quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

SERENO

O oculto desnudo
desvendado
absoluto

O recluso sai à luz
das sombras
respira

flutua
entre os pensamentos
tão novos

O intruso
se desvencilha
é vencido

a estrada 
se deteriora
e é recapada

a tristeza
escapa
restam só determinação

os cabelos embranquecem
a mente já cansada se reinventa
se alivia 

na fonte
da qual bebemos da água
sagrada de sabedoria!

Olhos que já não nos notam
nos dão segurança
passamos despercebidos

o fracasso é tão raso
basta voltar a ficar em pé
e então não se afogar mais

esquecemos dos delírios
dos velhos vícios
a serenidade é um senhor de idade 
que quase tudo sabe!

2017

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O ROCK INDEPENDENTE BRASILEIRO (PARTE 25)











Entrando um novo ano e dando continuidade em uma série, que venho publicando já por alguns anos, uma forma de incentivar uma cena nacional de música independente, que vem crescendo cada vez mais, sempre em total evolução artística e sonora, provando que o rock brasileiro não deve nada para o rock gringo, em muitas vezes por conta de sua enorme diversidade, até soa muito mais interessante e original do que tudo o que está sendo feito lá fora, apesar das grandes dificuldades econômicas, políticas e culturais que enfrentamos cá, nestas terras tupiniquim. A arte aflora meio como um grito de resistência, provando que existem cabeças pensantes, onde os holofotes da grande mídia teimam em não iluminar, provando que enquanto teimam ignorar um fenômeno real e contemporâneo, vão perdendo em público e vão sendo ultrapassados por novas mídias, muito mais democráticas e atentas aos sinais do tempo. Abrindo 2017 com mais quatro grandes nomes do cenário nacional independente: The Galo Power, Quarto Negro, Rapha Moraes & The Mentes e Necro. Um feliz ano novo e uma ótima leitura. 


The Galo Power

























The Galo Power é um quarteto goiano de rock clássico autoral formado em 2007 em Goiânia/GO.

Após tocarem em algumas edições do grandioso Goiânia Noise Festival(2011, 2012, 2013 e 2014), Festival Vaca Amarela (2014) Porão do Rock 2013 em Brasília, e participarem da tour Rock na Estrada, projeto da sua gravadora Monstro Discos, esses garotos atrasados no tempo têm ajudado a construir um movimento, ou melhor, a ressuscitar fragmentos do velho rock n' roll clássico setentista através de um movimento antropofágico, um canibalismo musical com toda a velha guarda do rock que acabou constituindo o som da The Galo Power.

Recentemente foram premiados na categoria "música" no Festival Juriti de música e poesia encenada com a canção regionalista "Ser Estelar".

Saudositas amantes de bandas como Grand Funk Railroad, Cream, Deep Purple, Black Sabbath, The Who, Ten Years After, Radio Moscow, dentre outros petardos, se deliciarão com a massa sonora produzida pela banda, que além do clássico bateria-baixo-guitarra, conta com um potente órgão para criar a atmosfera setentista! Lisergia, peso e blues no talo!! Além de vocais poderosíssimos, que fazem remeter ao bom e velho Creedence, a banda conta com dois vocais de apoio, dando ainda mais cor às canções, todas compostas pela banda, que conta com fortes composições próprias!


























A banda já possui um primeiro álbum, o "Ancient Rise", que contava também com o vocal de Salma Jô (hoje "Carne Doce"). Com outra formação, um novo álbum, o "Lysergic Groove", lançado em 2013 pelo selo Monstro Discos, foi produzido e gravado na Gravadora Jardim Elétrico em Farroupilha - RS ao estilo clássico: ao vivo, válvulas, rolos de fita e frio dos ventos do sul. 

O "Lysergic Groove" tem recebido destaque na cena roqueira brasileira, sendo comentado por blogueiros de todo o país.

Integrantes

Evandro Galo - Bateria
Bruno Galo - Guitarra solo/Violão/Voz
Rodolpho Gomes - Baixo/Viola/Voz
Thomas Heckmann - Órgão/Piano Elétrico/Guitarra base/Voz
Fonte: http://thegalopoweroficial.tnb.art.br/ (Site oficial)

Discografia

Lysergic Groove - 2013

       






















Waterland - 2016





























Quarto Negro

























O duo Eduardo Praça e Thiago Klein formaram o Quarto Negro em 2009 e desde então lançaram dois EPs e o aclamado álbum "Desconocidos", gravado em Barcelona, Espanha. Após ser considerado pela imprensa brasileira como um dos melhores discos do ano de 2011, a banda decidiu realizar uma turnê pelo Brasil e se distanciar por um tempo dos estúdios. Em 2013, começaram a trabalhar em "Amor Violento", álbum que terá seu lançamento no primeiro semestre de 2015 com o documentário PDX-GRU, que mostra filmagens da gravação da dupla num estúdio em Portland e diversas bandas da cena da cidade americana.






















A gravação levou cerca de um mês e conta com participações especiais de Benjamin Weikel da banda The Helio Sequence (Sub Pop) na bateria, Justin Harris da Menomena no baixo, além da ajuda de Kathy Foster dos Thermals. A sonoridade do novo trabalho remete a artistas como Grizzly Bear e Wilco, um trabalho sônico, com bastante brilho e consistência. Em junho de 2015, realizaram uma turnê pela costa oeste dos Estados Unidos com a banda The Helio Sequence, se apresentando em importantes clubes e uma sessão ao vivo na clássica rádio KEXP de Seattle. 
Fonte: http://www.balaclavarecords.com/

Discografia

Desconocidos - 2011
























Amor Violento - 2015

































Rapha Moraes & The Mentes 





















Rapha Moraes é, literalmente, um novo cara. Ator, músico, ex-membro das bandas Nuvens e Poléxia, produtor de trilhas e muito bom de prosa, o cantor curitibano se renovou após a assertiva turnê do disco La Buena Onda e resolveu acelerar suas músicas. Assim, meio que apadrinhado e nomeado pelo eterno Mutantes Arnaldo Baptista, o cantor agora atende por Rapha Moraes & The Mentes.

Essa nova fase do músico foca em voltar a sua origem mais rock, mais primal, tentando buscar uma desconexão da urgência do concreto e indo de encontro com o a natureza do homem e seu eu mais interior. Ao lado de Allan Yokohama (guitarra, violão e produção do disco), Amandio Galvão (guitarra), Juninho Júnior (bateria) e Marcos Nascimento (baixo e percussão), Rapha (baixo) agora prepara para lançar seu segundo disco solo, chamado de Corações de Cavalo.













O lançamento deve vir em junho, mas antes o músico já mostrou dois singles: “Adeus”, que marca a sua despedida da loucura dos prédios e dos grandes centros, e agora acaba de mostrar o vídeo de “Natureza Selvagem”, onde marca o reencontro com a mata, a lama e o real.

“Natureza Selvagem” leva alguma influencia do livro de nome semelhante de Jon Krakauer e da adaptação do cinema feita por Sean Penn em 2007. O vídeo, assim como o disco, foi todo gravado na região de São Luiz do Purunã, pacato bairro há 50km de Curitiba baseado em sítios, fazendas, ar puro e muito contato com a natureza.

Ambos os registros levam imagens captadas por Fernando Hideki, com figurino de Trí de Almeida e edição do próprio Rapha Moraes. O lançamento do disco ocorrerá em cd e digital pelo selo For The Records, com shows em São Paulo e Curitiba no lançamento, seguido por turnê nacional.
Fonte: http://www.rockinpress.com.br/

Discografia

Corações de Cavalo - 2016






























Necro

























Necro é um trio alagoano em atividade desde 2009. Suas influencias passeiam entre o hard rock dos 70's, a psicodelia e o rock progressivo. Na bagagem, dois discos e um EP lançados pelo selo norte americano Hydro-Phonic Records, um CD pelo selo paulista Baratos Afins e diversas apresentações no nordeste e no sudeste. Atualmente a banda lançou seu novo álbum "Adiante" em 2016, seu segundo álbum com o nome de Necro. Na bagagem, dois discos lançados pelo selo norte americano Hydro-Phonic Records (ainda como 'Necronomicon') com letras em inglês e diversas apresentações em Alagoas, Sergipe, Paraíba e São Paulo. 






















"Um dos mais relevantes power trios da região Nordeste, a banda alagoana Necronomicon, acaba de mudar de nome. Agora, para evitar questões burocráticas no futuro ou ainda confusões semânticas, eles se chamarão NECRO. Que assim, então, seja!

Em 2009, o grupo de Doom/Occult Rock emergia em meio a uma cena um pouco esquecida na capital de Alagoas, Maceió. Olhares de fora, na verdade, foram bem mais solícitos.

A Necro já possui dois álbuns gravados e lançados pelo selo estadunidense Hydro-Phonic Records, sendo o último de 2012, o ótimo “The Queen of Death”, em formato vinil.

Com influências que vão desde CAPTAIN BEYOND, ATOMIC ROOSTER, EMERSON, LAKE & PALMER e BLACK SABBATH até OS MUTANTES e JOELHO DE PORCO, Pedro Ivo Araújo (vocais e baixo), Lillian Lessa (guitarras e vocais) e Thiago Alef (baquetas) mesclam virtuosismo e simplicidade de forma genuína".
Fonte: http://whiplash.net/


Membros
Lillian Lessa (baixo, guitarra, voz)
Pedro Ivo Salvador (guitarra, baixo, voz)
Thiago Alef (bateria)

Cidade natal
Maceio, Brasil

Gravadora
Hydro-Phonic Records / Baratos Afins

Discografia

The Queen of Death - 2012
























Adiante - 2016
































quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

SOUL MUSIC (PARTE 4) - INA FORSMAN - MAIS UM GRANDE NOME DO ESTILO NA ATUALIDADE























Ina Forsman é uma cantora de Rhythm Blues e Soul finlandesa, que lançou seu álbum de estreia agora em 2016. O arsenal de Ina, conta com a força do soul-blues de grandes canções sobre dissolução e da redenção. Ao crescer em Helsinque, na Finlândia, ela sempre esperava que ela tomasse o seu lugar.

"Eu tinha seis anos quando eu disse pela primeira vez em voz alta que eu queria ser uma cantora. Minhas influências remontam ao tempo em que minha tia me deu meu primeiro álbum de Christina Aguilera, quando eu tinha sete anos. Para mim, um grande cantor é alguém que tem poder em sua voz e não tem medo de usá-lo, em todas as suas cores e tons".

No entanto, o álbum de estréia de Ina vai muito mais longe do que uma caixa de voz dada por Deus. Estas onze canções falam de uma artista que vive e respira o blues, desde a idade de dezessete, recebeu orientação no gênero da lenda harmônica finlandesa Helge Tallqvist. "Helge foi a primeira pessoa que introduziu o blues para mim", ela lembra. "Ele me levou ao estúdio e juntou a nossa banda. Não há palavras suficientes para descrever o quanto eu aprendi com ele. Tanto sobre música, mas também sobre organizar shows, fazer a papelada chata, e vida em geral. "



































Talvez a lição mais crucial que Ina tirou de seu mentor era que a música tem que ser uma expressão pessoal. Como tal, enquanto suas primeiras setlists dependiam de covers, para seu álbum de estréia, ela escreveu todas as letras,  "Para mim", ressalta Ina, "é muito importante soar original. Não há outra maneira para mim, do que escrever as músicas sozinha. Eu tenho uma história e ninguém mais pode dizer isso como eu.

"Todas as músicas são sobre o amor e seus altos e baixos", acrescenta. "Eles têm uma história por trás deles e são muito pessoais para mim, embora alguns sejam mais graves e mais profundos do que outros. Por exemplo, a música "Pretty Messed Up" é uma última carta de amor para meu ex-namorado, e "Bubbly Kisses" é sobre sexo bêbada.


























Quanto à direção musical, não havia limites. "Quando eu comecei a procurar inspiração para este álbum, eu procurei por música nova em todos os lugares. Eu fui para lojas de discos, no YouTube, Spotify, em todos os lugares possíveis onde eu poderia encontrar algo que eu não ouvi antes. Principalmente, escutei discos de soul e blues - artistas como Donny Hathaway, Aretha Franklin e Sam Cooke - então essa idéia de um álbum de blues se transformou em um álbum de soul / blues. Principalmente, ele só saiu dessa forma, sem muito planejamento ou tentando obter uma vibração específica. "






















Quando chegou às sessões do álbum, Ina também olhou para a América, especificamente em Wire Recording em Austin, Texas, onde sua banda incluía Laura Chavez e Derek O'Brien (guitarras), Nick Connolly (piano / órgão), Russell Jackson (baixo) E Tommy Taylor (bateria) - além de harpa do convidado Helge Tallqvist e o Sax de The Texas Horns, liderada pelo produtor/saxofonista Mark 'Kaz' Kazanoff. "Fiquei tão feliz o tempo todo", lembra-se. "A semana que passei em Austin vai ser a minha memória favorita por um longo tempo. Eu trabalhei com muita gente incrível e talentosa, em uma linda cidade do outro lado do planeta, de onde eu moro. Um tempo atrás, eu não me atrevia nem sonhar com algo assim. Trabalhamos muito, e depois de cada dia eu estava mais cansada - mas também mais animada para voltar ao estúdio."


























Você pode ouvir a alegria nos resultados. Numa época em que a maioria dos álbuns de blues são dominados pela guitarra, a estréia de Ina realmente oscila, evocando uma brassy sessão soul-blues de uma época passada, mas imbuída com a atitude moderna da cantora. "Todas as minhas canções favoritas sempre tiveram piano ou sax sobre elas", ela diz sobre a instrumentação variada. "O piano e o saxofone são os meus instrumentos preferidos, por isso ficou óbvio desde o início."






















Com um clássico álbum de estréia em seu bolso traseiro e grandes planos de turnê internacional em andamento, muitos estão inclinando Ina Forsman como a artista inovadora de 2016. Quanto à própria cantora, ela prefere ignorar as previsões, viver no momento e deixar sua criatividade tomar a liderança.
Fonte: www.inaforsman.com (Site oficial)

Discografia

Ina Forsman – Ina Forsman (2016)
























Faixas do álbum:
1. Hanging Loose
2. Pretty  Messed-up
3. Bubbly Kisses
4. Farewell
5. Don’t hurt me now
6. Talk To Me
7. Now You Want Me Back
8. Devil May Dance Tonight
9. Before You Go Home
10. No Room For Love
11. I Want a Little Sugar in my Bowl








sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

JONNATA DOLL E OS GAROTOS SOLVENTES - CROCODILO - LANÇAMENTOS DO ANO 3 - O ROCK INDEPENDENTE BRASILEIRO (PARTE 24)


































O melhor do pós-punk nacional voltou na figura de Jonnata Doll e os Garotos Solventes, embalado com a velha estética Junkie Nova-iorquino de Andy Warhol e do Velvet Underground, mais o Glam dos 70 de T. Rex e David Bowie, com uma pegada punk do The Stooges e aquela sonoridade oitentista, mas com uma boa produção, ajudando a banda soar contemporâneo em vez de datada. Lançam seu mais novo álbum "Crocodilo", provando mais uma vez a força da nova cena independente nacional. 

Eu já falei dos caras aqui neste blog e nesta série de posts dedicados ao Rock Independente, Jonnata Doll é realmente um frontman/bandleader que toma a cena, além de um bom letrista; um misto de Jim Morrison, Iggy Pop e Lou Reed cearense. O som da banda é urbano, cinzento que nada combina com o sol do Ceará, porém é um fruto de nosso país tão misturado. 

Gostei do álbum, apesar de ainda preferir o seu debut, mas é nítida a evolução de um para o outro, contando com participações especiais de Dado Villa-Lobos e Fernando Catatau, sem dúvida este é um dos grandes lançamentos deste ano. Desta vez não farei minha resenha de faixa a faixa e sim replicar uma ótima resenha de Mauro Ferreira do site g1.globo.com











'Crocodilo' expõe garras ainda afiadas de Jonnata Doll e Garotos Solventes
Domingo, 06/11/2016, às 14:25, por Mauro Ferreira

É difícil ouvir Táxi (Jonnata Doll), sétima das 12 músicas do terceiro álbum da banda cearense Jonnata Doll e os Garotos Solventes, sem pensar no som da banda norte-americana The Stooges. Mas Táxi roda também em trajeto contemporâneo, guiado pelos ruídos dos sintetizadores programados por Kassin e Yuri Kalil, produtores de Crocodilo (EAEO Records), o álbum lançado neste mês de novembro de 2016 por esta banda protopunk formada em Fortaleza (CE), em 2010, na sequência da dissolvência da Kohbaia, a banda mantida por Doll de 1997 até 2009 nos subterrâneos que abrigam o rock independente feito no Brasil às margens do mercado fonográfico, atualmente refratário ao gênero.

Engenheiro de som ligado ao grupo conterrâneo Cidadão Instigado, Yuri já havia produzido o primeiro álbum do grupo, Jonnata Doll e os Garotos Solventes (2014), lançado há dois anos e sucedido por Jonatta Doll e os Garotos Solventes ao vivo, disco gravado em estúdio como se fosse ao vivo, em 2015, e lançado em agosto deste ano de 2016 com repertório no qual já apareciam músicas como Crocodilo (Jonatta Doll e Slean) e a junkie  Por uma dose de amor (Jonatta Doll e Slean). Escorado no tripé básico de sexo, drogas e rock'n'roll punk, o primeiro álbum da banda já revelara um cantor e compositor de emoções e vícios reais.

Sempre apontado como espécie de Iggy Pop tupiniquim, Doll tem o talento confirmado neste terceiro álbum da discografia da banda da qual é a alma, o corpo (já menos esquelético) e o mentor. Crocodilo é disco nascido de fase em que Doll tem procurado limpar esse corpo e essa alma das bad trips causadas pelo vício em drogas e pelo suicídio do tecladista John Jonas no quintal da casa em que os Garotos Solventes curtiam a vida adoidado – casa, aliás, batizada de funhouse em referência explícita ao QG dos Stooges.

O som de Crocodilo resulta de fato mais limpo e calmo em baladas como Quem é que precisa (composta por Jonnata Doll com Biagio Pecorelli, diretor da companhia de teatro A Motosserra Perfumada, e conduzida pela levada do violão de Doll na gravação aditivada com overdubs da guitarra e do violão do amigo legionário Dado Villa-Lobos), Já entendi (a melhor dentre as canções menos selvagens) e Drama e terror (balada irônica formatada com o violão de Doll e o baixo de Kassin).

Contudo, ao reciclar Cheira cola, rock punk registrado pela extinta banda Kohbaia em demo de 2003, Doll reacende em Crocodilo com os Garotos Solventes – Edson Van Gogh (guitarra), Léo Breedlove (guitarra), Marcelo Denisdead (bateria) e Saulo Raphael (baixo) – a chama que parece prestes a ser reativada ao simples toque de temas do passado musical e existencial do vocalista, compositor, guitarrista e líder do quinteto. Chama também reacesa em Cigano solvente (Jonnata Doll) com o toque da guitarra instigante do cidadão Fernando Catatau.
















No todo, o álbum Crocodilo pode até soar menos ardente, selvagem e sujo do que o antecessor, por conta das baladas, mas preserva as emoções reais de Doll em músicas como Apesar de você ter tesão pela vida – rock de suingue boogie que evoca o som glam da banda inglesa T. Rex – e Gary, rock sobre o cara que nunca consegue mais do que ser amigo da mulher amada e desejada (Gary, no dicionário particular dos Garotos Solventes, é o termo que designa caras do tipo).

Já Swing de fogo (Jonnata Doll) evoca na introdução o som smithiano da fase mais calma da Legião Urbana. A propósito, Doll ampliou a projeção no universo pop brasileiro ao participar, como um dos vocalistas convidados, do show comemorativo dos 30 anos de lançamento do primeiro álbum da banda brasiliense, criada em berço punk.

Entre o presente e o passado (ressuscitado em Ruth, rock feito por Doll em tributo a uma ex-namorada de espírito tão punk quanto o dele), Crocodilo mostra as garras (ainda) afiadas de banda selvagem à procura da lei hedonista do prazer. Jonnata Doll é o cara dessa banda! (Cotação: * * * *) Texto de Mauro Ferreira

(Crédito da imagem: capa do álbum Crocodilo, da banda Jonnata Doll e os Garotos Selvagens. Projeto gráfico de Renan Costa Lima)
Fonte: http://g1.globo.com/musica

   










terça-feira, 6 de dezembro de 2016

SOUL MUSIC (PARTE 3) - MAIS TRÊS GRANDES NOMES DO ESTILO NA ATUALIDADE






































Durand Jones And The Indications























Durand Jones And The Indications é uma banda de soul e R&B, liderada por Durand Jones. Agora em 2016 eles lançaram o homônimo disco Durand Jones And The Indications.

Existem certos tipos de música que exigem longas introduções, a fim de identificar as várias camadas de gênero e influência embalados nele. E depois há outros, como "Smile", de Durand Jones & The Indicações, que são simplesmente e imediatamente reconhecível por aquilo que são.

A canção, que será instantaneamente atraente para os fãs dos gostos de Charles Bradley e Leon Bridges é a essência do rock and roll com alma.
















O primeiro lançamento de Durand Jones dá muito prazer de ouvir, tornou-se instantaneamente um dos meus preferidos no meu catálogo musical. Durand Jones juntou-se com Aaron Frazer (bateria) e Blake Rhein (guitarra) e despertou uma besta com alma, o grupo The Indications. O álbum é lindamente produzido, principalmente por ter sido gravado em linha a fita de um porão em Indiana, e inundado o disco com ótimos arranjos de guitarra Funk e um som perfeitamente colocado, como se hovessem almofadas no órgão. Mesmo com toda essa grande música que The Indications tem para oferecer, Jones absolutamente domina as músicas com sua voz poderosa, com alma e em constante evolução. Por Luke O Neil
Fonte: http://bullettmedia.com/article/durand-jones-the-indications-are-soulful-perfection-on-smile/

Discografia

Durand Jones & The Indications - (2016)






























The Marcus King Band





































Marcus King’s é um jovem e talentoso músico americano, que em 2015 lançou seu primeiro álbum. Som crivado no southern, soul e blues rock.

Compositor, Guitarrista, Cantor e Bandleader. Com apenas 20 anos de idade, Marcus King's possui uma deslumbrante habilidade musical, evidente em todo trabalho da Marcus King Band, o jovem fenômeno lançou seu segundo LP e primeiro para Fantasy Records. Operando dentro da marca ardente de música de raízes americanas, que Marcus chama de "rock sulista psicodélico influenciado pelo Soul", o álbum destaca os vocais lindos, ásperos de King, o trabalho de guitarra e canções sinceras em meio a um grupo de músicos magistrados que, juntos, vão se tornando um dos mais procurados do país para apresentações ao vivo.


























Formado em Greenville, Carolina do Sul, King foi criado no blues, apresentando-se como um sideman pré-adolescente com seu pai-bluesman Marvin King, que era filho de um guitarrista regionalmente conhecido - antes de sair sozinho. 

Indo para além das texturas sonoras de seu aclamado álbum de estreia em 2015, Soul Insight; O Marcus King Band amplia seu som, tocando em tudo, desde funk, R&B a Southern Rock. Sua banda entra também em ação, empilhando as músicas com explosões de riffs pantanosos, uma seção rítmica entrosada e um órgão que gira. King salta entre vários instrumentos, tocando com maestria guitarra elétrica e acústica - assim como pedal e lap steel - cantando cada faixa com sua voz soul, incendiária.
Fonte: Site Oficial

Discografia

Soul Insight - (2015)
























The Marcus King Band - (2016)































Hannah Williams & The Tastemakers

























Hannah Williams & The Tastemakers é uma banda de funk e soul music, liderada pela talentosa Hannah Williams. Seu álbum de estreia "A Hill Of Feathers" recebeu elogios de Sharon Jones e Charles Bradley.

Hannah Williams é uma cantora soul de voz rasgada que canta com alma, amor, luxúria. Ela é acompanhada por uma excelente banda, os melhores músicos que o Reino Unido tem para oferecer. Após o sucesso do álbum de estreia "A Hill of Feathers" em 2012, a banda foi catapultada em toda a Europa, capturando os corações de todos aqueeles que os conheciam. Ao longo do caminho eles tocaram e receberam elogios de Sharon Jones & The Dap Reis, Cat Power, Charles Bradley, Giles Peterson e Craig Charles. Com o apoio de sua banda, Hannah fez várias viagens à Europa para encabeçar festivais e impressionou o público com performances notáveis ​​em Shambala, Lambeth Country Show e duas apresentações consecutivas no Larmer Tree, e também no lendário Jools Holland.


























Desde o lançamento de "A Hill of Feathers", a banda tem tido uma grande demanda de shows em toda a Europa, públicos na França, Espanha, Itália, Alemanha e Grécia. Com o álbum de estúdio da banda transformado em um show ao vivo, eles se apresentaram em locais notáveis ​​como Mojo Club em Hamburgo, The Paper Club em Tenerife e Fuzz Club em Atenas. Todos os quais foram repleto de soul, com amantes do gênero, que ficaram atordoados e literalmente chorando por mais! Eles fizeram uma breve pausa em 2013 e voltaram ao cenário em 2014. Desde que voltaram à cena, Hannah e seu novo coletivo de Bristol apareceram em lugares tão prestigiosos como o Cartagena Jazz Festival, o Mostly Jazz Festival, Kafe Antzokia e Circolo Magnolia . Além disso, eles venderam 3 shows no lendário Pizza Express Jazz Club em Londres (um em janeiro de 2015 e dois em janeiro de 2016). Além de vender várias noites de Craig Charles Funk & Soul ao redor do Reino Unido. O mais importante entretanto, a banda esteve no estúdio para trabalhar no seu segundo álbum.
Fonte: http://www.recordkicks.com/

Discografia

A Hill of Feathers (2012)









terça-feira, 29 de novembro de 2016

ALICE IN CHAINS - A HISTÓRIA NÃO REVELADA (DICA DE LIVRO)






































Terminei de ler o livro biográfico da banda Alice in Chains, que em minha humilde opinião foi e ainda é, a banda mais original daquela cena dos anos 90 conhecida como Grunge, onde juntamente com outros grandes expoentes da época, como as bandas Nirvana, Pearl Jam e o Soundgarden, formaram uma espécie de big four de Seattle. 

Antes de falar do livro, que por sinal gostei muito, gostaria de falar do impacto que o dito movimento Grunge teve em mim. Eu sou um fã do gênero musical rock desde muito cedo, ainda na infância, e foi na minha pré-adolescência e adolescência que influenciado pela onda metaleira pós rock in rio, tornei-me um aspirante a Headbanger. Antes do metal o hard rock era a minha praia, Kiss, Guns and Roses, Europe e etc, eram as bandas que eu mais ouvia, sempre fui muito eclético em se tratando de rock e hoje música em geral, porém como todo adolescente queria fazer parte de algum grupo. E os grandes lançamentos daquele final dos anos 80 e começo dos 90, é que me fizeram a começar ouvir metal, a pedra fundamental foi o Sepultura, daí vieram outros nomes como Iron Maiden, Metallica, Saxon, Judas, Ozzy, Dio e etc, apesar de eu gostar de Thrash/Death Metal, foi na onda New Wave of British Heavy Metal que eu me identifiquei mais, até hoje. Então no visual não poderia ser diferente, camisetas de banda, calças pretas, correntes, anéis, tênis de cano alto, botas e coturno, eram praticamente nossos uniformes, mais o cabelo comprido e ensebado. Só que na periferia de São Paulo daquela época, as turminhas eram bem divididas, Punks, Skinheads e Metaleiros se viam como rivais. Mas por incrível que pareça eu sofri bullying dos próprios Headbangers mais velhos, que era normal, até como uma espécie de rito de iniciação, mas no meu caso as intimações (termo como era conhecida na época, onde você teria que provar seus conhecimentos musicais), tornaram-se rotineiras, me valendo algumas camisetas e porradas, que recebia dos famosos “corredores polonês”, porém não eram estas coisas que me desanimavam mais e sim o fato de não ser aceito, havia um grande preconceito com a minha aparência, parecia que eu tinha "muito boa aparência" para fazer parte daquela turma, me chamavam de "cara de boyzinho", e essa rixa aumentou mais, quando comecei a namorar uma garota Headbanger cobiçada no meio dessa galera. Lembrando destas histórias, as acho hilárias, até por quê sou amigo de muitos destes caras até hoje. 

Falei de tudo isso para que tenham a ideia de como o movimento Grunge foi libertador, na época ainda não usávamos este termo e sim o termo "Alternativo", as bandas que surgiram no começo dos anos 90 e culminaram no Mainstream, fizeram com quê, a grande parte da juventude da época, abrissem suas cabeças para novas possibilidades, mudando não apenas os gostos musicais, mas também o comportamento de uma geração. O grunge é geralmente caracterizado por ser um estilo livre, fundiu vários elementos do rock em seu som, Hard, Metal, Punk, Classic Rock e etc, e por isso é interessante observar as grandes diferenças entre as bandas do mesmo movimento. O grunge tornou-se comercialmente bem-sucedido na primeira metade da década de 1990, devido principalmente aos lançamentos de Nevermind, do Nirvana, Ten, do Pearl Jam e Dirt do Alice in Chains, as três bandas possuem estilos tão próprios que se não houvessem inventado o termo grunge seria muito difícil classificá-las. Paralelamente, eu já estava ouvindo e conhecendo mais o nosso rock nacional, que por si só já era um movimento mais despojado e livre do que outros, no visual também, Renato Russo foi o grande ídolo juvenil roqueiro, mas com o visual de professor de geografia. O visual do grunge assim como seu estilo musical também foi o dos mais livres. Segundo a Wikipédia:

"As roupas comumente usadas pelos músicos grunge em Washington consistia de itens de brechós e típicas roupas (principalmente camisas de flanela) da região, bem como uma aparência geralmente desleixada. O estilo não desenvolve uma tentativa consciente de criar uma moda atraente; o jornalista musical Charles R. Cross disse: "Kurt Cobain era muito preguiçoso para lavar o cabelo", e Jonathan Poneman, da Sub Pop, disse: "Isso [roupas] é barato, durável e é uma espécie de intemporal. Também corre na contramão da estética toda chamativa que existia na década de 1980."

Então eu entrei de cabeça, cortei o cabelo, larguei meu visual Headbanger, comprei camisas de flanelas e voltei a usar minhas calças velhas surradas e desbotadas, meu gosto musical deu um salto e mergulhei não só no som da época mas em toda história do rock, aí veio a literatura e um olhar menos preconceituoso pela nossa própria música. Foi assim que o grunge me libertou.

Quanto ao livro, o Alice in Chains foi uma daquelas bandas que deixei de ouvir por muito tempo evitando me deprimir, passei por períodos nebulosos e o som da banda além de toda áurea sinistra dos músicos, ajudava baixar completamente meu astral, coisa que superei hoje. Voltar a ouvir Alice in Chains depois de um tempo é muito inspirador e revelador, como talentosos estes caras foram e ainda são no que fazem! Sua música é climática, pesada, melodiosa, suas letras são profundas, as harmonias vocais criadas pelo vocalista Layne Stanley e pelo guitarrista Jerry Cantrel são únicas e sensacionais, a cozinha perfeita de Mike Starr (baixo) e Sean Kinney (bateria) éra outro ponto alto da banda, que continuou com a ótima qualidade com os outros dois componentes posteriores Mike Inez (baixo) e William DuVal (Vocal/Guitarra). A história do Alice in Chains é trágica mas também é uma história de aprendizagem, foi muito bem contada neste livro de David de Sola e por isso eu o indico hoje neste meu humilde blog. Abaixo um trecho de uma resenha do site www.opoderosoresumao.com e o prefácio do livro, tenham uma boa leitura.


"Dotada de uma pesquisa meticulosa, principalmente nos anos iniciais, a fluída e reveladora narrativa traz à tona detalhes preciosos da banda que fora a primeira da cena de Seattle a obter um contrato com uma grande gravadora, a conquistar sucesso mercadológico e, tempos depois, ajudaria a alavancar toda a cena alternativa mundo afora. Outro ponto positivo é o fato de De Sola não se ater somente a carreira da banda em si, já que o autor busca as raízes históricas, mesmo que de forma breve, da infância e adolescência de cada um dos integrantes. A atenção a este ponto ajuda a elucidar muitos aspectos que futuramente fariam parte da composição sonora do grupo.

Como era de se esperar, a trajetória de Laney Stanley ocupa grande parte da obra e demonstra a degradação do artista que, quando em sã consciência, era uma pessoa doce, amável e carinhosa, mas se transformava em alguém sombrio sob efeito de drogas. De certo é que a força motriz do Alice in Chains resida justamente neste aspecto nebuloso, o preço por levar ao extremo de excessos acabou por consumir um dos maiores e mais versáteis vocalistas da história do rock.

Por mais que o livro careça de uma profundidade maior daquele período, marcado por inúmeras transformações sociais através da música no qual a banda fora umas das protagonistas, Alice in chains: a história não revelada é leitura obrigatória para compreender não só que Alice In Chains é uma das melhores bandas de todos os tempos como também serve como exemplo de superação e perseverança. Prova disso é que hoje a banda segue na ativa tendo Willian Duvall nos vocais e Mike Inez no baixo." (Texto de Bruno Lisboa em 16/11/16)
Fonte: http://www.opoderosoresumao.com/

A HISTÓRIA NÃO REVELADA

David de Sola
(Edições Ideal, 2016)

O Alice in Chains esteve entre as vozes mais altas de Seattle. Foram pioneiros icônicos que mesclaram o grunge ao metal de maneiras que continuam a influenciar os artistas contemporâneos, e sua história envolve trabalho duro, autodestruição, um renascimento das cinzas e o prosseguimento de um legado duradouro.

Quatro anos depois de seus integrantes se reunirem pela primeira vez num depósito sob a Ballard Bridge, em Seattle, o Alice in Chains se tornou o primeiro dos quatro gigantes do grunge – antecedendo o Nirvana, o Pearl Jam e o Soundgarden – a conseguir um disco de ouro e alcançar reconhecimento nacional. Com o carismático Layne Staley ao microfone, se tornaram uma das mais influentes e bem-sucedidas bandas provindas da cena musical de Seattle. Porém, à medida que a banda crescia, cresciam também seus problemas.

O renomado jornalista David de Sola se aventura sob os segredos, as fofocas e os rumores em torno da banda para contar sua história completa pela primeira vez. Baseando-se numa vasta gama de entrevistas com pessoas com conhecimento direto sobre a banda, muitas das quais falaram em público pela primeira vez, o autor explora como as drogas quase destruíram a banda e levaram as vidas de Staley e do baixista original, Mike Starr, e relata a ressurreição da banda com o novo vocalista, William DuVall.

Dos esforços anônimos até o topo das paradas com hits como “Would?”, “Man in the Box” e “Rooster”, Alice in Chains: a história não revelada mostra os membros da banda não como caricaturas de rock stars, mas como seres humanos brilhantes, imperfeitos e dotados de nuances, cujos anos de trabalho duro levaram ao sucesso que pareceu chegar da noite para o dia e mudou a cultura musical para sempre.

Sobre o autor: 
David de Sola é um jornalista norte-americano e já atuou na CNN, no programa 60 Minutes e na agência Reuters, além de ter trabalhos publicados em The Atlantic, The Huffington Post e outros veículos impressos e digitais. Vive em Los Angeles.
Visite seu site www.daviddesola.com e siga-o no Twitter, @daviddesola.

“David de Sola explica em detalhes fascinantes como o Alice in Chains se tornou uma das bandas mais importantes a emergir da cena roqueira de Seattle e lança nova luz sobre os impulsos obscuros que os levou tanto à grandeza quanto à tragédia. Para ler compulsivamente.”
– John Jobling, autor de U2: The Definitive Biography

IMPRESSÕES SOBRE O LIVRO

“Uma abordagem estelar de fontes documentais intercalada com uma profundidade incrível por entrevistas totalmente novas é o que faz desta a primeira biografia abrangente do Alice in Chains. A maioria das bandas de rock só pode almejar este nível de respeito e dedicação ao ter sua história contada.”
– Nick Soulsby, autor de I Found My Friends: The Oral History of Nirvana

“Uma história bem documentada de uma das bandas mais importantes e influentes a emergir da cena de Seattle. O livro vai agradar tanto aos fãs do grunge quanto aos de metal.”
– Mark Yarm, autor de Everybody Loves Our Town: An Oral History of Grunge

“David de Sola traz uma sensibilidade refinada à história do Alice in Chains… O autor situa habilmente a sonoridade, a atitude e o estilo de vida da banda no contexto de uma época e um lugar particulares… Um livro de fontes pesquisadas à exaustão.”
– Kirkus Reviews
   
     


domingo, 20 de novembro de 2016

POWER TRIO (AS DEZ MELHORES DE MINHA PREFERÊNCIA)





























Está é uma lista simples que elaborei, das dez melhores bandas de rock em formato power trio de minha preferência, não quis escrever sobre cada banda e sim deixar que as performances em vídeo falem por si só, deixei algumas outras fora da lista que também curto bastante, como o Taste, o Mountain, o Nirvana, o Them Crooked Vultures, a Latina Americana Aeroblus, como também algumas nacionais que ando ouvindo, como o Patrulha do Espaço, o Rinoceronte, O Terno e os Os Paralamas do Sucesso. Espero que gostem e fiquem a vontade em comentar suas próprias preferências.

1º Cream


 



2º The Jimi Hendrix Experience






3º Rush














4º The Police

















5º Stevie Ray Vaughan and Double Trouble


















6º The Winery Dogs




















7º Grand Funk Railroad














8º ZZ Top

























9º Budgie
















10º Motörhead