sexta-feira, 21 de abril de 2017

MISS SHARON JONES! (DICA DE CINEMA)






































Já faz algum tempo, eu vi que estava disponível na Netflix o documentário 'Miss Sharon Jones!', só que não tinha tido coragem de assistir até agora. O filme conta a vida e a batalha da cantora de Soul contra um câncer, doença essa que ela venceu duas vezes, mas que infelizmente, num último Round, a doença a venceu. E então essa espécie de James Brown de saias, nos deixou precocemente em 18 de novembro de 2016, deixando órfãos uma legião de fãs em todo mundo, me incluo nessa. 

Eu sempre gostei do estilo soul, de Jackson Five à James Brown, mas confesso que entre curtir o som e se tornar fã do estilo levou um tempo, até porquê sou criado ao som do rock and roll. Porém são estilos que possuem as mesmas raízes: a rica música negra. Como ouvir Jazz, Blues, rock and roll e não ouvir o legítimo Funk/Soul? Impossível. 

Foi a partir de 2013 pra cá, com grande influência de meu amigo/irmão Romeu, que fui visgado pelo som da 'Alma', e sem dúvida nenhuma nomes como o de 'Sharon Jones and the Dap-Kings' assim como outros contemporâneos do gênero, como 'Charles Bradley', foram fundamentais para o ressurgimento do estilo. Minto, se tem um nome responsável por todo este Revival, este nome é o de: 'Amy Winehouse', não só para o soul dos '60' mas também o Jazz dos '30'.

Outras cantoras já vinham me influenciando antes como 'Janis Joplin', Etta James e Tina Turner, mas foi Sharon Jones a responsável direta para que eu começasse a pesquisar melhor por outros grandes nomes, dos antigos aos mais novos. 

E hoje finalmente juntei minhas forças e coragem e me entreguei de corpo e alma literalmente, já que lutei contra o sono e com as minhas lágrimas, para ver o documentário de 'Miss Sharon Jones!', e só tenho pouca coisa a dizer: Essa mulher foi o que chamamos de Força da Natureza em todos os sentidos, espero que o mercado, os fãs de música em geral não esperem tanto para reconhecer outros talentos que estão por aí, cantando nas igrejas, nos bailes de casamento e formatura, nas ruas e avenidas ou sobrevivendo de outros empregos como Sharon, que foi até carcereira antes do sucesso, ou como o ex cozinheiro Charles Bradley. 

Abaixo deixo a resenha do site ovelhamag.com deste ótimo filme, que eu mais do que recomendo neste meu humilde blog:



















 Miss Sharon Jones!

Miss Sharon Jones!, documentário de 2015 dirigido por Barbara Kopple, faz um recorte tão belo e sensível do momento em que a cantora de soul descobriu que sofria de câncer de pâncreas em 2013. Ela morreu em novembro de 2016 aos 60 anos. É um documentário que precisa ser visto principalmente por quem nunca ouviu falar em Sharon Jones.

O filme começa ao apresentar um pouco da história dela. “Escura demais, baixa demais para ser artista”, era o que Sharon Jones ouvia toda vez que tentava ingressar no meio musical.

Antes de ser descoberta pela Daptone Records (gravadora que também descobriu meu outro ídolo, Charles Bradley) nos anos 1990, quando já tinha mais de 40 anos, Sharon Jones trabalhou como agente penitenciária na Ilha Rikers, em Nova York, e fazia os vocais de apoio de cantores como Lee Fields.

Seu primeiro álbum, Dap Dippin’ with Sharon Jones and the Dap-Kings, foi lançado em 2002, e junto com a banda The Dap-Kings fez shows pelo mundo todo.

Até que em 2013 foi obrigada a dar uma pausa na carreira após receber o diagnóstico de um câncer no ducto colédoco, que faz parte do sistema digestivo, mesma doença que matou sua mãe em 2011.

Seu empresário, que pareceu ser uma pessoa bem querida, conta que os olhos dela estavam ficando amarelados e ela estava perdendo muito peso quando descobriram sobre a doença.

O filme mostra Sharon Jones raspando seu cabelo pela primeira vez e chorando muito, com um olhar vazio e parado, como já estivesse prevendo tudo o que estava por vir. Chorei muitíssimo com essa cena.

Mas cinco minutos depois Sharon já está alto astral novamente, como ela sempre foi muito agitada e amigável com todos. Ela começa a experimentar perucas, mas a verdade é que ficava linda apenas careca também.

O documentário traz cenas bem íntimas do cotidiano de Sharon após descobrir a doença: ela pintava quadros para aliviar um pouco a mente; seus amigos e parceiros de banda sempre muito atenciosos com a situação toda e preocupados em não sobrecarregar sua agenda; o apoio dos fãs, que lotaram seus shows quando ela voltou após estar “curada” da doença.

A relação com seu médico e todo o procedimento da quimioterapia também foram registrados. São momentos em que a fraqueza de seu corpo, enojado pelos remédios, briga com a força que ela tinha de querer fazer uma apresentação perfeita e dançar loucamente no palco.

Sharon Jones ainda voltou ao Brasil em 2015 na turnê do seu sexto disco, Give the people what they want, lançado em 2014.
Fonte: http://ovelhamag.com/assista-miss-sharon-jones/

SINOPSE 

Nas vésperas de lançar o seu novo álbum, a cantora de soul internacionalmente reconhecida foi diagnosticada com câncer no pâncreas. Datas de shows foram canceladas e o álbum foi guardado, enquanto Sharon Jones começou a luta pela sua vida e carreira. Miss Sharon Jones! acompanha intimamente o intenso e corajoso ano da vida de Sharon.     

Data de lançamento: 11 de setembro de 2015 (mundial) 
Direção: Barbara Kopple
Canção original: I'm Still Here
Música composta por: Sharon Jones
Elenco: Sharon Jones, Austen Holman, Alex Kadvan, Megan Holken
Indicações: NAACP Image Award de Melhor Documentário de Cinema











sexta-feira, 14 de abril de 2017

HIPOCRISIA PINTADA DE VERDE E AMARELO

Tô cansado de tanto papo furado de elevador
Tô cansado de tanta hipocrisia
dos discursos de deputado, presidente ou senador
fazendo todo mundo de otário 
enquanto engordam suas contas no exterior

Tô cansado dessa gente chata metida a doutor
dessa caretice sem fim politicamente correta
de tanto especialista político de meia tigela
de tanta falta de educação!
Tô cansado de toda essa filosofice de bar

Tô cansado das discussões de direita e esquerda
Tô cansado de ambientalista com papo de Capitão Planeta
Tô cansado de artista Global 
com o bolso cheio e com crise de consciência 
Tô cansado de tanta "cultura" inútil 

Tô cansado de tanta patrulha ideológica
De feministas, religiosos, ateus
e de torcidas organizadas partidárias
e tanta burocracia pra nada
Tô cansado de tantos impostos e de tantas taxas

Tô cansado de roqueiro brasileiro
fazendo música americana
falando mal do Tio Sam
tô cansado da MPB Blasé,
da Máfia do Dendê
do cavaquinho, da batucada, do banquinho e violão!

Tô cansado desse povo 
que sempre quer dar seu jeitinho
se endividando todo pra sair bem na foto
com cara de cartão postal
de tanta Selfie, de tanto boçal
dessa futilidade sem fim! 

Tô cansado de tanta demagogia
e de tanta hipocrisia
pichada no muro e 
pintada de verde e amarelo!

Igor Motta
2016

segunda-feira, 3 de abril de 2017

EL AURA (DICA DE CINEMA)






































Podem me chamar do que quiserem, ante-patriota, puxa saco de los hermanos, não dou a mínima e a verdade é que depois que eu conheci o cinema argentino perdi totalmente o interesse pelo nosso cinema brasileiro. Sim, existem exceções só que são poucas, e definitivamente até hoje nenhum filme argentino me decepcionou. Devíamos aprender com eles, principalmente a escrever bons roteiros. Por isso hoje minha dica é para El aura filme de 2005 de Fabián Bielinsky, o mesmo diretor do ótimo Nove Rainhas, e mais um filme com o queridinho de todos nós: Ricardo Darín. 

















El Aura (no Brasil A aura) é um filme argentino, espanhol e francês de 2005, do gênero drama, dirigido por Fabián Bielinsky.

É o segundo trabalho juntos realizado pelo diretor Fabián Bielinsky e o ator Ricardo Darín, o anterior foi no filme Nueve reinas de 2000. Foi um dos filmes exibidos na mostra Première Latina, no Festival do Rio em 2005.  























"El Aura" é um filme tão peculiar que os críticos titubearam na hora de encaixá-lo num gênero cinematográfico. "Até para mim é difícil classificá-lo", diz Bielinsky. "Há elementos de policial, mas estão colocados de forma estranha, dispersa, e o ritmo não é o habitual do gênero", cita, com razão.

Por enquanto, a definição que mais agrada ao diretor é a de "policial anômalo". Aliás, na trama e nos personagens de "El Aura", "anomalias" não faltam.

O protagonista, vivido por Darín, não tem nome. Ou melhor, não que se saiba. Com a omissão, Bielinsky quis criar um paralelo entre a situação do espectador -"pessoas que olham no escuro"- e a trajetória do personagem na trama. "Ele percorre a história sem deixar marcas, pegadas. Achei interessante que ele nunca dissesse seu nome e que ninguém o mencionasse."

"Ele" trabalha como taxidermista, portanto, de certa forma, especialista em falsear a morte. Após ser abandonado pela mulher, aceita o convite de um amigo para escapar de Buenos Aires num fim de semana prolongado, indo caçar na Patagônia -em princípio, animais.

Aos poucos, "ele" percebe que há um plano criminoso em curso no chalé em que se hospedaram. Outra anomalia: o dono do local espanca a mulher, 30 anos mais jovem. O amigo "dele" fazia o mesmo em sua casa.

Enquanto observa, de tempos em tempos, "ele" tem a percepção da realidade alterada. São os instantes que precedem suas convulsões epilépticas. É o momento que ele define como "a aura".

Não há dúvida: o segundo filme de Bielinsky não tem parentesco com o primeiro. "Talvez até pelo fato de que havia tanta expectativa [sobre o sucessor de "Nove Rainhas'], eu tenha feito um filme na direção oposta", diz.

O cineasta afirma que, com a mudança, desejava escapar de rótulos e embaralhar as expectativas sobre seus filmes seguintes. "Não quero ficar preso a um só tema ou tipo narrativo." O que Bielinsky gostaria é que, a partir deste momento do "jogo", "ninguém espere nada". O ideal do diretor para seu terceiro filme seria que "as pessoas apenas se sentassem no cinema e dissessem: será como "Nove Rainhas'? Como "El Aura'? Ou como só Deus sabe?".

Da parte dos críticos, ele diz não esperar mais unanimidades. "O sucesso de "Nove Rainhas" não é algo a que deva me acostumar. Um filme que agrada a quase todo mundo é estranho no cinema."

Na crítica argentina, "El Aura" teve mais adeptos do que vozes contrárias. Mas essas também se fizeram ouvir. Normal, sobretudo para um filme anômalo. (por Silvana Arantes)
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0211200506.htm - ilustrada - Folha de S.Paulo - São Paulo, quarta-feira, 02 de novembro de 2005


























Sinopse

Esteban Espinosa (Ricardo Darín) é um taxidermista e um homem tímido, que passa os dias isolado em sua oficina. Por trás das aparências Espinosa tem um grande sonho de poder: planeja praticar o crime perfeito. Ele decide fazer sua primeira viagem às florestas da Patagônia com o objetivo de caçar. Acidentalmente, Espinosa mata um bandido e descobre um esquema milionário de assalto a um carro-forte. Ele resolve então levar o plano adiante por si mesmo, mas para isso precisa antes superar um mal que lhe acomete: a epilepsia.

Data de lançamento: 15 de setembro de 2005 (Argentina)
Direção: Fabián Bielinsky
Música composta por: Lucio Godoy
Roteiro: Fabián Bielinsky
Produção: Pablo Bossi, Gerardo Herrero, Samuel Hadida, Mariela Besuievsky

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O CENTENÁRIO QUE FUGIU PELA JANELA E DESAPARECEU (DICA DE CINEMA)





















Pensem em Forrest Gump só que com 100 anos, foi este pensamento que me veio ao ver o filme sueco 'O Centenário Que Fugiu pela Janela e Desapareceu' neste fim de semana. Allan Karlsson o protagonista é um um senhor que no dia de seu aniversário de cem anos, resolve fugir literalmente pela janela do asilo de onde era um interno querido se envolvendo em grandes confusões. Baseado no romance best-seller de Jonas Jonasson, a história improvável de Allan karlsson, é divertida, emocionante e surreal. 

Como Forrest Gump, Allan karlsson sempre foi um homem atrapalhado. Apaixonado por explodir coisas desde a infância, que lhe renderia convites inesperados de grandes ditadores à cientistas do século XX. Com muita história pra contar, ainda mais com essa idade, muito mais do que o próprio Forrest poderia imaginar.  

Gosto de filmes que conseguem trazer leveza e humor para situações delicadas principalmente quando tratam de fatos históricos verídicos, diferente de Forrest Gump não há dramalhão em o 'O Centenário Que Fugiu pela Janela e Desapareceu' e sim muita ironia. Comédias de situação sempre são meus preferidos, e este filme é prazeroso do começo ao fim, ótimo para ver em família numa tarde de domingo, em vez do mais do mesmo da desesperadora TV dominical, disponível na Netflix. Mais um filme que eu recomendo neste meu humilde blog.


Sinopse

O Centenário Que Fugiu pela Janela e Desapareceu

Durante a sua longa existência, Allan Karlsson não só foi testemunha dos eventos mais marcantes do séc. XX, como foi parte integrante de alguns deles. Hoje está num lar de idosos e sente-se inconformado com a vida que lhe foi imposta. No dia em que cumpre o seu 100.º aniversário, resolve escapar da festa que lhe prepararam e desaparecer. Veste a sua melhor roupa, sai pela janela do quarto e segue em direcção ao mundo, decidido a usufruir do tempo que lhe resta, longe da monotonia daquele lugar. Sem qualquer plano em mente ou desejo particular, o velho senhor apenas sabe uma coisa: vai fazer o que lhe manda o seu coração aventureiro e não o que lhe ditam todos os que julgam saber o que é melhor para si. A aventura da sua vida começa verdadeiramente quando, na paragem do autocarro que o levaria para fora dali, Allan pega inadvertidamente numa mala cheia de dinheiro roubado. De mala e bengala na mão, o ancião transforma-se no alvo de um perigoso gang que não olha a meios para recuperar o que é seu. Mas, apesar do seu século de vida, Allan Karlsson não é propriamente uma vítima indefesa...
Escrito e realizado por Felix Herngren, uma comédia romântica sobre recomeços que adapta o "best-seller" internacional escrito, em 2009, pelo jornalista sueco Jonas Jonasson.

Título original: The 100 Years Old Man Who Climbed
De: Felix Herngren
Com: Robert Gustafsson, Iwar Wiklander, David Wiberg
Gênero: Comédia, Aventura
Classificação: M/12
Outros dados: SUE/Croácia, 2013, Cores, 114 min.  

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

FILOSOFIA PARA CORAJOSOS - PENSE COM A PRÓPRIA CABEÇA - LUIZ FELIPE PONDÉ (DICA DE LIVRO)






































Em "Filosofia para Corajosos" de Luiz Felipe Pondé, o que me chamou mais a atenção logo de cara quando peguei o livro para ler, foi seu subtítulo: "Pense com a Própria Cabeça". Onde ele usa como exemplo a linguagem de Friedrich Nietzsche, onde pensar com sua própria cabeça ou fazer história da filosofia vista pelos seus próprios olhos é 'aprender a falar sua própria língua'. E fazer isso não é tarefa para covardes. É necessário ter coragem para dizer o que se pensa. Ainda mais no mundo contemporâneo cheio de patrulhamentos ambidestros, do politicamente correto e do hedonismo narcisista exagerado.

'Pensar com a própria cabeça' vem sendo um exercício mental em minha vida, lógico que ter pensamentos originais é quase impossível nos dias atuais, então não tirar conclusões apressadas sobre qualquer assunto, faz parte deste exercício diário. Mudanças significativas aconteceram em minha vida por conta disso. 

O que mais me identifico em Pondé é sua honestidade intelectual e sua linguagem simples ao tratar da complexidade da História da Filosofia, é bom saber que além de mim, existe alguém, neste caso um pensador de notoriedade, que reafirme posições os quais em sua maioria conclui sozinho, acerca do mundo em minha volta. 

Quando penso em 'Pensar com a própria Cabeça', lembro logo das discussões sobre política de Facebook, o quanto somos idiotas ao tratar opiniões contrárias as nossas, penso sobre comportamento humano, e o quanto de gente vazia e de cabeça oca existem por aí opinando sobre tudo, quase sempre sentimentalmente, rara as exceções do uso da razão e de bons argumentos e conteúdo, repetindo e repetindo clichês, dando Ctrl + C e Ctrl + V  mental ou literalmente de tudo o que outros dizem, tudo bem se lhes faltam repertório, neste caso ouçam e leiam mais, antes de falarem ou escreverem seus textões. Vivemos uma era de ressentidos, já falei sobre isso, onde as pessoas são extremamente sensíveis e cheias de direitos, aos pensadores honestos intelectualmente que não tem medo de pisarem em ovos para tratar de assuntos desagradáveis, eis um livro ótimo para refletir e nos dar mais coragem, que eu mais do que recomendo, um ótimo livro para deixar na cabeceira de nossas camas, para nos lembrar em 'pensar com nossas próprias cabeças' e que a 'Filosofia' ainda é a maneira mais prazerosa de se fazer isso.

Sinopse

O objetivo deste livro é ajudar o leitor a pensar com a sua própria cabeça. Para tal, o filósofo e escritor Luiz Felipe Pondé, autor de vários best-sellers, se apoia na história da filosofia para apresentar argumentos para quem quer discutir todo e qualquer tipo de assunto com embasamento. Afinal, os grandes filósofos estudaram, pensaram e escreveram sobre os temas essenciais com os quais ainda lidamos no mundo contemporâneo. O livro está dividido em três partes: "Uma filosofia em primeira pessoa", onde o autor conta como ele entende a filosofia; "Grandes tópicos da filosofia ao longo do tempo", que traz um repertório básico dos temas que todo mundo precisa conhecer mais a fundo; e "Por que acho o mundo contemporâneo ridículo?", uma análise ferina da sociedade atual.      
 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

SERENO

O oculto desnudo
desvendado
absoluto

O recluso sai à luz
das sombras
respira

flutua
entre os pensamentos
tão novos

O intruso
se desvencilha
é vencido

a estrada 
se deteriora
e é recapada

a tristeza
escapa
restam só determinação

os cabelos embranquecem
a mente já cansada se reinventa
se alivia 

na fonte
da qual bebemos da água
sagrada de sabedoria!

Olhos que já não nos notam
nos dão segurança
passamos despercebidos

o fracasso é tão raso
basta voltar a ficar em pé
e então não se afogar mais

esquecemos dos delírios
dos velhos vícios
a serenidade é um senhor de idade 
que quase tudo sabe!

2017

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O ROCK INDEPENDENTE BRASILEIRO (PARTE 25)











Entrando um novo ano e dando continuidade em uma série, que venho publicando já por alguns anos, uma forma de incentivar uma cena nacional de música independente, que vem crescendo cada vez mais, sempre em total evolução artística e sonora, provando que o rock brasileiro não deve nada para o rock gringo, em muitas vezes por conta de sua enorme diversidade, até soa muito mais interessante e original do que tudo o que está sendo feito lá fora, apesar das grandes dificuldades econômicas, políticas e culturais que enfrentamos cá, nestas terras tupiniquim. A arte aflora meio como um grito de resistência, provando que existem cabeças pensantes, onde os holofotes da grande mídia teimam em não iluminar, provando que enquanto teimam ignorar um fenômeno real e contemporâneo, vão perdendo em público e vão sendo ultrapassados por novas mídias, muito mais democráticas e atentas aos sinais do tempo. Abrindo 2017 com mais quatro grandes nomes do cenário nacional independente: The Galo Power, Quarto Negro, Rapha Moraes & The Mentes e Necro. Um feliz ano novo e uma ótima leitura. 


The Galo Power

























The Galo Power é um quarteto goiano de rock clássico autoral formado em 2007 em Goiânia/GO.

Após tocarem em algumas edições do grandioso Goiânia Noise Festival(2011, 2012, 2013 e 2014), Festival Vaca Amarela (2014) Porão do Rock 2013 em Brasília, e participarem da tour Rock na Estrada, projeto da sua gravadora Monstro Discos, esses garotos atrasados no tempo têm ajudado a construir um movimento, ou melhor, a ressuscitar fragmentos do velho rock n' roll clássico setentista através de um movimento antropofágico, um canibalismo musical com toda a velha guarda do rock que acabou constituindo o som da The Galo Power.

Recentemente foram premiados na categoria "música" no Festival Juriti de música e poesia encenada com a canção regionalista "Ser Estelar".

Saudositas amantes de bandas como Grand Funk Railroad, Cream, Deep Purple, Black Sabbath, The Who, Ten Years After, Radio Moscow, dentre outros petardos, se deliciarão com a massa sonora produzida pela banda, que além do clássico bateria-baixo-guitarra, conta com um potente órgão para criar a atmosfera setentista! Lisergia, peso e blues no talo!! Além de vocais poderosíssimos, que fazem remeter ao bom e velho Creedence, a banda conta com dois vocais de apoio, dando ainda mais cor às canções, todas compostas pela banda, que conta com fortes composições próprias!


























A banda já possui um primeiro álbum, o "Ancient Rise", que contava também com o vocal de Salma Jô (hoje "Carne Doce"). Com outra formação, um novo álbum, o "Lysergic Groove", lançado em 2013 pelo selo Monstro Discos, foi produzido e gravado na Gravadora Jardim Elétrico em Farroupilha - RS ao estilo clássico: ao vivo, válvulas, rolos de fita e frio dos ventos do sul. 

O "Lysergic Groove" tem recebido destaque na cena roqueira brasileira, sendo comentado por blogueiros de todo o país.

Integrantes

Evandro Galo - Bateria
Bruno Galo - Guitarra solo/Violão/Voz
Rodolpho Gomes - Baixo/Viola/Voz
Thomas Heckmann - Órgão/Piano Elétrico/Guitarra base/Voz
Fonte: http://thegalopoweroficial.tnb.art.br/ (Site oficial)

Discografia

Lysergic Groove - 2013

       






















Waterland - 2016





























Quarto Negro

























O duo Eduardo Praça e Thiago Klein formaram o Quarto Negro em 2009 e desde então lançaram dois EPs e o aclamado álbum "Desconocidos", gravado em Barcelona, Espanha. Após ser considerado pela imprensa brasileira como um dos melhores discos do ano de 2011, a banda decidiu realizar uma turnê pelo Brasil e se distanciar por um tempo dos estúdios. Em 2013, começaram a trabalhar em "Amor Violento", álbum que terá seu lançamento no primeiro semestre de 2015 com o documentário PDX-GRU, que mostra filmagens da gravação da dupla num estúdio em Portland e diversas bandas da cena da cidade americana.






















A gravação levou cerca de um mês e conta com participações especiais de Benjamin Weikel da banda The Helio Sequence (Sub Pop) na bateria, Justin Harris da Menomena no baixo, além da ajuda de Kathy Foster dos Thermals. A sonoridade do novo trabalho remete a artistas como Grizzly Bear e Wilco, um trabalho sônico, com bastante brilho e consistência. Em junho de 2015, realizaram uma turnê pela costa oeste dos Estados Unidos com a banda The Helio Sequence, se apresentando em importantes clubes e uma sessão ao vivo na clássica rádio KEXP de Seattle. 
Fonte: http://www.balaclavarecords.com/

Discografia

Desconocidos - 2011
























Amor Violento - 2015

































Rapha Moraes & The Mentes 





















Rapha Moraes é, literalmente, um novo cara. Ator, músico, ex-membro das bandas Nuvens e Poléxia, produtor de trilhas e muito bom de prosa, o cantor curitibano se renovou após a assertiva turnê do disco La Buena Onda e resolveu acelerar suas músicas. Assim, meio que apadrinhado e nomeado pelo eterno Mutantes Arnaldo Baptista, o cantor agora atende por Rapha Moraes & The Mentes.

Essa nova fase do músico foca em voltar a sua origem mais rock, mais primal, tentando buscar uma desconexão da urgência do concreto e indo de encontro com o a natureza do homem e seu eu mais interior. Ao lado de Allan Yokohama (guitarra, violão e produção do disco), Amandio Galvão (guitarra), Juninho Júnior (bateria) e Marcos Nascimento (baixo e percussão), Rapha (baixo) agora prepara para lançar seu segundo disco solo, chamado de Corações de Cavalo.













O lançamento deve vir em junho, mas antes o músico já mostrou dois singles: “Adeus”, que marca a sua despedida da loucura dos prédios e dos grandes centros, e agora acaba de mostrar o vídeo de “Natureza Selvagem”, onde marca o reencontro com a mata, a lama e o real.

“Natureza Selvagem” leva alguma influencia do livro de nome semelhante de Jon Krakauer e da adaptação do cinema feita por Sean Penn em 2007. O vídeo, assim como o disco, foi todo gravado na região de São Luiz do Purunã, pacato bairro há 50km de Curitiba baseado em sítios, fazendas, ar puro e muito contato com a natureza.

Ambos os registros levam imagens captadas por Fernando Hideki, com figurino de Trí de Almeida e edição do próprio Rapha Moraes. O lançamento do disco ocorrerá em cd e digital pelo selo For The Records, com shows em São Paulo e Curitiba no lançamento, seguido por turnê nacional.
Fonte: http://www.rockinpress.com.br/

Discografia

Corações de Cavalo - 2016






























Necro

























Necro é um trio alagoano em atividade desde 2009. Suas influencias passeiam entre o hard rock dos 70's, a psicodelia e o rock progressivo. Na bagagem, dois discos e um EP lançados pelo selo norte americano Hydro-Phonic Records, um CD pelo selo paulista Baratos Afins e diversas apresentações no nordeste e no sudeste. Atualmente a banda lançou seu novo álbum "Adiante" em 2016, seu segundo álbum com o nome de Necro. Na bagagem, dois discos lançados pelo selo norte americano Hydro-Phonic Records (ainda como 'Necronomicon') com letras em inglês e diversas apresentações em Alagoas, Sergipe, Paraíba e São Paulo. 






















"Um dos mais relevantes power trios da região Nordeste, a banda alagoana Necronomicon, acaba de mudar de nome. Agora, para evitar questões burocráticas no futuro ou ainda confusões semânticas, eles se chamarão NECRO. Que assim, então, seja!

Em 2009, o grupo de Doom/Occult Rock emergia em meio a uma cena um pouco esquecida na capital de Alagoas, Maceió. Olhares de fora, na verdade, foram bem mais solícitos.

A Necro já possui dois álbuns gravados e lançados pelo selo estadunidense Hydro-Phonic Records, sendo o último de 2012, o ótimo “The Queen of Death”, em formato vinil.

Com influências que vão desde CAPTAIN BEYOND, ATOMIC ROOSTER, EMERSON, LAKE & PALMER e BLACK SABBATH até OS MUTANTES e JOELHO DE PORCO, Pedro Ivo Araújo (vocais e baixo), Lillian Lessa (guitarras e vocais) e Thiago Alef (baquetas) mesclam virtuosismo e simplicidade de forma genuína".
Fonte: http://whiplash.net/


Membros
Lillian Lessa (baixo, guitarra, voz)
Pedro Ivo Salvador (guitarra, baixo, voz)
Thiago Alef (bateria)

Cidade natal
Maceio, Brasil

Gravadora
Hydro-Phonic Records / Baratos Afins

Discografia

The Queen of Death - 2012
























Adiante - 2016