quinta-feira, 22 de junho de 2017

SOUL CONTEMPORÂNEO (PARTE 6) - MAIS DOIS GRANDES NOMES DO ESTILO NA ATUALIDADE








































Gemma & The Travellers

























Gemma & The Travellers é uma banda de soul funk r&b que lança agora em 2017 seu álbum de estreia. Confiram o disco Too Many Rules & Games.

Gemma & the Travellers dão um aceno para o Soul,  R&B, Soul do Norte e Funk dos anos sessenta, mas adicionam um toque refrescante com suas composições únicas. Com sua voz poderosa e distintiva, Gemma M. é uma verdadeira Soul Woman que deixou o sul da Itália como adolescente com uma bolsa pequena na mão e um pouco de dinheiro em seu bolso traseiro. Viajando pela Europa, conheceu Robert P., um guitarrista anglo-sueco que vivia na Alemanha na época e formou uma dupla itinerante, que acabou retornando à cidade natal de  Londres. Depois de muitos anos ficando doentes e cansados ​​das distrações da cidade, eles buscaram um ambiente mais criativo ao lado do mar e se apaixonaram pelo norte da Bretanha, onde formaram a banda Gemma & the Travelers com amigos e músicos do outro lado da estrada. 
















Contrariamente ao modelo Motown ou fabricado, onde o cantor raramente é o compositor, Gemma M. escreve todas as suas músicas com a ajuda de Robert P. no violão. Suas influências são Aretha Franklin e Julie Driscoll - vibrações genuínas onde a vida é sua própria criação! Gravado ao vivo no Lemoncake Studios, no norte da Bretanha, o produtor Robert P. procurou um som Soul e autêntico com um certo crocante e distorção analógica, como o de um vinil antigo dos anos sessenta sem cair sob o banner retro usado. 

A faixa-título do próximo álbum de estréia de Gemma & The Travellers, Too Many Rules & Games também é seu primeiro single, apoiado por uma versão de capa do clássico Save Me de Aretha Franklin, disponível em vinil de 7 polegadas e somente na versão digital.



Discografia

Too Many Rules & Games (2017)
























I Keep On Thinking
Too Many Rules & Games
I’ve Got No Feelin’
I Can Fly
Where I Lived Before
Please Don’t Forget My Name
I Believe In You
Take My Heart & Breathe
Save Me
I Miss You Babe







Wild Adriatic

























Wild Adriatic é uma banda americana que mistura rock e soul music. Lançam agora em 2017 o ótimo álbum Feel.

Sobre o Wild Adriatic
Enraizado no espírito ruidoso do rock & roll, o Wild Adriatic construiu uma audiência internacional em uma combinação de artilharia de groove, distorção e violão.

Com o novo álbum do power trio, Feel, os colegas de banda Travis Gray, Rich Derbyshire e Mateo Vosganian atualizam o som de suas influências - do rock dos anos setenta e o Soul da Motown - para um público contemporâneo, influenciados no passado, mas nunca perdendo a vista do presente. Eles não são revivalistas; Eles são homens modernos, carregando a tocha de rocha melódica, pronta e de alta energia em um novo território.





























Reduzida em forma nítida por um horário de turnês que os manteve ocupados por cerca de 175 dias por ano - incluindo duas turnês europeias, inúmeras corridas estaduais e aparições em festivais como Bonnaroo - Os três membros do Wild Adriatic gravaram Feel in Austin, juntando-se com nomeado para o Grammy, o produtor Frenchie Smith no processo. O objetivo era iluminar a força da banda como um ato ao vivo, evitando faixas com, instrumentos digitais, sons amostrados e outros truques do estúdio de gravação. Em vez disso, o Wild Adriatic concentrou-se nos mesmos ingredientes do núcleo - tocar guitarra de Grey e varredura de uma voz; Pisoteio de percussão Vosganian; O baixo do Derbyshire - que ajudou a iniciar a banda em 2011, de volta quando Wild Adriatic se formou no Upstate New York.

Do psicodélico "Chasing a Ghost" ao "Come Baby Baby" ", a última música com explosões de bronze do West End Horns - Feel oferece 11 músicas novas de rock moderno, analógico e groove-heavy, Com o Wild Adriatic se inspirando em rupturas, amizades, novos relacionamentos, turnês e mesmo política. "Appleton" descobre que os caras que pagam homenagem à cidade de Wisconsin que hospedaram alguns de seus shows mais memoráveis, enquanto canções como "Some Nerve" e "Hurricane Woman" canalizam a influência de grandes guitarras como Stevie Ray Vaughan e Joe Walsh. Grande parte do álbum se reuniu durante cinco retiros de escrita separados, incluindo caminhadas para Virgínia, Texas e Wisconsin. Ao longo de tudo, as músicas foram escritas de forma colaborativa, moldadas por uma banda de amigos de longa data que, mais de uma meia década em sua carreira, ainda estão virando novas páginas.


























"Isso se parece ao nosso primeiro recorde de novo", diz Vosganian, um amigo de infância de Gray desde seus dias de escola primária. "Nós somos uma banda de rock and roll no coração, mas também temos fortes laços com o Soul e do blues e, à medida que a banda amadurece, essas raízes são lançadas. Esta é uma ótima maneira de nos reintroduzir".

Gray concorda, dizendo que a inspiração da vida real por trás da maior parte do álbum - uma ruptura dolorosa - ajudou o Wild Adriatic a criar um recorde que, em última instância, celebra a eletricidade e a alegria de tocar em uma banda itinerante.

"Essas músicas se alinham com tudo o que passamos no ano passado", acrescenta. "Eles destacam os tempos difíceis, mas também a esperança e otimismo subjacentes. Nós somos pessoas. Somos apoiados por fãs que compram ingressos e saem para shows, e nós gostamos de sair com eles. Nós não estamos tentando nos levar Muito serio. Estamos tentando nos conectar. Estamos tentando sentir. "
Fontes: Sites oficiais

Discografia

Feel (2017)
























Appleton
Runnin Thru
Come Back Baby
Cruel Lovin’
Chasing A Ghost
Same As It Ever Was
From The Start
Hurricane Woman
Blaze Of Love
Some Nerve
Busman’s Holiday












terça-feira, 20 de junho de 2017

A GOTA SUSPENSA - PERDIDOS NO BAÚ DA HISTÓRIA (PARTE 17)


























Formada no final dos anos 70, esta banda brasileira teve vários músicos passando em sua formação, e um estilo que era focado no progressivo sinfônico, com alguns toques jazzísticos e folk.





















Aos poucos, foram adotando um estilo mais acessível, e acabaram entrando na onda new-wave do início dos anos 80. Sem, contudo, deixar de lado suas origens progressivas.




























Seu único disco, auto-intitulado, é um retrato disto. A banda, então, era composta por Virginie nos vocais, Yann Laouenan nos teclados, Alec Haiat nas guitarras, Dany Roland na bateria, e Marcel Zimberg nos sopros. A maioria das músicas do disco é puro pop new-wave típico da época (a foto do encarte, que pode ser vista acima, mostra também um visual neste estilo). As 3 únicas faixas progressivas, porém, são de uma qualidade tão grande que fizeram com que a banda se tornasse cultuada entre os admiradores do estilo. Ao ouvi-las, é difícil não se encantar.























Após este único disco, a banda mudou o nome para Metrô, e guinou definitivamente para o pop, conhecendo o sucesso no ano seguinte, como parte do boom do rock brasileiro dos anos 80. (Texto: Prog Brasil)

Discografia
A Gota Suspensa (1984)
























01. High Society
02. Convite ao Amor
03. Pourquoi
04. As Aventuras do Homem Arame
05. Voyage
06. A Gota
07. Sonho
08. Apocalipse
09. Lotus

quinta-feira, 8 de junho de 2017

PERFUME AZUL DO SOL - PERDIDOS NO BAÚ DA HISTÓRIA (PARTE 16)





























Grupo paulista formado por Ana (voz e piano), Benvindo (voz e violão), Jean(voz e guitarra) e Gil (bateria e vocal). Com visual hippie e psicodelia derivada de ritmos e instrumental regionais, gravaram um único álbum - Nascimento -, pelo selo Chantecler, em 1974. O baixista Pedrão, depois integrou o Som Nosso de Cada Dia, ao lado do ex-Íncríveis, Manito.
  
Perfume Azul do Sol é uma das muitas bandas de rock psicodélico setentonas que pouquíssima gente conhece. Nascimento, de 1974, é ao mesmo tempo sua obra prima e único disco. As dez faixas, algumas na voz e piano de Ana, violão do Benvindo, Jean na guitarra e Gil na bateria, tinham como temática a psicodelia, mas não abriam mão de uma mistura com instrumentos e estilos de música regional, como pode ser ouvido na faixa Abraço do Baião e também em Equilíbrio Total, tendo essa última todas as características do que foi chamado de "rock rural" na época em questão.






















Um dos lugares comuns em algumas faixas do disco é o conhecido pedal Fuzzbox, que para bom ouvinte, nunca falta nas bandas da década, sejam estrangeiras ou nacionais, e também harpejos e pequenos solos de guitarra.

As letras das músicas são simples, mas ao mesmo tempo profundas por conta da subjetividade dos símbolos, dando assim um ar de misticismo, tanto as letras como no som. A faixa que melhor expressa tal ideia é Canto Fundo, com seu baixo forte e longa introdução, nos conta uma estória marítima que podia muito bem ser contada por um pirata, tema também recorrente em outras bandas da época, a exemplo "O Pirata" da Ave Sangria e o álbum Pirata de 1979 da banda A Barca do Sol.

Fechando o disco tem a faixa A Ceia, que é possivelmente a descrição falada de um quadro famoso. A música tem duas atmosferas, a primeira bucólica, remete a tempos antigos com a ajuda da flauta e pouca percussão. Na segunda roncam guitarras em solos curtos, o baixo troveja e a bateria vai trotando até o fim da faixa.

Apesar dos pontos comuns, todas as bandas acrescentaram um pouco na história da psicodelia brasileira, e de maneira alguma a repetição de temas ou mesmo no que diz respeito a técnica e jeito de tocar, diminuem a qualidade do que foi criado. As semelhanças no mínimo contribuíram para marcar uma época fértil e lúdica musicalmente falando.

Bandas sententonas com Pontos comuns: Impacto Cinco, Pão com Manteiga, Os Lobos, Os Brazões, Som Imaginário, Rubinho e Mauro Asumpção, Liverpool, Módulo 1000, Som Nosso de Cada Dia e muitas outras se você queria ter vivido naquela época e seguir os pedaços de pão que elas deixaram pelo caminho. (Texto: Musiqualização).
Fonte: http://armazemdorocknacional.blogspot.com.br

Discografia

Perfume Azul do Sol - Nascimento (1974)
























01. 20000 Raios de Sol 
02. Sopro
03. Calça Velha
04. Deusa Sombria
05. O Abraço Do Baião
06. Equilíbrio Total
07. Nascimento
08. Pé De Ingazeira
09. Canto Fundo
10. A Ceia









sexta-feira, 2 de junho de 2017

MOTO PERPÉTUO & VÍMANA (HISTÓRIAS DO ROCK NACIONAL)

































Pra quem ainda acha que o rock nacional nasceu nos anos 80 ainda hoje, mesmo bombardeados por informações de tudo que é mídia, sem dúvida nenhuma, realmente podemos afirmar que o povo brasileiro não tem memória. Já se fazia rock aqui até antes da Jovem Guarda, mas nos anos 70, houve não só aqui mas, em grande parte do mundo, uma explosão de bandas fazendo o que chamamos de rock progressivo (Rock progressivo também abreviado por prog rock ou prog, é um subgênero do rock que surgiu no fim da década de 1960, na Inglaterra. Tornou-se muito popular na década de 1970 e ainda hoje possui muitos adeptos.) foi um verdadeiro Zeitgeist pós hippie. E alguns ícones da música pop nacional e da MPB também beberam desta fonte, influenciados em grande parte pelas bandas gringas como Yes, Genesis, Pink Floyd,  Emerson, Lake & Palmer, King Crimson e etc. Das figuras mais notórias do cenário nacional, duas bandas abrigaram hitmakers do pop nacional e do que chamam de BRrock dos anos 80, como Guilherme Arantes, Lulu Santos, Ritchie e Lobão, foram essas Moto Perpétuo e Vímana, bandas que hoje figuram nas listas de colecionadores do gênero e curiosos fãs de música como eu.

Moto Perpétuo





























Moto Perpétuo foi uma banda brasileira de rock progressivo dos anos 1970. Participaram da banda o cantor e compositor Guilherme Arantes (piano e vocais), Egydio Conde (guitarra solo e vocais), Diogenes Burani (percussão e vocais), Gerson Tatini (contra-baixo e vocais) e Cláudio Lucci (violões, violoncelo, guitarra e vocais).

A banda foi formada em 1973, quando Guilherme Arantes e Cláudio Lucci se conheceram na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. Logo convidaram Diógenes Burani, velho amigo de Arantes, e em seguida Gerson Tatini e Egydio Conde. A banda contou com o apoio do empresário Moracy do Val, que havia acabado de lançar o grupo Secos e Molhados, sucesso absoluto na época.


O Moto Perpétuo lançou, em 1974, um álbum homônimo pela gravadora Continental, notadamente influenciado pelo Clube da Esquina e por famosas bandas de rock progressivo como o Genesis e Yes - influências estas que, entre outras, se fariam sentir na primeira fase da carreira solo de Guilherme Arantes. Este álbum foi remasterizado e já pode ser encontrado em CD, graças ao trabalho de Charles Gavin, dos Titãs.

Em 1975, Guilherme Arantes segue para sua bem sucedida carreira solo, estourando nacionalmente em 1976 com o sucesso de "Meu Mundo e Nada Mais", trilha sonora da novela Anjo Mau da Rede Globo. O guitarrista Egydio Conde, por sua vez, foi integrar a banda "Som Nosso de Cada Dia".




















No entanto, as atividades do grupo não se encerrariam em 1975, já que, em 1981, três dos membros do Moto Perpétuo - Cláudio Lucci, Gerson Tatini e Diógenes Burani - voltariam a se reunir, desta vez para gravar o álbum São Quixote. A banda foi completada pela vocalista e violonista Monica Marsola. Houve ainda a participação especial de Guilherme Arantes tocando moog e piano em cinco faixas do LP, gravado pelo selo independente Lira Paulistana.
Fonte: Wikipédia

Músicos:

Guilherme Arantes - Teclado, Vocal
Egydio Conde - Guitarra, Volcal
Burani Diogenes - Percussão, Vocal
Gerson Tatini - Baixo, Vocal
Claudio Lucci - Violão, Cello, Guitarra e Vocal 

Diógenes Burani - Memorial

*10/02/1948
+14/04/2017

Hoje faleceu Diógenes Burani - maestro e multi-instrumentista. Tocou no Moto Perpétuo (com Guilherme Arantes) e no grupo O Bando. Gravou também com Gal Costa e Walter Franco.

Guilherme Arantes (nota no Facebook): 
Diógenes : um profundo respeito, é o que eu sinto. Saudades. Parte para o outro plano um dos amigos mais marcantes da minha vida, e se eu considerar o período seminal dos anos de 1971 até 1973, a figura mais influenciadora e imorredoura, sem a menor comparação - ninguém marcou mais a minha vida, e você pode até espernear aí de cima, mas o Universo sabe que eu fiz a mesma coisa na sua vida !  Devo tudo a você, mestre... Pra mim, estará sempre naquela pequena moto alemã, Zundapp, com seus cabelos de Easy Rider,suas idéias e seu espírito revolucionário e questionador. Eu, pouco mais que um adolescente, seguiria eternamente na "carona" do Diógenes, encantado com sua liberdade, com sua luta, com sua determinação e talento geniais, um músico e criador desses transformadores do mundo com seus delírios fundamentais. Meu querido irmão de tantos sonhos, de tantas tardes no seu apartamento ali no coração do Bexiga, com sua mãe querida, dona Santina, fazendo tudo para nos agradar. Você estudando a sua bateria monumental, incomparável, criando temas que jamais esquecí, ao violão, e mais tarde, se dedicando ao piano e teclados. Música, a sua Alma. Seu negócio no mundo sempre foi criar, criar, criar, com dignidade e sublime resiliência. Um guerreiro das causas mais elevadas e malucas que a nossa geração foi capaz de engendrar. Muitas delas, impossíveis, e por isso mesmo, indispensáveis para o Universo. Vai aqui meu respeito eterno por você : visionário. Paz e Iluminação. Não estou de luto. Estou com você, de luta.
Fonte:http://www.rockbrasileiro.net

Discografia

Moto Perpétuo (1974)


   





















01. Mal O Sol
02. Conto Contigo
03. Verde Vertente
04. Matinal
05. Três E Eu
06. Não Reclamo Da Chuva
07. Duas
08. Sobe
09. Seguir Viagem
10. Os Jardins
11. Turba







Vímana


























Vímana foi uma banda brasileira de rock progressivo da década de 1970 que passou por quatro fases distintas. Contou com Ritchie (vocal e flauta), Lulu Santos (vocal e guitarra), Luiz Paulo Simas (teclados), Lobão (bateria), e Fernando Gama (baixo). No final dos anos 1970, o Vímana chegou a ensaiar com o tecladista suíço Patrick Moraz (ex-Yes). A expulsão de Lulu Santos da banda por Moraz acabou por desfazer o grupo.






































História

Originalmente a banda contava com Luiz Paulo Simas (teclados) e Candinho (bateria), vindos da banda Módulo 1000, Lulu Santos (guitarra e vocais) e Fernando Gama (baixo), ex-membro do Veludo Elétrico . A banda realizava apresentações e os quatro trabalhavam como músicos de estúdio para outros artistas. Com a saída de Candinho, em 1975, Lobão e Ritchie entram para a banda , que tornaram-se a formação mais conhecida do Vimana. Com sucesso, a banda lançou, pela Som Livre, o compacto Zebra, além de ter gravado um LP inédito até hoje, arquivado na época com a alegação de não haver público para o rock no Brasil.





























Pouco depois, a banda conheceria depois Patrick Moraz (ex-Yes). O músico suíço pretendia montar um novo grupo, intitulado Patrick Moraz Band e formado pela maioria dos integrantes do Vímana, com exceção de Lulu Santos, a quem o tecladista desprezava. A expulsão de Lulu do Vímana por parte de Moraz ocasionou desentendimentos entre o ex-músico do Yes e os outros integrantes, dissolvendo a banda. Ritchie, Lobão e Lulu Santos se dedicaram a carreiras solo de grande sucesso no rock brasileiro dos anos 80. Patrick Moraz, por sua vez, se encontra em carreira solo, em trabalhos voltados para o piano.
Texto: Wikipédia



































































Integrantes:

Primeira Formação (1974-1975)

Lulu Santos (Vocal e Guitarra)
Luiz Paulo Simas (Teclados)
Fernando Gama (Baixo e Vocal)
Candinho (Bateria)

Segunda Formação (1975-1977)

Lulu Santos (Guitarra e Vocal)
Luiz Paulo Simas (Teclados e Vocal)
Fernando Gama (Baixo)
Ritchie (Vocal e Flauta)
Lobão (Bateria)

Terceira Formação (1977)

Lulu Santos (Guitarra e Vocal)
Luiz Paulo Simas (Teclados e Vocal)
Fernando Gama (Baixo)
Ritchie (Vocal e Flauta)
Lobão (Bateria)
Patrick Moraz (Teclados, Ex-Yes)

Quarta Formação (1977-1978)

Patrick Moraz (Teclados)
Luiz Paulo Simas (Teclados e Vocal)
Fernando Gama (Baixo)
Ritchie (Vocal e Flauta)
Lobão (Bateria)























Discografia

Zebra (1977) [EP]
























01. Zebra
02. Masquerade

On The Rocks (1977)
























01. Perguntas (Ao vivo no MAM)
02. Masquerade (Ao vivo no MAM)
03. On the rocks (Ao vivo no MAM)
04. Cada vez (Ao vivo no MAM)
05. Zebra (Estúdio)
06. Maya (Com Luiza Maria)
07. Lindo Blue (Com Walter Franco, Sergio Dias e Arnaldo Baptista)
08. Masquerade (Estúdio)
09. Avô do Jabor (Com Marília Pêra)
10. Perguntas (Ao vivo no Hollywood Rock 75)
11. Riacho do navio (Com Fagner)
12. Antonio Conselheiro (Com Fagner)



quinta-feira, 25 de maio de 2017

CHEIRO DE VIDA - PERDIDOS NO BAÚ DA HISTÓRIA (PARTE 15)

O Cheiro de Vida é composto por três grandes nomes da música instrumental do sul do Brasil: Alexandre Fonseca (bateria), André Gomes (baixo e sitar) e Carlos Martau (guitarra). Juntos formaram em 1978, em Porto Alegre, o lendário Cheiro de Vida, grupo instrumental de Jazz Fusion/Rock progressivo.

































Na década de 80 foram para o Rio de Janeiro e rapidamente chamaram a atenção de nomes famosos do cenário musical do Brasil e desenvolveram trabalhos com artistas como Diana Pequeno, Pepeu Gomes, Marina Lima, Djavan, Nico Assumpção, entre outros.





































Na Bagagem destes excelentes músicos, há muita hitória para contar: tours no exterior, participações especiais em estúdio e shows com vários artistas renomados, a fábrica de instrumentos de Martau... Como grupo, o Cheiro de Vida gravou dois álbuns históricos. 


























O primeiro, em 1984, contou com participações de Paulo Supekóvia, Pedro Tagliani, Renato Alscher e Augusto Licks.

























O segundo álbum ao vivo (1988) contou com Dudu Trentin que participou do grupo por um período. Atualmente separados, André, Martau e Alex continuam sendo músicos altamente requisitados em estúdios e em shows por todo o país. (Texto: BR-Instrumental)
Fonte: armazemdorocknacional.blogspot.com.br




Discografia


Cheiro de Vida (1984)
























01. Fechado Pra Balanço 
02. Asas Longas 
03. Entre Estrelas 
04. Tema do Bonder 
05. Crepúsculo 
06. HieronymusBosch 
07. Aí, Stanley! 
08. Ayisha 
09. Nosferatu 
10. O Bom Pastor

sexta-feira, 12 de maio de 2017

O ROCK INDEPENDENTE BRASILEIRO (PARTE 26)









Jude

























Você sabe que existe um clássico lançado por uma banda de rock quando bate o ouvido e você vê que houve um sentimento sincero e um trabalho apaixonado por trás de cada onda sonora das faixas que nosso ouvido é capaz de absorver; é quando você percebe que não se trata de apenas música, como se algo estivesse para acontecer em uníssono no momento em que as pessoas derem uma chance.

Este é o caso da Jude, que chega com seu álbum de estreia com uma qualidade absurda nos arranjos e uma proposta sonora outrora saudosa que é atualizada com uma nova geração de músicos experientes, o que faz a gente sentir saudade de um tempo em que nem éramos nascido. Com uma forte presença de influências de Beatles, Mutantes, Secos e Molhados, Ave Sangria, Som Nosso de Cada Dia, Clube da Esquina, Sá, Rodrix & Guarabyra, a banda, formada por Reuel Albuquerque (Morfina), Fernando Brasileiro e Alexander Campos (Ex-Necro), é recheada de tons psicodélicos e cordas notoriamente bem timbradas que se casam perfeitamente com uma melodia vocal doce – constituindo refrões memoráveis, temos aqui uma coleção de potenciais hits reunidos em uma verdadeira obra-prima do revival em plena Alagoas, um  puro diamante dilapidado e pronto para apreciação. A propósito, a terrinha tem um flerte bem sucedido com grupos musicais que se deleitam no legado de ouro do rock.

Não se sabe se a mística da coisa está na água nordestina (vide a façanha psicodélica dos pernambucanos da Ave Sangria, com seu disco lançado em 1974) ou se o fenômeno sonoro bateu forte aqui pra uma porção de jovens que nasceu bem depois da época em que tais sonoridades eclodiram; o curioso é que o revival na terra dos marechais passou a ter notoriedade nacional com a evidência alcançada pela Mopho, por seu primeiro disco nos anos 2000, onde se vê uma mistura do pop ”beatlemaníaco” com elementos de rock progressivo, com direito a elogios do ex-mutante Arnaldo Baptista, o quilate de ser considerado um dos melhores discos da década e o alcance nas paradas de rádio norte-americana. Tempos depois, em 2009, surge a Necro, capitaneada por uma nova geração de jovens que, conduzindo competentemente o bastão, atualizam o resgate de gêneros sonoros setentistas para uma nova leva de público ao passo que reconquista a memória dos mais ”old-school” com seu som mais sombrio e ”sabático”, fazendo turnê e encantando a cada apresentação ao vivo – entre as bandas nacionais. Mas se o descobrimento dessa fonte de artistas apaixonados vem com tais bandas que automaticamente se tornam referências para todo alagoano roqueiro de gosto refinado, a consolidação de Alagoas como berço da boa música da escola velha vem mesmo com as novidades que passam a existir, e nesse caso a Jude é a bola da vez.

A banda, que lançou timidamente seus dois singles Ainda que de Ouro e Metais e Vá Ser Feliz Como o Arnaldo Baptista no finalzinho do primeiro semestre andou trabalhando nos últimos meses no disco completo, que acaba de ser lançado de forma independente e com o apoio da gente aqui da Crooked. Cada música do disco homônimo possui canções diferentes que, entretanto, não saem da pretensão de manter raízes calcadas nas suas referências, sempre apontando para os idos da década de 60 e 70.

Produzido pela própria banda e turbinado com participações especiais de representantes dessa leva de artistas como João Paulo da Mopho, e Pedro Ivo da Necro, é de longe um dos discos – senão o disco do ano mesmo neste finalzinho de 2016! Seguindo com a bela arte de colagem para capa feita pelo nosso artista, Elizeu Salazar (a.k.a Lzu).

Recomendamos a audição repetida e sem limites da obra na íntegra! Todo sucesso e devido reconhecimento à Jude! (Texto: Crooked Tree Records)

Discografia

Ainda Que de Ouro e Metais (2016)






Reino Fungi





































Sabe quando você entra num daqueles brechós cheirando a mofo e naftalina, onde décadas se atravessam e se confundem em meio a roupas amareladas, máquinas de escrever enferrujadas, discos arranhados e vitrolas emperradas? E de repente você não sabe mais em que tempo está, até porque, hoje, a linha que separa o retro e o moderno é mais tênue do que acordos de paz no Oriente Médio? Pois bem, nesse lugar empoeirado, mas mágico e charmoso, o Reino Fungi poderia tranqüilamente passar tardes inteiras fazendo pano de fundo para os clientes que entram e saem. O quarteto de Joinville (SC) transpira a paixão pelos primórdios do rock'n'roll já no nome (Reino = domínio, lugar, ou campo em que alguém ou alguma coisa exerce poder absoluto; esfera, âmbito + Fungi = antigo, usual).

Coisa de quem cresceu ouvindo Beatles e a Jovem Guarda, e quando aprendeu a segurar um instrumento, decidiu que era aquele som que queria fazer - e tinha certeza de que os outros iriam gostar. Dito e feito. Com a juventude local já babando pelos ternos, pelas melodias e pela energia dos rapazes, a banda entrou em estúdio e na base do "1,2,3 gravando" registraram o primeiro (e auto-intitulado) CD, que saiu em 2004. Ouvindo músicas como "Misterioso Lugar", "Monte Crista", "Poesia com Amor" e "Casa de Mato", percebe-se que o tempo do Reino Fungi é mesmo outro - mais colorido, animado, natural, romântico, psicodélico. O segundo CD foi lançado em novembro de 2006. Reino Fungi e o Clube do Chá Dançante foi produzido pelo lendário Carlinhos Borba Gato e saiu pelo selo Allegro Discos, com distribuição da DI (grupo Trama). Além de novas pepitas retrô como "Clube do Lacinho", "Sinto" e "Vivo Só", o grupo providenciou três releituras de músicas da Jovem Guarda, entre elas a soberba "Você não serve pra mim", composição de Renato Barros que foi um dos grandes sucessos do Roberto Carlos no disco "Em Ritmo de Aventura" (1967).

Reino Fungi e o Clube do Chá Dançante fez mais do que consolidar o nome da banda no cenário catarinense. Além de ser indicado ao Prêmio TIM de Música 2008, o disco gerou dois clipes: "Verão do Amor", exibido pelo canal Multishow, recebeu indicação para o melhor clipe de bandas novas em 2006, enquanto que "Sinto" entrou na programação da MTV. Como que num sonho, a banda "reencontrou" seus ídolos em 2008. Primeiro, foi convidada para participar do projeto Tremendão, em homenagem ao Erasmo Carlos, para o qual gravaram a música "Meu Mar". Depois, integraram um tributo brasileiro aos 40 anos do Álbum Branco dos Beatles ao lado de pesos-pesados como Zé Ramalho, Zélia Duncan, Lobão, Flávio Venturini, Jerry Adriani, Marcio Greyck, Sylvinha Araújo, Pato Fú, Paulo Ricardo, Biquini Cavadão, Os Britos e Paulinho Moska. Para gravar o clássico "Mother Nature's Son", os rapazes foram a Belo Horizonte, onde fica o Estúdio Máquina, de propriedade do Skank. Durante a carreira, o Reino Fungi tem participado de diversos programas de televisão no sul e sudeste, com destaque para os programas Repórter Record (em agosto de 2005, cujo tema foi os 40 anos da Jovem Guarda), Jornal da MTV, Na Pilha (TV Com Floripa), Patrola (RBS Floripa), Papo Clipe (RBS Porto Alegre) e Radar (TVE Porto Alegre). (Texto: Last.fm)

Discografia

Reino Fungi (2004)
























E O Clube do Chá Dançante (2006)
























A Música Universal do Reino Fungi (2011)




































Vitrola Sintética





































O ano de 2015 está sendo especial para o Vitrola Sintética, formado por Felipe Antunes (voz e guitarra), Otávio Carvalho (baixo e programações) e Rodrigo Fuji (guitarra e piano). Em junho, a banda paulista lançou seu terceiro disco, “Sintético”, em turnê pela Espanha e Portugal. Em setembro, veio a feliz notícia de o grupo está indicada a duas categorias do Grammy Latino: Melhor Artista Revelação e Melhor Engenharia de Gravação. A premiação acontece no dia 19/11, em Las Vegas.

“Sintético” tem 11 canções inéditas e foi gravado entre janeiro de 2014 e janeiro de 2015 no estúdio Submarino Fantástico, em São Paulo, e contou com mixagem de Otávio Carvalho e masterização de Felipe Tichauer. O álbum traz diversas participações especiais: Maurício Pereira (voz e saxofone em “Minha Garota”), Bárbara Eugênia (voz em “Inconsciente Inconsistente”), Gustavo Ruiz (guitarra e violão em “Minha Garota”), Gui Calzavara (trompete em “Duvido Não Depois”), Pedro Mibielli (cordas em “Faz um Tempo”, “Beijo de Rimbaud”, “Mergulhar” e “Inconsciente Inconsistente”), Fê Stok (slide em “Deus Te Ouça”), e André Molinero (teclado em “Beijo de Rimbaud” e “Duvido Não Depois”).

A maioria das composições tem natureza rock – como nos outros trabalhos da banda, Expassos (2013) e a estreia em disco, Notícias (2009) - mas a sonoridade do grupo se expande com o uso de pianos, cordas e programações, fazendo a banda alcançar um sotaque próprio dentro do atual cenário da música brasileira. Há violência num rock direto de 2 minutos (“Etéreo”) e o requinte intimista de “Duvido Não Depois”, em convivência harmônica de timbres sintéticos e acústicos.

Destaque também para a poesia da banda, neste disco ainda mais madura e mais segura de sua mensagem. As letras – a maioria escritas por Felipe Antunes, embora o álbum conte também com criações de Otávio Carvalho (“Mergulhar”) e Felipe, Otávio, Rodrigo e Enzo Banzo, do Porcas Borboletas (“Não Vai Mudar”) - refletem sobre a eterna coabitação de dor e alegria que cada ser humano carrega em si, e nos sugerem, faixa a faixa, que a beleza está no movimento da busca por respostas, e talvez não na resposta em si.

Depois dos shows de lançamento na Europa, o grupo agora foca suas atenções no Brasil. Em outubro, a banda inicia turnê de apresentações em São Paulo e em cidades do interior. Neste shows, a banda apresenta ao público seu novo baterista, Kezo Nogueira.

Trajetória

A banda começou em 2006, mas o primeiro disco, “Notícias”, só chegou em 2009. Após shows nas casas de shows independentes de São Paulo, a banda gravou, em 2012, o segundo álbum, “Expassos”, que levou o grupo a se apresentar em espaços importantes da cidade, como Studio SP e Centro Cultural São Paulo. No final de 2013, o Vitrola cruzou a fronteira para uma turnê de 4 shows pela Argentina. O intercâmbio com as bandas locais, a ótima repercussão entre o público portenho e uma agenda de entrevistas para rádios e jornais fortaleceram os laços entre o Vitrola e a Argentina. A banda tem planos de voltar ao país em breve.

Discografia

Notícias (2009)
























Expassos (2013)





















Sintético (2015)







Mahmed

























O Mahmed vem mudando nossa perspectiva no que se refere a música instrumental e experimental de modo intrigante. Um quarteto de Natal com referências alternativas que roubou a atenção do público e imprensa nacional em 2015, com um álbum improvável e delicado, seguido de uma série de apresentações elogiadas pelo Brasil. Dois anos após o lançamento do EP de estréia "Domínio das Águas e dos Céus", lançaram pelo selo Balaclava Records o aclamado álbum "Sobre A Vida Em Comunidade".

O disco esteve presente em diversas listas de melhores do ano, com uma extensa turnê de divulgação, passando por festivais como Coquetel Molotov (Recife), DoSol e Mada (Natal), Mundo e Hacienda (João Pessoa), Picnik (Brasilia), Mimpi Film Fest (Rio de Janeiro) e Balaclava Fest #2 (São Paulo). Eleito um dos melhores shows no Dia Da Música 2015. Em 2016, o grupo já se apresentou no Festival Bananada em Goiânia e no prestigiado Primavera Sound em Barcelona, além de uma breve turnê pela Espanha.

O EP “Ciao, Inércia” é o material mais recente do grupo. As três faixas foram gravadas em março de 2016 no Cantilena (Natal/RN), estúdio do baterista e produtor Ian Medeiros. Mixado por Walter Nazário no estúdio Vovó em Natal. Masterizado por Arthur Joly no estúdio Reco-Master em São Paulo.

Composto nos intervalos de viagens da banda durante 2015, o EP transmite com leveza uma vida em câmera lenta, mas em constante movimento. As canções, curtas e diretas, trazem a sensação de liberdade na contramão de uma intensa rotina e a proximidade dos integrantes com a vida urbana. Por trás da música e da arte de "Ciao, Inércia" está a falta de gravidade e o desapego a um lugar fixo, o que trouxe uma sonoridade mais melancólica em relação aos lançamentos anteriores. (Texto: Balaclava Records)

Discografia

Domínio das Águas e dos Céus (2013) [EP]
























Sobre a Vida em Comunidade (2015)
























Ciao, Inércia (2016) [EP]