terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O CENTENÁRIO QUE FUGIU PELA JANELA E DESAPARECEU (DICA DE CINEMA)





















Pensem em Forrest Gump só que com 100 anos, foi este pensamento que me veio ao ver o filme sueco 'O Centenário Que Fugiu pela Janela e Desapareceu' neste fim de semana. Allan Karlsson o protagonista é um um senhor que no dia de seu aniversário de cem anos, resolve fugir literalmente pela janela do asilo de onde era um interno querido se envolvendo em grandes confusões. Baseado no romance best-seller de Jonas Jonasson, a história improvável de Allan karlsson, é divertida, emocionante e surreal. 

Como Forrest Gump, Allan karlsson sempre foi um homem atrapalhado. Apaixonado por explodir coisas desde a infância, que lhe renderia convites inesperados de grandes ditadores à cientistas do século XX. Com muita história pra contar, ainda mais com essa idade, muito mais do que o próprio Forrest poderia imaginar.  

Gosto de filmes que conseguem trazer leveza e humor para situações delicadas principalmente quando tratam de fatos históricos verídicos, diferente de Forrest Gump não há dramalhão em o 'O Centenário Que Fugiu pela Janela e Desapareceu' e sim muita ironia. Comédias de situação sempre são meus preferidos, e este filme é prazeroso do começo ao fim, ótimo para ver em família numa tarde de domingo, em vez do mais do mesmo da desesperadora TV dominical, disponível na Netflix. Mais um filme que eu recomendo neste meu humilde blog.


Sinopse

O Centenário Que Fugiu pela Janela e Desapareceu

Durante a sua longa existência, Allan Karlsson não só foi testemunha dos eventos mais marcantes do séc. XX, como foi parte integrante de alguns deles. Hoje está num lar de idosos e sente-se inconformado com a vida que lhe foi imposta. No dia em que cumpre o seu 100.º aniversário, resolve escapar da festa que lhe prepararam e desaparecer. Veste a sua melhor roupa, sai pela janela do quarto e segue em direcção ao mundo, decidido a usufruir do tempo que lhe resta, longe da monotonia daquele lugar. Sem qualquer plano em mente ou desejo particular, o velho senhor apenas sabe uma coisa: vai fazer o que lhe manda o seu coração aventureiro e não o que lhe ditam todos os que julgam saber o que é melhor para si. A aventura da sua vida começa verdadeiramente quando, na paragem do autocarro que o levaria para fora dali, Allan pega inadvertidamente numa mala cheia de dinheiro roubado. De mala e bengala na mão, o ancião transforma-se no alvo de um perigoso gang que não olha a meios para recuperar o que é seu. Mas, apesar do seu século de vida, Allan Karlsson não é propriamente uma vítima indefesa...
Escrito e realizado por Felix Herngren, uma comédia romântica sobre recomeços que adapta o "best-seller" internacional escrito, em 2009, pelo jornalista sueco Jonas Jonasson.

Título original: The 100 Years Old Man Who Climbed
De: Felix Herngren
Com: Robert Gustafsson, Iwar Wiklander, David Wiberg
Gênero: Comédia, Aventura
Classificação: M/12
Outros dados: SUE/Croácia, 2013, Cores, 114 min.  

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

FILOSOFIA PARA CORAJOSOS - PENSE COM A PRÓPRIA CABEÇA - LUIZ FELIPE PONDÉ (DICA DE LIVRO)






































Em "Filosofia para Corajosos" de Luiz Felipe Pondé, o que me chamou mais a atenção logo de cara quando peguei o livro para ler, foi seu subtítulo: "Pense com a Própria Cabeça". Onde ele usa como exemplo a linguagem de Friedrich Nietzsche, onde pensar com sua própria cabeça ou fazer história da filosofia vista pelos seus próprios olhos é 'aprender a falar sua própria língua'. E fazer isso não é tarefa para covardes. É necessário ter coragem para dizer o que se pensa. Ainda mais no mundo contemporâneo cheio de patrulhamentos ambidestros, do politicamente correto e do hedonismo narcisista exagerado.

'Pensar com a própria cabeça' vem sendo um exercício mental em minha vida, lógico que ter pensamentos originais é quase impossível nos dias atuais, então não tirar conclusões apressadas sobre qualquer assunto, faz parte deste exercício diário. Mudanças significativas aconteceram em minha vida por conta disso. 

O que mais me identifico em Pondé é sua honestidade intelectual e sua linguagem simples ao tratar da complexidade da História da Filosofia, é bom saber que além de mim, existe alguém, neste caso um pensador de notoriedade, que reafirme posições os quais em sua maioria conclui sozinho, acerca do mundo em minha volta. 

Quando penso em 'Pensar com a própria Cabeça', lembro logo das discussões sobre política de Facebook, o quanto somos idiotas ao tratar opiniões contrárias as nossas, penso sobre comportamento humano, e o quanto de gente vazia e de cabeça oca existem por aí opinando sobre tudo, quase sempre sentimentalmente, rara as exceções do uso da razão e de bons argumentos e conteúdo, repetindo e repetindo clichês, dando Ctrl + C e Ctrl + V  mental ou literalmente de tudo o que outros dizem, tudo bem se lhes faltam repertório, neste caso ouçam e leiam mais, antes de falarem ou escreverem seus textões. Vivemos uma era de ressentidos, já falei sobre isso, onde as pessoas são extremamente sensíveis e cheias de direitos, aos pensadores honestos intelectualmente que não tem medo de pisarem em ovos para tratar de assuntos desagradáveis, eis um livro ótimo para refletir e nos dar mais coragem, que eu mais do que recomendo, um ótimo livro para deixar na cabeceira de nossas camas, para nos lembrar em 'pensar com nossas próprias cabeças' e que a 'Filosofia' ainda é a maneira mais prazerosa de se fazer isso.

Sinopse

O objetivo deste livro é ajudar o leitor a pensar com a sua própria cabeça. Para tal, o filósofo e escritor Luiz Felipe Pondé, autor de vários best-sellers, se apoia na história da filosofia para apresentar argumentos para quem quer discutir todo e qualquer tipo de assunto com embasamento. Afinal, os grandes filósofos estudaram, pensaram e escreveram sobre os temas essenciais com os quais ainda lidamos no mundo contemporâneo. O livro está dividido em três partes: "Uma filosofia em primeira pessoa", onde o autor conta como ele entende a filosofia; "Grandes tópicos da filosofia ao longo do tempo", que traz um repertório básico dos temas que todo mundo precisa conhecer mais a fundo; e "Por que acho o mundo contemporâneo ridículo?", uma análise ferina da sociedade atual.      
 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

SERENO

O oculto desnudo
desvendado
absoluto

O recluso sai à luz
das sombras
respira

flutua
entre os pensamentos
tão novos

O intruso
se desvencilha
é vencido

a estrada 
se deteriora
e é recapada

a tristeza
escapa
restam só determinação

os cabelos embranquecem
a mente já cansada se reinventa
se alivia 

na fonte
da qual bebemos da água
sagrada de sabedoria!

Olhos que já não nos notam
nos dão segurança
passamos despercebidos

o fracasso é tão raso
basta voltar a ficar em pé
e então não se afogar mais

esquecemos dos delírios
dos velhos vícios
a serenidade é um senhor de idade 
que quase tudo sabe!

2017

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O ROCK INDEPENDENTE BRASILEIRO (PARTE 25)











Entrando um novo ano e dando continuidade em uma série, que venho publicando já por alguns anos, uma forma de incentivar uma cena nacional de música independente, que vem crescendo cada vez mais, sempre em total evolução artística e sonora, provando que o rock brasileiro não deve nada para o rock gringo, em muitas vezes por conta de sua enorme diversidade, até soa muito mais interessante e original do que tudo o que está sendo feito lá fora, apesar das grandes dificuldades econômicas, políticas e culturais que enfrentamos cá, nestas terras tupiniquim. A arte aflora meio como um grito de resistência, provando que existem cabeças pensantes, onde os holofotes da grande mídia teimam em não iluminar, provando que enquanto teimam ignorar um fenômeno real e contemporâneo, vão perdendo em público e vão sendo ultrapassados por novas mídias, muito mais democráticas e atentas aos sinais do tempo. Abrindo 2017 com mais quatro grandes nomes do cenário nacional independente: The Galo Power, Quarto Negro, Rapha Moraes & The Mentes e Necro. Um feliz ano novo e uma ótima leitura. 


The Galo Power

























The Galo Power é um quarteto goiano de rock clássico autoral formado em 2007 em Goiânia/GO.

Após tocarem em algumas edições do grandioso Goiânia Noise Festival(2011, 2012, 2013 e 2014), Festival Vaca Amarela (2014) Porão do Rock 2013 em Brasília, e participarem da tour Rock na Estrada, projeto da sua gravadora Monstro Discos, esses garotos atrasados no tempo têm ajudado a construir um movimento, ou melhor, a ressuscitar fragmentos do velho rock n' roll clássico setentista através de um movimento antropofágico, um canibalismo musical com toda a velha guarda do rock que acabou constituindo o som da The Galo Power.

Recentemente foram premiados na categoria "música" no Festival Juriti de música e poesia encenada com a canção regionalista "Ser Estelar".

Saudositas amantes de bandas como Grand Funk Railroad, Cream, Deep Purple, Black Sabbath, The Who, Ten Years After, Radio Moscow, dentre outros petardos, se deliciarão com a massa sonora produzida pela banda, que além do clássico bateria-baixo-guitarra, conta com um potente órgão para criar a atmosfera setentista! Lisergia, peso e blues no talo!! Além de vocais poderosíssimos, que fazem remeter ao bom e velho Creedence, a banda conta com dois vocais de apoio, dando ainda mais cor às canções, todas compostas pela banda, que conta com fortes composições próprias!


























A banda já possui um primeiro álbum, o "Ancient Rise", que contava também com o vocal de Salma Jô (hoje "Carne Doce"). Com outra formação, um novo álbum, o "Lysergic Groove", lançado em 2013 pelo selo Monstro Discos, foi produzido e gravado na Gravadora Jardim Elétrico em Farroupilha - RS ao estilo clássico: ao vivo, válvulas, rolos de fita e frio dos ventos do sul. 

O "Lysergic Groove" tem recebido destaque na cena roqueira brasileira, sendo comentado por blogueiros de todo o país.

Integrantes

Evandro Galo - Bateria
Bruno Galo - Guitarra solo/Violão/Voz
Rodolpho Gomes - Baixo/Viola/Voz
Thomas Heckmann - Órgão/Piano Elétrico/Guitarra base/Voz
Fonte: http://thegalopoweroficial.tnb.art.br/ (Site oficial)

Discografia

Lysergic Groove - 2013

       






















Waterland - 2016





























Quarto Negro

























O duo Eduardo Praça e Thiago Klein formaram o Quarto Negro em 2009 e desde então lançaram dois EPs e o aclamado álbum "Desconocidos", gravado em Barcelona, Espanha. Após ser considerado pela imprensa brasileira como um dos melhores discos do ano de 2011, a banda decidiu realizar uma turnê pelo Brasil e se distanciar por um tempo dos estúdios. Em 2013, começaram a trabalhar em "Amor Violento", álbum que terá seu lançamento no primeiro semestre de 2015 com o documentário PDX-GRU, que mostra filmagens da gravação da dupla num estúdio em Portland e diversas bandas da cena da cidade americana.






















A gravação levou cerca de um mês e conta com participações especiais de Benjamin Weikel da banda The Helio Sequence (Sub Pop) na bateria, Justin Harris da Menomena no baixo, além da ajuda de Kathy Foster dos Thermals. A sonoridade do novo trabalho remete a artistas como Grizzly Bear e Wilco, um trabalho sônico, com bastante brilho e consistência. Em junho de 2015, realizaram uma turnê pela costa oeste dos Estados Unidos com a banda The Helio Sequence, se apresentando em importantes clubes e uma sessão ao vivo na clássica rádio KEXP de Seattle. 
Fonte: http://www.balaclavarecords.com/

Discografia

Desconocidos - 2011
























Amor Violento - 2015

































Rapha Moraes & The Mentes 





















Rapha Moraes é, literalmente, um novo cara. Ator, músico, ex-membro das bandas Nuvens e Poléxia, produtor de trilhas e muito bom de prosa, o cantor curitibano se renovou após a assertiva turnê do disco La Buena Onda e resolveu acelerar suas músicas. Assim, meio que apadrinhado e nomeado pelo eterno Mutantes Arnaldo Baptista, o cantor agora atende por Rapha Moraes & The Mentes.

Essa nova fase do músico foca em voltar a sua origem mais rock, mais primal, tentando buscar uma desconexão da urgência do concreto e indo de encontro com o a natureza do homem e seu eu mais interior. Ao lado de Allan Yokohama (guitarra, violão e produção do disco), Amandio Galvão (guitarra), Juninho Júnior (bateria) e Marcos Nascimento (baixo e percussão), Rapha (baixo) agora prepara para lançar seu segundo disco solo, chamado de Corações de Cavalo.













O lançamento deve vir em junho, mas antes o músico já mostrou dois singles: “Adeus”, que marca a sua despedida da loucura dos prédios e dos grandes centros, e agora acaba de mostrar o vídeo de “Natureza Selvagem”, onde marca o reencontro com a mata, a lama e o real.

“Natureza Selvagem” leva alguma influencia do livro de nome semelhante de Jon Krakauer e da adaptação do cinema feita por Sean Penn em 2007. O vídeo, assim como o disco, foi todo gravado na região de São Luiz do Purunã, pacato bairro há 50km de Curitiba baseado em sítios, fazendas, ar puro e muito contato com a natureza.

Ambos os registros levam imagens captadas por Fernando Hideki, com figurino de Trí de Almeida e edição do próprio Rapha Moraes. O lançamento do disco ocorrerá em cd e digital pelo selo For The Records, com shows em São Paulo e Curitiba no lançamento, seguido por turnê nacional.
Fonte: http://www.rockinpress.com.br/

Discografia

Corações de Cavalo - 2016






























Necro

























Necro é um trio alagoano em atividade desde 2009. Suas influencias passeiam entre o hard rock dos 70's, a psicodelia e o rock progressivo. Na bagagem, dois discos e um EP lançados pelo selo norte americano Hydro-Phonic Records, um CD pelo selo paulista Baratos Afins e diversas apresentações no nordeste e no sudeste. Atualmente a banda lançou seu novo álbum "Adiante" em 2016, seu segundo álbum com o nome de Necro. Na bagagem, dois discos lançados pelo selo norte americano Hydro-Phonic Records (ainda como 'Necronomicon') com letras em inglês e diversas apresentações em Alagoas, Sergipe, Paraíba e São Paulo. 






















"Um dos mais relevantes power trios da região Nordeste, a banda alagoana Necronomicon, acaba de mudar de nome. Agora, para evitar questões burocráticas no futuro ou ainda confusões semânticas, eles se chamarão NECRO. Que assim, então, seja!

Em 2009, o grupo de Doom/Occult Rock emergia em meio a uma cena um pouco esquecida na capital de Alagoas, Maceió. Olhares de fora, na verdade, foram bem mais solícitos.

A Necro já possui dois álbuns gravados e lançados pelo selo estadunidense Hydro-Phonic Records, sendo o último de 2012, o ótimo “The Queen of Death”, em formato vinil.

Com influências que vão desde CAPTAIN BEYOND, ATOMIC ROOSTER, EMERSON, LAKE & PALMER e BLACK SABBATH até OS MUTANTES e JOELHO DE PORCO, Pedro Ivo Araújo (vocais e baixo), Lillian Lessa (guitarras e vocais) e Thiago Alef (baquetas) mesclam virtuosismo e simplicidade de forma genuína".
Fonte: http://whiplash.net/


Membros
Lillian Lessa (baixo, guitarra, voz)
Pedro Ivo Salvador (guitarra, baixo, voz)
Thiago Alef (bateria)

Cidade natal
Maceio, Brasil

Gravadora
Hydro-Phonic Records / Baratos Afins

Discografia

The Queen of Death - 2012
























Adiante - 2016
































quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

SOUL CONTEMPORÂNEO (PARTE 4) - INA FORSMAN - MAIS UM GRANDE NOME DO ESTILO NA ATUALIDADE























Ina Forsman é uma cantora de Rhythm Blues e Soul finlandesa, que lançou seu álbum de estreia agora em 2016. O arsenal de Ina, conta com a força do soul-blues de grandes canções sobre dissolução e da redenção. Ao crescer em Helsinque, na Finlândia, ela sempre esperava que ela tomasse o seu lugar.

"Eu tinha seis anos quando eu disse pela primeira vez em voz alta que eu queria ser uma cantora. Minhas influências remontam ao tempo em que minha tia me deu meu primeiro álbum de Christina Aguilera, quando eu tinha sete anos. Para mim, um grande cantor é alguém que tem poder em sua voz e não tem medo de usá-lo, em todas as suas cores e tons".

No entanto, o álbum de estréia de Ina vai muito mais longe do que uma caixa de voz dada por Deus. Estas onze canções falam de uma artista que vive e respira o blues, desde a idade de dezessete, recebeu orientação no gênero da lenda harmônica finlandesa Helge Tallqvist. "Helge foi a primeira pessoa que introduziu o blues para mim", ela lembra. "Ele me levou ao estúdio e juntou a nossa banda. Não há palavras suficientes para descrever o quanto eu aprendi com ele. Tanto sobre música, mas também sobre organizar shows, fazer a papelada chata, e vida em geral. "



































Talvez a lição mais crucial que Ina tirou de seu mentor era que a música tem que ser uma expressão pessoal. Como tal, enquanto suas primeiras setlists dependiam de covers, para seu álbum de estréia, ela escreveu todas as letras,  "Para mim", ressalta Ina, "é muito importante soar original. Não há outra maneira para mim, do que escrever as músicas sozinha. Eu tenho uma história e ninguém mais pode dizer isso como eu.

"Todas as músicas são sobre o amor e seus altos e baixos", acrescenta. "Eles têm uma história por trás deles e são muito pessoais para mim, embora alguns sejam mais graves e mais profundos do que outros. Por exemplo, a música "Pretty Messed Up" é uma última carta de amor para meu ex-namorado, e "Bubbly Kisses" é sobre sexo bêbada.


























Quanto à direção musical, não havia limites. "Quando eu comecei a procurar inspiração para este álbum, eu procurei por música nova em todos os lugares. Eu fui para lojas de discos, no YouTube, Spotify, em todos os lugares possíveis onde eu poderia encontrar algo que eu não ouvi antes. Principalmente, escutei discos de soul e blues - artistas como Donny Hathaway, Aretha Franklin e Sam Cooke - então essa idéia de um álbum de blues se transformou em um álbum de soul / blues. Principalmente, ele só saiu dessa forma, sem muito planejamento ou tentando obter uma vibração específica. "






















Quando chegou às sessões do álbum, Ina também olhou para a América, especificamente em Wire Recording em Austin, Texas, onde sua banda incluía Laura Chavez e Derek O'Brien (guitarras), Nick Connolly (piano / órgão), Russell Jackson (baixo) E Tommy Taylor (bateria) - além de harpa do convidado Helge Tallqvist e o Sax de The Texas Horns, liderada pelo produtor/saxofonista Mark 'Kaz' Kazanoff. "Fiquei tão feliz o tempo todo", lembra-se. "A semana que passei em Austin vai ser a minha memória favorita por um longo tempo. Eu trabalhei com muita gente incrível e talentosa, em uma linda cidade do outro lado do planeta, de onde eu moro. Um tempo atrás, eu não me atrevia nem sonhar com algo assim. Trabalhamos muito, e depois de cada dia eu estava mais cansada - mas também mais animada para voltar ao estúdio."


























Você pode ouvir a alegria nos resultados. Numa época em que a maioria dos álbuns de blues são dominados pela guitarra, a estréia de Ina realmente oscila, evocando uma brassy sessão soul-blues de uma época passada, mas imbuída com a atitude moderna da cantora. "Todas as minhas canções favoritas sempre tiveram piano ou sax sobre elas", ela diz sobre a instrumentação variada. "O piano e o saxofone são os meus instrumentos preferidos, por isso ficou óbvio desde o início."






















Com um clássico álbum de estréia em seu bolso traseiro e grandes planos de turnê internacional em andamento, muitos estão inclinando Ina Forsman como a artista inovadora de 2016. Quanto à própria cantora, ela prefere ignorar as previsões, viver no momento e deixar sua criatividade tomar a liderança.
Fonte: www.inaforsman.com (Site oficial)

Discografia

Ina Forsman – Ina Forsman (2016)
























Faixas do álbum:
1. Hanging Loose
2. Pretty  Messed-up
3. Bubbly Kisses
4. Farewell
5. Don’t hurt me now
6. Talk To Me
7. Now You Want Me Back
8. Devil May Dance Tonight
9. Before You Go Home
10. No Room For Love
11. I Want a Little Sugar in my Bowl








sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

JONNATA DOLL E OS GAROTOS SOLVENTES - CROCODILO - LANÇAMENTOS DO ANO 3 - O ROCK INDEPENDENTE BRASILEIRO (PARTE 24)


































O melhor do pós-punk nacional voltou na figura de Jonnata Doll e os Garotos Solventes, embalado com a velha estética Junkie Nova-iorquino de Andy Warhol e do Velvet Underground, mais o Glam dos 70 de T. Rex e David Bowie, com uma pegada punk do The Stooges e aquela sonoridade oitentista, mas com uma boa produção, ajudando a banda soar contemporâneo em vez de datada. Lançam seu mais novo álbum "Crocodilo", provando mais uma vez a força da nova cena independente nacional. 

Eu já falei dos caras aqui neste blog e nesta série de posts dedicados ao Rock Independente, Jonnata Doll é realmente um frontman/bandleader que toma a cena, além de um bom letrista; um misto de Jim Morrison, Iggy Pop e Lou Reed cearense. O som da banda é urbano, cinzento que nada combina com o sol do Ceará, porém é um fruto de nosso país tão misturado. 

Gostei do álbum, apesar de ainda preferir o seu debut, mas é nítida a evolução de um para o outro, contando com participações especiais de Dado Villa-Lobos e Fernando Catatau, sem dúvida este é um dos grandes lançamentos deste ano. Desta vez não farei minha resenha de faixa a faixa e sim replicar uma ótima resenha de Mauro Ferreira do site g1.globo.com











'Crocodilo' expõe garras ainda afiadas de Jonnata Doll e Garotos Solventes
Domingo, 06/11/2016, às 14:25, por Mauro Ferreira

É difícil ouvir Táxi (Jonnata Doll), sétima das 12 músicas do terceiro álbum da banda cearense Jonnata Doll e os Garotos Solventes, sem pensar no som da banda norte-americana The Stooges. Mas Táxi roda também em trajeto contemporâneo, guiado pelos ruídos dos sintetizadores programados por Kassin e Yuri Kalil, produtores de Crocodilo (EAEO Records), o álbum lançado neste mês de novembro de 2016 por esta banda protopunk formada em Fortaleza (CE), em 2010, na sequência da dissolvência da Kohbaia, a banda mantida por Doll de 1997 até 2009 nos subterrâneos que abrigam o rock independente feito no Brasil às margens do mercado fonográfico, atualmente refratário ao gênero.

Engenheiro de som ligado ao grupo conterrâneo Cidadão Instigado, Yuri já havia produzido o primeiro álbum do grupo, Jonnata Doll e os Garotos Solventes (2014), lançado há dois anos e sucedido por Jonatta Doll e os Garotos Solventes ao vivo, disco gravado em estúdio como se fosse ao vivo, em 2015, e lançado em agosto deste ano de 2016 com repertório no qual já apareciam músicas como Crocodilo (Jonatta Doll e Slean) e a junkie  Por uma dose de amor (Jonatta Doll e Slean). Escorado no tripé básico de sexo, drogas e rock'n'roll punk, o primeiro álbum da banda já revelara um cantor e compositor de emoções e vícios reais.

Sempre apontado como espécie de Iggy Pop tupiniquim, Doll tem o talento confirmado neste terceiro álbum da discografia da banda da qual é a alma, o corpo (já menos esquelético) e o mentor. Crocodilo é disco nascido de fase em que Doll tem procurado limpar esse corpo e essa alma das bad trips causadas pelo vício em drogas e pelo suicídio do tecladista John Jonas no quintal da casa em que os Garotos Solventes curtiam a vida adoidado – casa, aliás, batizada de funhouse em referência explícita ao QG dos Stooges.

O som de Crocodilo resulta de fato mais limpo e calmo em baladas como Quem é que precisa (composta por Jonnata Doll com Biagio Pecorelli, diretor da companhia de teatro A Motosserra Perfumada, e conduzida pela levada do violão de Doll na gravação aditivada com overdubs da guitarra e do violão do amigo legionário Dado Villa-Lobos), Já entendi (a melhor dentre as canções menos selvagens) e Drama e terror (balada irônica formatada com o violão de Doll e o baixo de Kassin).

Contudo, ao reciclar Cheira cola, rock punk registrado pela extinta banda Kohbaia em demo de 2003, Doll reacende em Crocodilo com os Garotos Solventes – Edson Van Gogh (guitarra), Léo Breedlove (guitarra), Marcelo Denisdead (bateria) e Saulo Raphael (baixo) – a chama que parece prestes a ser reativada ao simples toque de temas do passado musical e existencial do vocalista, compositor, guitarrista e líder do quinteto. Chama também reacesa em Cigano solvente (Jonnata Doll) com o toque da guitarra instigante do cidadão Fernando Catatau.
















No todo, o álbum Crocodilo pode até soar menos ardente, selvagem e sujo do que o antecessor, por conta das baladas, mas preserva as emoções reais de Doll em músicas como Apesar de você ter tesão pela vida – rock de suingue boogie que evoca o som glam da banda inglesa T. Rex – e Gary, rock sobre o cara que nunca consegue mais do que ser amigo da mulher amada e desejada (Gary, no dicionário particular dos Garotos Solventes, é o termo que designa caras do tipo).

Já Swing de fogo (Jonnata Doll) evoca na introdução o som smithiano da fase mais calma da Legião Urbana. A propósito, Doll ampliou a projeção no universo pop brasileiro ao participar, como um dos vocalistas convidados, do show comemorativo dos 30 anos de lançamento do primeiro álbum da banda brasiliense, criada em berço punk.

Entre o presente e o passado (ressuscitado em Ruth, rock feito por Doll em tributo a uma ex-namorada de espírito tão punk quanto o dele), Crocodilo mostra as garras (ainda) afiadas de banda selvagem à procura da lei hedonista do prazer. Jonnata Doll é o cara dessa banda! (Cotação: * * * *) Texto de Mauro Ferreira

(Crédito da imagem: capa do álbum Crocodilo, da banda Jonnata Doll e os Garotos Selvagens. Projeto gráfico de Renan Costa Lima)
Fonte: http://g1.globo.com/musica

   










terça-feira, 6 de dezembro de 2016

SOUL CONTEMPORÂNEO (PARTE 3) - MAIS TRÊS GRANDES NOMES DO ESTILO NA ATUALIDADE






































Durand Jones And The Indications























Durand Jones And The Indications é uma banda de soul e R&B, liderada por Durand Jones. Agora em 2016 eles lançaram o homônimo disco Durand Jones And The Indications.

Existem certos tipos de música que exigem longas introduções, a fim de identificar as várias camadas de gênero e influência embalados nele. E depois há outros, como "Smile", de Durand Jones & The Indicações, que são simplesmente e imediatamente reconhecível por aquilo que são.

A canção, que será instantaneamente atraente para os fãs dos gostos de Charles Bradley e Leon Bridges é a essência do rock and roll com alma.
















O primeiro lançamento de Durand Jones dá muito prazer de ouvir, tornou-se instantaneamente um dos meus preferidos no meu catálogo musical. Durand Jones juntou-se com Aaron Frazer (bateria) e Blake Rhein (guitarra) e despertou uma besta com alma, o grupo The Indications. O álbum é lindamente produzido, principalmente por ter sido gravado em linha a fita de um porão em Indiana, e inundado o disco com ótimos arranjos de guitarra Funk e um som perfeitamente colocado, como se hovessem almofadas no órgão. Mesmo com toda essa grande música que The Indications tem para oferecer, Jones absolutamente domina as músicas com sua voz poderosa, com alma e em constante evolução. Por Luke O Neil
Fonte: http://bullettmedia.com/article/durand-jones-the-indications-are-soulful-perfection-on-smile/

Discografia

Durand Jones & The Indications - (2016)






























The Marcus King Band





































Marcus King’s é um jovem e talentoso músico americano, que em 2015 lançou seu primeiro álbum. Som crivado no southern, soul e blues rock.

Compositor, Guitarrista, Cantor e Bandleader. Com apenas 20 anos de idade, Marcus King's possui uma deslumbrante habilidade musical, evidente em todo trabalho da Marcus King Band, o jovem fenômeno lançou seu segundo LP e primeiro para Fantasy Records. Operando dentro da marca ardente de música de raízes americanas, que Marcus chama de "rock sulista psicodélico influenciado pelo Soul", o álbum destaca os vocais lindos, ásperos de King, o trabalho de guitarra e canções sinceras em meio a um grupo de músicos magistrados que, juntos, vão se tornando um dos mais procurados do país para apresentações ao vivo.


























Formado em Greenville, Carolina do Sul, King foi criado no blues, apresentando-se como um sideman pré-adolescente com seu pai-bluesman Marvin King, que era filho de um guitarrista regionalmente conhecido - antes de sair sozinho. 

Indo para além das texturas sonoras de seu aclamado álbum de estreia em 2015, Soul Insight; O Marcus King Band amplia seu som, tocando em tudo, desde funk, R&B a Southern Rock. Sua banda entra também em ação, empilhando as músicas com explosões de riffs pantanosos, uma seção rítmica entrosada e um órgão que gira. King salta entre vários instrumentos, tocando com maestria guitarra elétrica e acústica - assim como pedal e lap steel - cantando cada faixa com sua voz soul, incendiária.
Fonte: Site Oficial

Discografia

Soul Insight - (2015)
























The Marcus King Band - (2016)































Hannah Williams & The Tastemakers

























Hannah Williams & The Tastemakers é uma banda de funk e soul music, liderada pela talentosa Hannah Williams. Seu álbum de estreia "A Hill Of Feathers" recebeu elogios de Sharon Jones e Charles Bradley.

Hannah Williams é uma cantora soul de voz rasgada que canta com alma, amor, luxúria. Ela é acompanhada por uma excelente banda, os melhores músicos que o Reino Unido tem para oferecer. Após o sucesso do álbum de estreia "A Hill of Feathers" em 2012, a banda foi catapultada em toda a Europa, capturando os corações de todos aqueeles que os conheciam. Ao longo do caminho eles tocaram e receberam elogios de Sharon Jones & The Dap Reis, Cat Power, Charles Bradley, Giles Peterson e Craig Charles. Com o apoio de sua banda, Hannah fez várias viagens à Europa para encabeçar festivais e impressionou o público com performances notáveis ​​em Shambala, Lambeth Country Show e duas apresentações consecutivas no Larmer Tree, e também no lendário Jools Holland.


























Desde o lançamento de "A Hill of Feathers", a banda tem tido uma grande demanda de shows em toda a Europa, públicos na França, Espanha, Itália, Alemanha e Grécia. Com o álbum de estúdio da banda transformado em um show ao vivo, eles se apresentaram em locais notáveis ​​como Mojo Club em Hamburgo, The Paper Club em Tenerife e Fuzz Club em Atenas. Todos os quais foram repleto de soul, com amantes do gênero, que ficaram atordoados e literalmente chorando por mais! Eles fizeram uma breve pausa em 2013 e voltaram ao cenário em 2014. Desde que voltaram à cena, Hannah e seu novo coletivo de Bristol apareceram em lugares tão prestigiosos como o Cartagena Jazz Festival, o Mostly Jazz Festival, Kafe Antzokia e Circolo Magnolia . Além disso, eles venderam 3 shows no lendário Pizza Express Jazz Club em Londres (um em janeiro de 2015 e dois em janeiro de 2016). Além de vender várias noites de Craig Charles Funk & Soul ao redor do Reino Unido. O mais importante entretanto, a banda esteve no estúdio para trabalhar no seu segundo álbum.
Fonte: http://www.recordkicks.com/

Discografia

A Hill of Feathers (2012)