/T) (2010)
Live at the Lizard Lounge (Video) (2011)
Fun Machine (2012)
Bad Self Portraits (2014)
Side Pony (2016)







Black Joe Lewis & the Honeybears



























Black Joe Lewis (nascido em Tucson, Arizona , Estados Unidos) é um artista americano de blues, funk e soul influenciado por Howlin 'Wolf e James Brown . Ele formou Black Joe Lewis & The Honeybears em Austin, Texas, em 2007. Em março de 2009, Esquire listados Black Joe Lewis e os Honeybears como uma das "dez bandas definido para Break Out no 2009 SXSW Festival".

Enquanto trabalhava em uma loja de penhores em Austin, Joe Lewis pegou a guitarra pela primeira vez. Pouco tempo depois, Joe Lewis mergulhou na cena local de blues / garagem do Red River, gravando e se apresentando com astros de Austin, como os Boys Weary e Walter Daniels . Após o lançamento do 2005 Brian Salvi produzido Black Joe Lewis e The Cold Breeze EP com pista de destaque "Bitch I Love You", com Matt Hubbard no piano elétrico Rhodes e no álbum de 2007 Black Joe Lewis , ambos lançados em A banda italiana Shake Yo Ass Records, a banda ganhou aclamação nacional, crítica e excursionou como abridores para Spoon e Okkervil River em 2007.
























A banda assinou contrato com Lost Highway Records em 2008. Após a assinatura e performances no Lollapalooza 2008 e Austin City Limits Music Festival , Black Joe Lewis e os Honeybears lançou um EP de quatro canções em 27 de janeiro de 2009.
Fonte:  Wikipedia, the free encyclopedia

























Discografia

2007 - Black Joe Lewis - Weary Records
2009 - Tell 'Em What Your Name Is! - Lost Highway Records/ Universal Motown
2011 - Scandalous - Lost Highway Records
2013 - Electric Slave - Vagrant Records
2017 - Backlash - INGrooves Music Group

sexta-feira, 21 de abril de 2017

MISS SHARON JONES! (DICA DE CINEMA)






































Já faz algum tempo, eu vi que estava disponível na Netflix o documentário 'Miss Sharon Jones!', só que não tinha tido coragem de assistir até agora. O filme conta a vida e a batalha da cantora de Soul contra um câncer, doença essa que ela venceu duas vezes, mas que infelizmente, num último Round, a doença a venceu. E então essa espécie de James Brown de saias, nos deixou precocemente em 18 de novembro de 2016, deixando órfãos uma legião de fãs em todo mundo, me incluo nessa. 

Eu sempre gostei do estilo soul, de Jackson Five à James Brown, mas confesso que entre curtir o som e se tornar fã do estilo levou um tempo, até porquê sou criado ao som do rock and roll. Porém são estilos que possuem as mesmas raízes: a rica música negra. Como ouvir Jazz, Blues, rock and roll e não ouvir o legítimo Funk/Soul? Impossível. 

Foi a partir de 2013 pra cá, com grande influência de meu amigo/irmão Romeu, que fui visgado pelo som da 'Alma', e sem dúvida nenhuma nomes como o de 'Sharon Jones and the Dap-Kings' assim como outros contemporâneos do gênero, como 'Charles Bradley', foram fundamentais para o ressurgimento do estilo. Minto, se tem um nome responsável por todo este Revival, este nome é o de: 'Amy Winehouse', não só para o soul dos '60' mas também o Jazz dos '30'.

Outras cantoras já vinham me influenciando antes como 'Janis Joplin', Etta James e Tina Turner, mas foi Sharon Jones a responsável direta para que eu começasse a pesquisar melhor por outros grandes nomes, dos antigos aos mais novos. 

E hoje finalmente juntei minhas forças e coragem e me entreguei de corpo e alma literalmente, já que lutei contra o sono e com as minhas lágrimas, para ver o documentário de 'Miss Sharon Jones!', e só tenho pouca coisa a dizer: Essa mulher foi o que chamamos de Força da Natureza em todos os sentidos, espero que o mercado, os fãs de música em geral não esperem tanto para reconhecer outros talentos que estão por aí, cantando nas igrejas, nos bailes de casamento e formatura, nas ruas e avenidas ou sobrevivendo de outros empregos como Sharon, que foi até carcereira antes do sucesso, ou como o ex cozinheiro Charles Bradley. 

Abaixo deixo a resenha do site ovelhamag.com deste ótimo filme, que eu mais do que recomendo neste meu humilde blog:



















 Miss Sharon Jones!

Miss Sharon Jones!, documentário de 2015 dirigido por Barbara Kopple, faz um recorte tão belo e sensível do momento em que a cantora de soul descobriu que sofria de câncer de pâncreas em 2013. Ela morreu em novembro de 2016 aos 60 anos. É um documentário que precisa ser visto principalmente por quem nunca ouviu falar em Sharon Jones.

O filme começa ao apresentar um pouco da história dela. “Escura demais, baixa demais para ser artista”, era o que Sharon Jones ouvia toda vez que tentava ingressar no meio musical.

Antes de ser descoberta pela Daptone Records (gravadora que também descobriu meu outro ídolo, Charles Bradley) nos anos 1990, quando já tinha mais de 40 anos, Sharon Jones trabalhou como agente penitenciária na Ilha Rikers, em Nova York, e fazia os vocais de apoio de cantores como Lee Fields.

Seu primeiro álbum, Dap Dippin’ with Sharon Jones and the Dap-Kings, foi lançado em 2002, e junto com a banda The Dap-Kings fez shows pelo mundo todo.

Até que em 2013 foi obrigada a dar uma pausa na carreira após receber o diagnóstico de um câncer no ducto colédoco, que faz parte do sistema digestivo, mesma doença que matou sua mãe em 2011.

Seu empresário, que pareceu ser uma pessoa bem querida, conta que os olhos dela estavam ficando amarelados e ela estava perdendo muito peso quando descobriram sobre a doença.

O filme mostra Sharon Jones raspando seu cabelo pela primeira vez e chorando muito, com um olhar vazio e parado, como já estivesse prevendo tudo o que estava por vir. Chorei muitíssimo com essa cena.

Mas cinco minutos depois Sharon já está alto astral novamente, como ela sempre foi muito agitada e amigável com todos. Ela começa a experimentar perucas, mas a verdade é que ficava linda apenas careca também.

O documentário traz cenas bem íntimas do cotidiano de Sharon após descobrir a doença: ela pintava quadros para aliviar um pouco a mente; seus amigos e parceiros de banda sempre muito atenciosos com a situação toda e preocupados em não sobrecarregar sua agenda; o apoio dos fãs, que lotaram seus shows quando ela voltou após estar “curada” da doença.

A relação com seu médico e todo o procedimento da quimioterapia também foram registrados. São momentos em que a fraqueza de seu corpo, enojado pelos remédios, briga com a força que ela tinha de querer fazer uma apresentação perfeita e dançar loucamente no palco.

Sharon Jones ainda voltou ao Brasil em 2015 na turnê do seu sexto disco, Give the people what they want, lançado em 2014.
Fonte: http://ovelhamag.com/assista-miss-sharon-jones/

SINOPSE 

Nas vésperas de lançar o seu novo álbum, a cantora de soul internacionalmente reconhecida foi diagnosticada com câncer no pâncreas. Datas de shows foram canceladas e o álbum foi guardado, enquanto Sharon Jones começou a luta pela sua vida e carreira. Miss Sharon Jones! acompanha intimamente o intenso e corajoso ano da vida de Sharon.     

Data de lançamento: 11 de setembro de 2015 (mundial) 
Direção: Barbara Kopple
Canção original: I'm Still Here
Música composta por: Sharon Jones
Elenco: Sharon Jones, Austen Holman, Alex Kadvan, Megan Holken
Indicações: NAACP Image Award de Melhor Documentário de Cinema











sexta-feira, 14 de abril de 2017

HIPOCRISIA PINTADA DE VERDE E AMARELO

Tô cansado de tanto papo furado de elevador
Tô cansado de tanta hipocrisia
dos discursos de deputado, presidente ou senador
fazendo todo mundo de otário 
enquanto engordam suas contas no exterior

Tô cansado dessa gente chata metida a doutor
dessa caretice sem fim politicamente correta
de tanto especialista político de meia tigela
de tanta falta de educação!
Tô cansado de toda essa filosofice de bar

Tô cansado das discussões de direita e esquerda
Tô cansado de ambientalista com papo de Capitão Planeta
Tô cansado de artista Global 
com o bolso cheio e com crise de consciência 
Tô cansado de tanta "cultura" inútil 

Tô cansado de tanta patrulha ideológica
De feministas, religiosos, ateus
e de torcidas organizadas partidárias
e tanta burocracia pra nada
Tô cansado de tantos impostos e de tantas taxas

Tô cansado de roqueiro brasileiro
fazendo música americana
falando mal do Tio Sam
tô cansado da MPB Blasé,
da Máfia do Dendê
do cavaquinho, da batucada, do banquinho e violão!

Tô cansado desse povo 
que sempre quer dar seu jeitinho
se endividando todo pra sair bem na foto
com cara de cartão postal
de tanta Selfie, de tanto boçal
dessa futilidade sem fim! 

Tô cansado de tanta demagogia
e de tanta hipocrisia
pichada no muro e 
pintada de verde e amarelo!

Igor Motta
2016

segunda-feira, 3 de abril de 2017

EL AURA (DICA DE CINEMA)






































Podem me chamar do que quiserem, ante-patriota, puxa saco de los hermanos, não dou a mínima e a verdade é que depois que eu conheci o cinema argentino perdi totalmente o interesse pelo nosso cinema brasileiro. Sim, existem exceções só que são poucas, e definitivamente até hoje nenhum filme argentino me decepcionou. Devíamos aprender com eles, principalmente a escrever bons roteiros. Por isso hoje minha dica é para El aura filme de 2005 de Fabián Bielinsky, o mesmo diretor do ótimo Nove Rainhas, e mais um filme com o queridinho de todos nós: Ricardo Darín. 

















El Aura (no Brasil A aura) é um filme argentino, espanhol e francês de 2005, do gênero drama, dirigido por Fabián Bielinsky.

É o segundo trabalho juntos realizado pelo diretor Fabián Bielinsky e o ator Ricardo Darín, o anterior foi no filme Nueve reinas de 2000. Foi um dos filmes exibidos na mostra Première Latina, no Festival do Rio em 2005.  























"El Aura" é um filme tão peculiar que os críticos titubearam na hora de encaixá-lo num gênero cinematográfico. "Até para mim é difícil classificá-lo", diz Bielinsky. "Há elementos de policial, mas estão colocados de forma estranha, dispersa, e o ritmo não é o habitual do gênero", cita, com razão.

Por enquanto, a definição que mais agrada ao diretor é a de "policial anômalo". Aliás, na trama e nos personagens de "El Aura", "anomalias" não faltam.

O protagonista, vivido por Darín, não tem nome. Ou melhor, não que se saiba. Com a omissão, Bielinsky quis criar um paralelo entre a situação do espectador -"pessoas que olham no escuro"- e a trajetória do personagem na trama. "Ele percorre a história sem deixar marcas, pegadas. Achei interessante que ele nunca dissesse seu nome e que ninguém o mencionasse."

"Ele" trabalha como taxidermista, portanto, de certa forma, especialista em falsear a morte. Após ser abandonado pela mulher, aceita o convite de um amigo para escapar de Buenos Aires num fim de semana prolongado, indo caçar na Patagônia -em princípio, animais.

Aos poucos, "ele" percebe que há um plano criminoso em curso no chalé em que se hospedaram. Outra anomalia: o dono do local espanca a mulher, 30 anos mais jovem. O amigo "dele" fazia o mesmo em sua casa.

Enquanto observa, de tempos em tempos, "ele" tem a percepção da realidade alterada. São os instantes que precedem suas convulsões epilépticas. É o momento que ele define como "a aura".

Não há dúvida: o segundo filme de Bielinsky não tem parentesco com o primeiro. "Talvez até pelo fato de que havia tanta expectativa [sobre o sucessor de "Nove Rainhas'], eu tenha feito um filme na direção oposta", diz.

O cineasta afirma que, com a mudança, desejava escapar de rótulos e embaralhar as expectativas sobre seus filmes seguintes. "Não quero ficar preso a um só tema ou tipo narrativo." O que Bielinsky gostaria é que, a partir deste momento do "jogo", "ninguém espere nada". O ideal do diretor para seu terceiro filme seria que "as pessoas apenas se sentassem no cinema e dissessem: será como "Nove Rainhas'? Como "El Aura'? Ou como só Deus sabe?".

Da parte dos críticos, ele diz não esperar mais unanimidades. "O sucesso de "Nove Rainhas" não é algo a que deva me acostumar. Um filme que agrada a quase todo mundo é estranho no cinema."

Na crítica argentina, "El Aura" teve mais adeptos do que vozes contrárias. Mas essas também se fizeram ouvir. Normal, sobretudo para um filme anômalo. (por Silvana Arantes)
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0211200506.htm - ilustrada - Folha de S.Paulo - São Paulo, quarta-feira, 02 de novembro de 2005


























Sinopse

Esteban Espinosa (Ricardo Darín) é um taxidermista e um homem tímido, que passa os dias isolado em sua oficina. Por trás das aparências Espinosa tem um grande sonho de poder: planeja praticar o crime perfeito. Ele decide fazer sua primeira viagem às florestas da Patagônia com o objetivo de caçar. Acidentalmente, Espinosa mata um bandido e descobre um esquema milionário de assalto a um carro-forte. Ele resolve então levar o plano adiante por si mesmo, mas para isso precisa antes superar um mal que lhe acomete: a epilepsia.

Data de lançamento: 15 de setembro de 2005 (Argentina)
Direção: Fabián Bielinsky
Música composta por: Lucio Godoy
Roteiro: Fabián Bielinsky
Produção: Pablo Bossi, Gerardo Herrero, Samuel Hadida, Mariela Besuievsky