segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

O ROCK INDEPENDENTE BRASILEIRO (PARTE 4)



















Plástico Lunar














Plástico Lunar? É, isso mesmo. Banda de rock que impressiona por fabricar uma música rica, que já beijou o blues e abraçou o progressivo, oscila entre a psicodelia e a Black music e vem se destacando em Aracaju por produzir um som sem afetação dos ritmos regionalistas, mas sim, antes de qualquer rótulo, é autenticamente uma banda de Rock’n Roll. A Plástico Lunar é formada por Daniel Torres (Vocais e Guitarra), Plástico Jr. (vocais e baixo), Leo Airplane (teclados), Júlio Andrade (Guitarras) e Marcos Odara (bateria). A banda tem 2 Eps, “Plastic Rock Explosion” (2003), “Próxima Parada” (2005); lançou em 2009 “Coleção de Viagens Espaciais”, seu álbum oficial pela Baratos Afins, selo consagrado por imortalizar pérolas da psicodelia brasileira, e em 2011 lançou o single “Mar de Leite Azedo” dando uma amostra do som que virá no segundo álbum da banda. 


Integrantes:
Daniel Torres - Vocal e Guitarra
Plástico Jr. - Baixo e vocais
Julio Andrade - Guitarra e vocais
Leo Airplane - Teclado
Marcos Odara - Bateria







Supercordas


Tem um disco do Hendrix pouquíssimo badalado que durante muito tempo foi frequentador assíduo das minhas playlists. Comprei baratinho, mais até pelo nome: 'Psychedelic Voodoo Child'. Cumpre totalmente o título: psicodélico, lisérgico e esfumaçado. Perto das músicas do Hendrix enfileirava Mutantes, Brasões, Zé Ramalho e Lula Côrtes no clássico Paêbirú', temperava o caldeirão com Doors, Zappa, Cream, Velvet e tudo certo, só sonzeira.

Foi assim, atraído pelo rótulo psicodélico, que cheguei ao Supercordas (aliás, um dos melhores nomes de banda já criado). A porta de entrada foi 'A Mágica Deriva dos Elefantes', discaço de 2012, em todas as listas de melhores do ano. Banda formada nove anos antes, em Paraty, litoral sul do Rio, o Supercordas chegava ao seu segundo disco de estúdio (eles tem mais dois EPs; ouça aqui) como uma das principais apostas da novíssima música brasileira com um som encorpado, ao mesmo tempo bucólico e épico, acima de tudo viajante e totalmente inspirado nos anos 60.

Entrou rápido para minha lista de sons psicodélicos e dois anos depois continua lá firme e forte, agora junto com mais revelações de riffs alucinógenos como O Terno, The Outs e, claro, a excelente e top aqui no blog, Boogarins. Mas outro dia mesmo passando pelo disco do Hendrix em casa - por isso a abertura com 'Psychedelic' - veio logo o Supercordas à cabeça: cadê os caras que não mandam notícias? Numa coincidência diria psicodélica, dias depois o Facebook era inundado com posts, matérias e entrevistas anunciando música nova, 'Sobre o amor e pedras', com o vocalista Pedro Bonifrate falando sobre uma 'Odisseia ao contrário, distorcida', 'um mundo sem porteira', 'paralelos interpretativos'... opa, total Supercordas! Ainda não é o aguardado terceiro disco, talvez até menos psicodélico e mais roqueiro que 'Elefantes', mas a qualidade segue fortíssima, letra e vocais viajantes, banda afiada e contribuições luxuosas de Gui Toledo na mixagem e do mago dos moogs Artur Joly na masterização.

Gravado em SP no estúdio do baixista Diogo Valentino (completam a banda Filipe Giraknob na guitarra, Gabriel Ares nos teclados e Digital Ameríndio na bateria e vozes), 'Sobre o Amor e Pedras' é o primeiríssimo single do novo álbum previsto para sair no primeiro semestre de 2015 (Bonifrate antecipa nomes de quatro faixas na entrevista abaixo). A música ganhará clipe nos próximos dias com imagens de arquivo do diretor Giuliano Gerbasi no clima 'road-song'. Saiba mais sobre a produção do disco, novas sonoridades, influências e bastidores da gravação na entrevista exclusiva com o vocalista e guitarrista Pedro Bonifrate. 

Fonte: http://oglobo.globo.com/




Validuaté















Validuaté é uma banda brasileira que surgiu em 2004, em Teresina. Com a proposta de experimentação rítmica sobre o rock e outros ritmos, a banda apresenta sua própria mistura de elementos da música brasileira e mundial. Já dividiu palco com grandes nomes da música brasileira como Caetano Veloso, João Bosco, Bossacucanova, Fernanda Porto, Cachorro Grande, Paralamas do Sucesso e foi indicada recentemente para concorrer ao Prêmio Multishow de Música Brasileira 2014

O grupo Validuaté foi formado em 2004, mas só passou a ganhar mais notoriedade em 2006, quando abriu shows da turnê Cê, de Caetano Veloso. Já em 2007, a banda dividiu palco com diversos artistas conhecidos nacionalmente Paralamas do Sucesso, Luxúria, Cachorro Grande, Tihuana e, em 2008, Fernanda Porto. Nesse ano, participou do festival Teresina é Pop, da Feira Internacional da Música de Fortaleza e da 4ª Feira de Arte e Cultura Nação Piauí, em Brasília.

Somente em 2008, a banda lançou seu primeiro disco, Pelos Pátios Partidos em Festa. Devido à repercursão do disco, a banda chegou ao circuito indie nacional, fazendo algumas apresentações em São Paulo, no Studio SP e no bar Mofo, na ferveção da Lapa, no Rio de Janeiro. 3 . Em 2008, foi a convidada para tocar no palco Torquato Neto, o principal palco do Festival Piauí Pop, que contou com um público de cerca de 30 mil pessoas, juntamente com as bandas Nx Zero, Engenheiros do Hawaii e Capital Inicial.

O segundo albúm da banda veio em 2009, com participação especial de artistas renomados nacionalmente como Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado que compôs uma poesia especialmente para a canção "O Hermeto e o gullar". O cantor, apresentador e ator Zéu Britto, conhecido pela atuação em novelas e seriados da Rede Globo, participou cantando a música brega/hilária "Bruta como antigamente"; Isaac Bardavid, um renomado ator e dublador do estúdio Herbert Richers, também participou recitando em "A lenda do peixe francês".

Em 2014, Validuaté foi indicada para concorrer ao Prêmio Multishow de Música Brasileira.

A banda gravou recentemente um show, com um repertório que traz seus maiores clássicos, e planeja lançar como um DVD para comemorar os 10 anos de existência em 2014. Para financiar a pressagem do DVD, a banda lançou uma campanha no site de crowdsourcing Catarse, e em pouco mais de 1 mês conseguiu arrecadar um valor maior do que o planejado inicialmente para o projeto.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.




Vespas Mandarinas



Vespas Mandarinas é uma banda de rock formada na cidade de São Paulo, no ano de 2009, composta por Thadeu Meneghini, Chuck Hipolitho, André Dea e Flavio Guarnieri.
Seu álbum de estréia, "Animal Nacional", foi indicado ao 14º Grammy Latino na categoria "Melhor Álbum de Rock Brasileiro", em 2013

A Vespa Mandarina, inseto nativo da Ásia, igualmente conhecida como Zangão Japonês ou Vespa Assassina, figura no topo da lista dos insetos mais perigosos do Planeta. Essa classe de artrópode possui uma neurotoxina cujo veneno mata, todos os anos, cerca de 40 pessoas ao redor do mundo, além de dizimar outros insetos, como abelhas e louva-a-deuses. Vespas Mandarinas, no plural, também é o nome da banda paulistana – formada por Chuck Hipolitho (guitarra e voz), Thadeu Meneghini (guitarra e voz), André Dea (bateria) e Flavio Guarnieri (baixo) – que lança “Animal Nacional”, seu álbum de estreia pela gravadora Deck. Tanto Vespas Mandarinas quanto “Animal Nacional” são nomes que, nesse primeiro disco, se ajustam como uma carapuça e guardam, ao longo de seus 41 minutos, inoculantes venenos poético-sonoros. 
As Vespas Mandarinas tiveram na populosa e sempre caótica cidade de São Paulo o cenário e a maior fonte de inspiração na qual sorveram seu combustível. No álbum, a urbanidade de megalópole revela-se direta, indireta, sonora e metaforicamente. O conjunto de influências musicais da banda, que inscreve no rock de ascendência brasileira seu traço genético, é amplo: vai da “era de ouro” do rock verde-amarelo, os anos 80, através de bandas que chegaram ao mainstream – Titãs, Ira!, Paralamas do Sucesso e Engenheiros do Hawaii – e outras mais subterrâneas, mas não menos importantes – como, por  exemplo, Gueto, Smack, Picassos Falsos e Violeta de Outono. 

“Animal Nacional” valoriza as letras, o discurso, a poesia e enfatiza, em muitas canções, as guitarras, grandes e robustas, manejadas pela dupla Chuck/Thadeu. O acompanhamento de André e Flavio, baixo e bateria respectivamente, dão corpo à massa sonora das Vespas Mandarinas. As composições, segundo Meneghini, expressam profundidade, a “filigrana dourada” que se perdeu no “desletrado” e superficial rock desses esvaziados tempos. A banda encorpou esse “mojo letrístico” – em certos momentos literário e romântico e, em outros momentos, ríspido e crítico –, contando com novas e antigas parcerias musicais. Uma delas foi a contribuição do compositor de mão-cheia Adalberto Rabelo Filho, da banda Judas,  um dos grandes letristas dessa geração, e outra a participação intelectual de Fábio Cascadura, da banda baiana Cascadura. 
O álbum tem 12 faixas e, dentre elas, “Cobra de Vidro”, já conhecida pelos fãs da banda. A música ganhou videoclipe dirigido pela lente do cineasta Ivan Cardoso, mestre do “terrir”, diretor de filmes seminais como “As Sete Vampiras” e “Escorpião Escarlate”. 
“O Vício e o Verso”, pode-se dizer, é um rock contemporâneo com letra setentista, de versos que põem o ouvinte a refletir: “Ninguém vê a beleza nesse mundo em liberdade vigiada”.

Algumas canções são parcerias inéditas, casos de “A Prova”, que tem o “espirito concretista” do titã Arnaldo Antunes e de “Santa Sampa”, com Bernardo Vilhena (parceiro de longa data de Lobão). “Animal Nacional”, a propósito, é o título de um poema de Bernardo Vilhena, escrito na década de 70. Na música das Vespas Mandarinas, no entanto, a expressão alude à “retomada do rock nacional”.

O álbum ainda traz as canções “O Amor e o Ocaso”, “Um Homem Sem Qualidades” e a já conhecida “O Herói Devolvido”. Além das faixas “Rir no Final” e “Não Sei O Que Fazer Comigo” – versão da música “Ya No Sé Qué Hacer Comigo”, dos uruguaios do El Cuarteto de Nos.  

O disco foi gravado entre os estúdios Tambor (RJ) e Costella (SP) e tem produção de Rafael Ramos. 
Animal Nacional – “‘Animal Nacional’ é um bicho que a gente criou no cativeiro do nosso inconsciente, mas tem muito de consciente nele também”, explica Thadeu Meneghini. “É uma valorização do que é brasileiro sem o lado piegas e chato de ser nacionalista. É a representação de um Brasil possível convivendo com o que é certo e errado, sem a sombra do politicamente correto, sem o medo da intelectualidade e da comunicação popular”.  Um Brasil, ele completa, inserido na cultura pop mundial. O Brasil do Raulzito, Ivan Cardoso, Wally Salomão e Tiririca.  

O guitarrista Chuck Hipolitho diz que o melhor do rock brasileiro dos anos 80 está no DNA das Vespas Mandarinas. Foi, para ele, uma época tão legal e frutífera na arte no Brasil que tudo o que aconteceu na música “infiltrou” em todo mundo – mesmo que indiretamente. “Eu era uma criança e recebi tudo; as crianças estão abertas. Naquela época, no Brasil, eu acho que existia uma equação muito interessante de ingenuidade, sagacidade, vontade e criatividade dadas as limitações comerciais, sociais, políticas e técnicas. O que gosto mesmo naquilo tudo é o poder de penetração e a conexão com o aqui e o agora que tinha na época”.
“Animal Nacional” é a cura para o mundo superficial de nossos dias. Um veneno que, ao mesmo tempo, é um antídoto para as falsas modernidades.
Cristiano Bastos

Fonte: http://www.vespasmandarinas.com.br/ e Wikipédia, a enciclopédia livre.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A VIDA NA SARJETA (Dica de Livro)

"Pobreza costumava significar passar fome e não possuir as roupas adequadas para vencer o mau tempo, assim como passar horas em um trabalho desgastante para conseguir pagar as contas no fim de mês. Mas hoje a maioria das pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza oficial não só tem bastante comida como, em geral, é provável que esteja acima do peso. Há tantas vestimentas que os jovens delinquentes brigam por causa de roupas de grife ou tênis de marca. Quanto à ocupação, hoje existe menos trabalho em lares de baixa renda do que entre os mais ricos.

A maioria dos pobres hoje tem televisão em cores e forno de micro-ondas. A pobreza no antigo sentido material está longe de ser tão disseminada quanto outrora. A vida nas camadas mais baixas da sociedade, contudo, não é brincadeira - muitas vezes é um pesadelo.

A Vida na Sarjeta, livro recentemente publicado, retrata com acuidade brilhante a dolorosa situação da subclasse - o vazio, as agonias, a violência e a sordidez moral. Este livro trata de uma região de classe baixa da Grã-Bretanha onde o autor, Theodore Dalrymple, trabalha como médico. Na verdade, isso pode tornar a mensagem mais fácil para muitos norte-americanos, para que compreendam e aceitem. 

A maioria das pessoas sobre quem Dalrymple escreve é branca, de modo que é possível contemplar honestamente as causas e consequências do modo de vida da subclasse, sem medo de ser chamado de "racista".

Essas pessoas que fazem as mesmas coisas socialmente destrutivas e auto destrutivas que são feitas nos bairros de classe baixa dos Estados Unidos não podem alegar que tal comportamento se deve ao fato de seus ancestrais terem sido escravos ou porque enfrentam discriminação racial.

Eliminadas as justificativas, talvez possamos encarar a realidade e argumentar de maneira razoável sobre como as coisas ficaram tão confusas e horríveis. Como médico do serviço de emergência, Theodore Dalrymple atende jovens que foram espancados a ponto de precisar de cuidados médicos - por tentar ir bem na escola. Quando isso acontece nos guetos norte-americanos, as vítimas são acusadas de "agir como os brancos" por buscar uma formação. No outro lado do Atlântico, tanto as vítimas quanto os agressores são brancos. 

A região de baixa renda britânica em que Dalrymple trabalha, assim como sua contrapartida norte-americana, tem como característica o que denomina de um "tipo de jovem egoísta e feroz, de quem manteria distância em plena luz do dia". Ele também observa a "destruição dos sólidos laços familiares nos mais pobres, laços que, pela mera existência, faziam com quê um grande número de pessoas saísse da pobreza".

O próprio pai de Delrymple nasceu em um bairro pobre - mas num contexto social muito diferente daquele da subclasse de hoje. Primeiro, seu pai teve um ensino de verdade. Os manuais escolares nos quais aprendeu seriam considerados muito difíceis na era da educação facilitada. 

O pai de Dalrymple adquiriu ferramentas para sair da pobreza, ao passo que à subclasse de hoje não só são negados tais instrumentos, como ela aprende justificativas para permanecer na pobreza - e as ideologias colocam a culpa dos problemas nos outros, estimulando a inveja e o ressentimento. O resultado geral é uma geração de pessoas que tem dificuldade para escrever palavras simples ou para realizar operações matemáticas elementares, e que não tem nenhuma intenção de desenvolver habilidades profissionais. 

Por ter as necessidades materiais providas por um Estado assistencial, como se fossem animais em uma fazenda, essa subclasse tem "uma vida esvaziada de significado", como diz Dalrymple, já que não pode nem mesmo se orgulhar de conseguir pagar a própria comida e a própria casa como fizeram as gerações que a antecederam. Pior ainda, é abandonada sem nenhum senso de responsabilidade num mundo sem juízos de valor.

Alguns educadores, intelectuais e outros creem estar sendo amigos dos pobres ao justificar ou "entender" esse comportamento autodestrutivo e ao estimulá-los a ter uma visão paranoica do mundo que os cerca. No entanto, a coisa mais importante que alguém pode fazer pelos pobres é ajudá-los a sair da pobreza, assim como o pai de Dalrymple foi ajudado por aqueles que lhe ensinaram e possibilitaram que ascendesse a um nível melhor - tratando-o como um ser humano responsável, não como gado.

Nenhum sumário faz justiça aos vívidos exemplos e às argutas impressões de A Vida na Sarjeta. Precisa ser lido - com o discernimento de que a história desse livro também é a nossa história. 

Apresentação do livro A Vida na Sarjeta de Theodore Dalrymple por Thomas Sowell.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

BEM VINDOS A 2015


Bem vindos a 2015
senhoras e senhores
não digam nada,
nada que se arrependam
não digam nada
são todos tão frágeis 
sentimentos artificiais 

é tudo tão politicamente correto
expostos à sua hipocrisia digital
cuspindo palavras de ordem
aplaudindo a desordem
dos gastos públicos do planalto central

Revista Veja, revista Carta capital
direita e esquerda
vinagre e sal
anarcomunistaneoliberal!

iPod, Hi Fi, Selfie, Face ou deixe
à gasolina subiu, sumiu
à carne inflacionou, flagrou
é caixa dois, é a Petrobrás
que não nos pertence mais!

A "presidenta" falou:
nem que a vaca tussa!
Tossiu...
Cortes nas folhas de pagamento
de todos os benefícios sociais 

narcotráfico, latrocínio, 
baile funk, Sodoma e Gomorra
igreja católica na encruzilhada
galinha preta, pipoca e farofa
"islamofobia"! vê se pode?
me faz o favor minha senhora
permaneça calada!

Ideologia não preciso nenhuma para viver
Meus heróis acordam às cinco da madrugada
Meu partido
é um coração infartado
meus heróis voltaram da reabilitação 
meus amigos, foram todos vendidos
tão baratos que eu nem acredito
eu nem acredito

E aquele garoto tão sujo e imundo
atirou a sangue frio na cabeça do militante
dos direitos humanos, e quem viu?
a vida banalizada morre na estrada
com tiros na madrugada!

"Pedofilia legalizada"?
gayzismo, cinismo, feministas exageradas 
onde andara Sininho?
onde andara os caras pintadas?
onde andará os Black Blocs?
eu vi Feliciano e Jean Wyllys andando de mãos dadas 
na calçada de Copacabana 
e ninguém me engana!

Eu vi Ateus felizes graças a Deus
Eu vi crentes sambando na avenida
Eu vi judeus pedindo esmola
Eu vi americanos democratas
negociando uma nova guerra fria
Eu vi Obama pedir exílio aos irmãos Castro
eu vi um porto brasileiro se afundar numa ilha
aquela da fantasia: pátria o muerte! 
Moeda forte...

Eu vi São Paulo acordar e sacudir o pó da bandeira
Eu vi patriotas, um lobo uivando contra o monumento
Eu vi um militar pedir anistia
E um humorista ser perseguido pela própria piada

Revolucionários reacionários
Negros racistas 
feministas carentes
e egoístas coletivistas

Toca Raul aí 
me passa o Narguilé 
esta tocando bosta nova na TV
estão indo tão a fundo em tudo
e tudo é tão Roots
is all complete nonsense:

Cavalo Piancó, dança de ciranda
o Coco, é Dança de São Gonçalo
Dança do Lelê, e ninguém mais lê
é o Espontão, Frevo de Pernambuco
é o Maculelê, Pagode de Amarante 
Tambor de Crioula, Torém 
bullshit
bota mais carne seca na feijoada,
é o retrocesso da razão
é o futuro esquecido
é o improgresso da nação!

Legalizem já
o meu direito de pensar
de concordar e descordar
de ir  e vir
de gritar ou me calar
de curtir ou não curtir
o mais novo post
daquele vlog
daquela foto no Instagram 
da panicat semi nua
do mais novo flagra daquele artista
da novela das oito
da rede Globo de televisão!
que caiu na rede sem permissão
e virou um viral
que rendeu bem mais de um milhão!

E o que será que dirá em sua defesa meu irmão?
Você vai gritar, você vai xingar, espernear
você vai mentir, caluniar, e escorregar
tropeçar em suas próprias palavras
e vai ser aquela quizumba na rua
uns gritando coxinha, outros frutinha
uns querendo tarifa zero outros bolsa família
pedindo colo e forca ao mesmo tempo
Ó pátria amada idolatrada salve, salve!

O Estado mãe de tetas gordas
derramando leite na boca
daquele cidadão, que desperdício!
quanto leite desperdiçado
esse marmanjo já deveria ter se desmamado
e aprendido algum oficio,
alguma profissão!

São tantas letras que confundem as cabeças
de quem já não quer pensar, não!

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia?
Será que vem da Lei Rouanet o que será
Que nem dez mandamentos vão conciliar
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo!

Igor Motta
06/01/2015

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

NÃO PARE NA PISTA (DICA DE CINEMA)



Acabei de ver Não Pare na Pista, filme biográfico sobre a vida do escritor e compositor Paulo Coelho e adianto que, tive uma grata surpresa. O filme é bem produzido e muito bem montado, segue uma cronologia mas não em sua ordem natural, as cenas vão e vem, dentro de três fases da vida do autor. 

Escritor do best seller O Alquimista, e que já foi chamado de O Mago: lembro de ouvir quando eu era adolescente que ele conseguia "mover coisas com a mente e fazer chover", seria ótimo nesse tempo seco de São Paulo. Boatos a parte, o filme chama a atenção para a parceria de Paulo Coelho com Raul Seixas, de como se conheceram e de como e porquê Paulo se afastou de Raulzito. A caracterização dos atores ficou ótimo, o ator Júlio Andrade que fez as fazes adulta e os tempos atuais do escritor trabalhou muito bem, tanto em cenas delicadas dos conflitos pessoais, sua prisão e etc, quanto a fase atual pelo trabalho de  maquiagem, que ficou ótimo. 
O ator Ravel Andrade que fez o papel de Paulo em sua juventude também trabalhou muito bem, são dele as cenas mais tensas, cenas de quando Paulo Coelho entra em conflitos com o pai, faz você se irritar um pouco com o personagem mas logo passa e você consegue encontrar um contra ponto nesses conflitos. 


Outro grande destaque é a caracterização e a atuação do ator Lucci Ferreira que incarnou Raul Seixas, em seu inicio de carreira, ainda como produtor musical para depois com Paulo Coelho escreverem juntos os maiores sucessos de Raul daquela época. Estava perfeito, tanto sua voz como as características físicas. Poderiam aproveitar o embalo e filmarem a história de Raul, fica a dica. 


Detalhes e Sinopse do filme:

Filmagens
As filmagens aconteceram entre 23 de abril e 2 de julho de 2013.
O filme teve locações no Rio de Janeiro e em Santiago de Compostela, na Espanha.

Sucesso mundial
O cinebiografado Paulo Coelho é o escritor brasileiro mais lido de todos os tempos, tendo ultrapassado a impressionante marca de 100 milhões de livros vendidos em mais de 50 países. Seu maior sucesso, "O Alquimista" vendeu cerca de 65 milhões de cópias em todo o mundo.

Intérprete do Paulo Coelho jovem, o protagonista Júlio Andrade incorporou um outro artista brasileiro recentemente: o cantor Gonzaguinha, em Gonzaga - De Pai para Filho.

Fórmula
O filme foi construído a partir de conversas da roteirista Carolina Kotscho com o próprio Paulo Coelho. A escritora tem experiência em cinebiografias, tendo sido responsável pelos roteiros de 2 Filhos de Francisco, sobre a dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano, e Flores Raras, sobre o relacionamento da poeta norte-americana Elizabeth Bishop (Miranda Otto) e a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares (Glória Pires).

Atores e atrizes
Júlio Andrade Personagem: Paulo Coelho (mais velho), Ravel Andrade Personagem: Paulo Coelho jovem, Lucci Ferreira Personagem: Raul Seixas, Letícia Colin, Fabiula Nascimento Personagem: Mãe de Paulo e Enrique Díaz Personagem: Pai de Paulo.
Diretor
Daniel Augusto
                                                                                                    Fonte: http://www.adorocinema.com/

MENTES EM TRÊS PARTES (PRIMEIRO MOMENTO)



PARTE I - ARMADILHAS PARA A MENTE

Mentes aprisionadas
trancafiadas,
em celas invisíveis.

Indivisíveis opiniões,
presídio ideológico,
mentes que mentem.

mente quem invente,
a mente que mente
à mentes que mentem.

Mente que mente à
própria mente, pare,
reinvente...  a mente que te invente



PARTE II - MENTE DOENTE

Remédios que regulam a mente,
remédio que regula à mente
mentem quem diz regular a mente.

A mente que mente
ao regular a mente,
remédios e mentes

mentem ao regular a mente.
A mente é, e regula quando mente
mentem quem diz regular a mente. 


PARTE III - MENTES MANIPULADAS

Mentes que manipulam,
mentes que não regulam,
regulam sua opinião.

Mentes que mentem
se acomodam, 
mentem que não.

Mentes que controlam mentes,
mentem à mente acomodada,
que mente à própria mente.

Mentes manipuladas são,
mentes anestesiadas,
à não mudarem de opinião. 
Mentes que mentem, que não mentem... 

Igor Motta
2014









quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A BOLHA (HISTÓRIAS DO ROCK NACIONAL)




É incrível a história de A Bolha, que iniciando como The Bubbles, passou de um mero conjunto de bailes da zona sul do Rio de Janeiro, para se tornar no período de quatro anos em um dos melhores e mais pesados conjuntos de bailes do seu estado. Depois, arriscaram tudo e deram o salto, investindo mesmo contra os conselhos de empresários, em repertório e imagem própria.






















Tornam-se então A Bolha, que com algumas mudanças cruciais de integrantes, pavimentam o caminho para futuras bandas como Modulo 1000 e Veludo Elétrico, além de seus integrantes fundarem posteriormente outras bandas de maior êxito comercial como Herva Doce e Hanoi Hanoi. 



A história de A Bolha começa com as aspirações musicais dos irmãos Cesar e Renato Ladeira. Em uma viagem com os país aos Estados Unidos, os dois adolescentes se vêm pegos em meio ao turbilhão da Beatlemania. Com noções de violão, passam a se dedicar ao instrumento com mais afinco. Com a intenção fixa de formar um conjunto, encontram nos irmãos Lincoln e Ricardo Bittencourt a formação ideal. Nasce portanto, The Bubbles. 













The Bubbles (65-70)
Renato Fronzi Ladeira - guitarra, teclados e vocais 
Cesar Fronzi Ladeira - guitarra 
Lincoln Bittencourt - baixo 
Ricardo Roriz - bateria 




O próximo passo foi eletrificar a banda, todos investindo em guitarras elétricas, além do infalível órgão Farfisa. Junto com Renato e Seus Blue Caps, The Fevers, The Clevers e outros daquele período, The Bubbles tornam-se uma boa e respeitável banda de baile, atuando em clubes sociais e festas escolares. Com um repertório típico dos conjuntos de baile da época, oferecem horas de agito nos sábados com fartas dosagens de Rolling Stones, Beatles, no melhor estilo Iê- Iê- Iê. Com um contrato com a Musidisc, lançam os compactos “Não Vou Cortar o Cabelo” que é uma versão em portugues de "Break It All" do The Shakers. O lado B segue a mesma logica, oferecendo uma versão de “Get Off My Cloud” dos Rolling Stones chamado “Porque Sou Tão Feio.” 


















A popularidade do grupo vai crescendo, assim como a habilidade do conjunto de imitar com mais afinco, a sonoridade de suas bandas prediletas. Essencialmente uma banda de zona sul, passam rapidamente a cobrir e ser aceitos também na zona norte e subúrbios. O repertório passa a ficar cada vez mais diversificado, mudando conforme os tempos. Em 1968, o irmão mais velho Cesar Ladeira deixa The Bubbles para se dedicar aos estudos. Acabaria se formando e seguindo uma vida próspera trabalhando na Bolsa de Valores. Em seu lugar veio Pedro Lima, um guitarrista com um gosto por rock mais pesado. Não demoraria para Lincoln Bittencourt também deixar o grupo, sendo substituído então por Arnaldo Brandão de dezoito anos, que tocava na banda The Divers. 















Com a nova formação, The Bubbles se transformava em um conjunto bem mais pesado. Seu repertório passava a incluir Cream, Hendrix, e mais tarde Grand Funk e Black Sabbath. Ainda basicamente um conjunto de baile, e portanto limitados a tocar conforme a exigência do mercado, foram cada vez se apresentando menos na zona sul e se concentrando mais na zona norte e subúrbio do Rio de Janeiro. Por saber identificar com perfeição as necessidades de seu público, que é essencialmente manter um pique de agito para a galera poder dançar e sarrar apesar de todas as suas frustrações da semana, The Bubbles rapidamente passou a ser identificado como uma das melhores e mais respeitadas bandas de baile da cidade. 

De uma banda capaz de atrair facilmente cerca de trezentos a quatrocentas pessoas em apresentações em colegios, para atrair quinhentas a mil e quinhentas pessoas em bailes, The Bubbles já atraem por volta de cinco mil pessoas em apresentações nos fins de semana. Em 1970, são contratados como banda da cantora Gal Costa, em show dirigido por Jards Macalé e Hélio Oiticica. Em meados do mesmo ano, visitam Caetano e Gil na Inglaterra durante o periodo de exilio dos dois baianos. Enquanto lá, assistem o festival na Ilha de Wight, serie de apresentações que terá grande impacto sobre a banda e influência na música que passarão a fazer dali em diante. Ao retornar para o Brasil, mudam a referência musical da banda passando a ser mais voltados ao blues-rock pesado. Começam também a compor seu próprio material. Pouco depois, mudam de nome e passam a se chamar A Bôlha. 


A Bolha (70-78)
Renato Fronzi Ladeira - guitarra, teclados e vocais 
Pedro Lima - guitarra 
Arnaldo Brandão - baixo 
Ricardo Bittencourt - bateria 

O primeiro show do A Bolha foi em Niteroi para um público de quinhentas pessoas. Tudo em relação à banda pegou todos no baile de surpresa. A diretoria do clube promoveu a noitada como The Bubbles direto de Ilha de Wight, ignorando completamente a informação dada com antecedência de que a banda havia mudado de nome. E durante o show, tocando apenas o repertório novo, que por sinal eram composições novas que ninguém conhecia. O resultado foi desastroso com um período de vaias seguidos por abandono do salão. Ao final do show, haviam menos de quinhentos marmanjos assistindo curiosos enquanto suas namoradas resmungavam. Ninguém dançou. 

Passaram a tentar se apresentar em teatros porém o dinheiro arrecadado na bilheteria muitas vezes mal dava para pagar o alugel do local. A aceitação da nova proposta da banda e novo repertório, eram nestas ocasiões bem maior, porém o grande público de A Bôlha continuava sendo o público de bailes, querendo dançar nos sábados a noite. 

O sucesso financeiro encontrado através dos bailes fez com que seus integrantes fossem acostumados a um certo nível de comforto. Compraram no passado móveis e imóveis, e prestações precisavam ser pagas. Uma realidade de mercado obrigou a banda a rever suas concepções iniciais. Procuram um meio termo montando um repertório híbrido e banindo várias das canções novas do grupo em palco. Ao mesmo tempo, procuravam aproveitar os ensaios para os aperfeiçoar cada vez mais. 













Surge então a oportunidade da primeiras sessões de gravação profissionais. Lançam assim em 1971, um compacto simples pela gravadora Top Tape com as músicas, “Sem Nada”/“Dezoito e Trinta.” A falta de repercussão com o trabalho somados a perda gradativa de seu público maior causam incertezas entre integrantes quanto à validade ideológica encontrada em power-chord blues e rock pauleira. A terceria formação de A Bôlha seria montado então em 1972. 

Em final de 1971, foi a vez de Ricardo Bittencourt deixar o grupo. Com um show importante marcado no Clube Monte Libano, A Bôlha servindo como banda de apóio para Sergio Mendes, Ricardo foi substituído inicialmente por Johnny (?). No entanto, o pai de Johnny não permitiu a seu filho se envolver seriamente com rock e o obrigou a deixar o conjunto e se dedicar mais aos estudos. Com calma e mais tempo para procurar alguém à altura da seriedade que a banda precisava, encontram Gustavo Shroeter. 

A persistência do grupo em investir no próprio som e na própria imagem é paga quando conseguem um contrato com a gravadora Continental para o que se torna o álbum de estreia da banda. Entitulado “Um Passo À Frente,” o disco se propõe a ser exatamente isto. Lançado em 1973, o disco oferece sete faixas, todas composições próprias. 

Renato Fronzi Ladeira - guitarra, teclados e vocais 
Pedro Lima - guitarra 
Arnaldo Brandão - baixo 
Gustavo Shroeter - bateria 

01. Um Passo À Frente (Renato Ladeira - Pedro Lima - Gustavo Schroeter - Lincoln Bittencourt) 
02. Razão De Existir (Pedro Lima) 
03. Bye My Friend (Pedro Lima) 
04. Epitáfio (Renato Ladeira - Pedro Lima - Gustavo Schroeter - Lincoln Bittencourt) 
05. Tempos Constantes (Pedro Lima) 
06. A Esfera (Pedro Lima) 
07. Neste Rock Forever (Wolf - Pedro Lima - Carlos Maciel) 




Considerado por muitos como a melhor fase do grupo, infelizmente esta formação dura apenas por um ano. A Bolha vê 1974 chegar tendo que montar uma nova cozinha. Arnaldo ao deixar a banda, passa a acompanhar Raul Seixas e depois Jorge Mautner, já como membro da banda Bomba Atômica. Gustavo deixaria o grupo para se juntar à nova encarnação do Veludo, antigo Veludo Elétrico. Já na nova encarnação de A Bôlha, no baixo retorna Lincoln Bittencourt, enquanto na bateria chega o novato Léo Cesar. Para que Renato possa cuidar exclussivamente dos teclados, Marcelo Sussekind adere à trupe transformada agora pela primeira vez em um quinteto:

Renato Fronzi Ladeira - teclados e vocais 
Pedro Lima – guitarra 
Marcelo Sussekind - guitarra 
Lincoln Bittencourt - baixo
Léo Cesar - bateria

Em 1976, Sérgio Herval assume a bateria no lugar de Léo e a banda se prepara para gravar o seu segundo álbum, agora pela gravadora Polydor. Este, ao contrário do anterior, apresenta várias versões de composições conhecidas, velhos roques da Jovem Guarda, além das composições da banda. Um reflexo desta direção está no nome “É Proibido Fumar”, titulo de um rock clássico de Roberto e Erasmo. A relação das faixas e seus compositores segue com: 

Renato Fronzi Ladeira - teclados e vocais 
Pedro Lima – guitarra 
Marcelo Sussekind - guitarra 
Lincoln Bittencourt - baixo
Sérgio Herval – bateria 

01. Deixe Tudo de Lado (Nixon - A Bolha) 
02. Difícil É Ser Fiel (A Bolha - Edil) 
03. É Proibido Fumar (Erasmo Carlos - Roberto Carlos) 
04. Estações (Renato Ladeira) 
05. Sai do Ar (Massadas - A Bolha) 
06. Consideração (Erasmo Carlos - Roberto Carlos) 
07. Torta de Maçã (Massadas - A Bolha) 
08. Luzes da Cidade (Ramos - Márcio) 
09. Clímax (Jean Pierre - A Bolha) 
10. Vem Quente Que Eu Estou Fervendo (Carlos Imperial - Eduardo Araújo) 
11. Talão de Cheque (Massadas - A Bolha) 



No mesmo ano, todos os integrantes de A Bôlha menos Renato Ladeira, se associam ao Erasmo Carlos, para a faixa “A Terceira Força” (Erasmo Carlos - Roberto Carlos) do próximo álbum de sua carreira, “Pelas Esquinas de Ipanema” lançado também pela Polydor em 1978. A banda nesta faixa sendo: 

Erasmo Carlos - vocais 
Rubinho Barra - piano 
Pedro Lima – guitarra 
Marcelo Sussekind - guitarra 
Lincoln Bittencourt - baixo 
Sérgio Herval - bateria 

Em 1978, A Bolha encerra definitivamente suas atividades. Com quatorze anos de existência e dois discos de pouca vendagem, tornam-se um exemplo clássico de como era dificil sobreviver fazendo rock na era pré Rock ‘n’ Rio. Quase todos os seus integrantes tiveram carreiras significativas no meio da música, muitos conhecendo sucesso nacional em outras bandas. 

Rentato Ladeira - Herva Doce 
Pedro Lima - Herva Doce 
Marcelo Sussekind - Herva Doce, produtor 
Sérgio Herval - Roupa Nova 
Arnaldo Brandão - Doces Bárbaros, Outra Banda da Terra, Brylho da Cidade e Hanoi Hanoi
Gustavo Shroeter – Veludo, Porque Sim e Cor do Som 


















Em 2004, o diretor José Emílio Rondeau convidou Renato Ladeira para ser diretor artístico do seu novo filme, 1972. Renato mostrou algumas músicas que haviam sido censuradas no início dos anos 70 e o diretor se interessou, então ele chamou seus velhos companheiros de banda para gravarem aquelas músicas para o filme. Da reunião acabou surgindo a vontade de gravar um novo disco com aquele material e mais alguns covers, gerando o álbum É Só Curtir, de 2006, pela gravadora Som Livre. Apesar do lançamento do disco, a banda não chegou a sair em turnê.

Em 2010, saiu uma coletânea com todos os singles da banda no mercado europeu, tanto os dois lançados como outros que apenas foram gravados, The Bubbles - Raw and Unreleased, pela Groovie Records.











Última formação
Pedro Lima: guitarra
Renato Ladeira: guitarra e teclados.
Arnaldo Brandão: baixo.
Gustavo Schroeter: bateria.

Discografia

Estúdio
1973 - Um Passo à Frente
1977 - É Proibido Fumar
2006 - É Só Curtir

Compactos
1966 - Não Vou Cortar o Cabelo ("Break It All") - Por que Sou Tão Feio ("Get Off of My Cloud")
1971 - Sem Nada e 18:30 - Os Hemadecons Cantavam em Coro Chôôôô

Coletâneas
2010 - The Bubbles - Raw and Unreleased

Trilhas sonoras
1970 - Salário Mínimo com Get Out of My Land, The Space Flying Horse and Me e Flying on My Rainbow.
2006 - 1972 com É Só Curtir e Sem Nada.

Participações
1968 - Márcio Greyck, albúm do cantor Márcio Greyck
1970 - Leno, compacto duplo do cantor Leno
1971 - Gal, compacto duplo da cantora Gal Costa
1974 - Não Pare na Pista, compacto duplo do cantor Raul Seixas
1978 - Pelas Esquinas de Ipanema, álbum do cantor Erasmo Carlos
1995 - Vida e Obra de Johnny McCartney, álbum do cantor Leno
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Assistam a um show completo de A Bolha gravado no Sesc Belenzinho:

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

CALIFORNIA BREED - RESENHA




Mais uma superbanda que para o meu prazer e de muitos fãs veio tapar o buraco deixado pelo fim da outra superbanda Black Country Communion, e depois de ouvir seu disco de estréia, ainda em estase, resolvi fazer uma resenha, mas eis que o site de rock a Whiplash, se antecipou e disse tudo o que eu poderia dizer sobre mais uma obra prima do Rock:

Outubro de 2012: com a proximidade do lançamento do terceiro álbum do Black Country Communion, o excelente "Afterglow", Glenn Hughes concedia entrevistas para promover o disco mas acabou "falando demais". Citou a possibilidade daquele álbum ser o último do supergrupo, pela falta de disponibilidade de Joe Bonamassa para excursionar. Cortamos agora para março de 2013: Bonamassa, em entrevista, declarou sua saída da banda. A seguir, Hughes confirmou e disse que o guitarrista não permitiu os remanescentes continuarem com o nome. Era o fim de um supergrupo de duração rápida mas de grande qualidade - três álbuns de estúdio em três anos, um álbum ao vivo, poucos shows e uma polêmica no final.
Por João Paulo Linhares Gonçalves


Este preâmbulo foi apenas para situar o contexto onde surgiu esta nova banda na carreira de Glenn Hughes, ex-baixista e vocalista do Trapeze, Deep Purple e Black Sabbath. Glenn se manteve ao lado do amigo Jason Bonham e recrutou o guitarrista novato (de 23 anos) Andrew Watt, apresentado a Glenn pelo amigo em comum Julian Lennon (filho de John Lennon). Durante o ano passado, Glenn se juntou a Andrew e compôs o repertório deste álbum, gravando o disco em Nashville, EUA. Escolheram como produtor Dave Cobb, que tem em seu currículo produção de álbuns de Chris Cornell e Rival Sons. Em entrevistas e vídeos divulgados na Internet, a banda comentou que o álbum foi gravado como se fosse tocado ao vivo, sem utilizar muitos overdubs.

O álbum, óbvio, traz grandes influências do rock clássico dos anos 70. Não poderia ser diferente, tendo Glenn Hughes como um dos principais compositores. O novato Andrew nos apresenta solos com uma gama variada de influências: de Jimmy Page, do Led Zeppelin, a Mick Ronson, guitarrista da fase mais áurea de David Bowie. Podemos conferir a pegada clássica do California Breed na grande canção de abertura, "The Way", ou em "Midnight Oil", onde o backing vocal feminino dá um toque de Stones à faixa - e um Jason inspirado em seu pai no final. Nesta, e em "Sweet Tea", a banda adicionou um ingrediente a mais, a influência soul de Glenn, dando um tempero especial ao disco. Só que a banda não se prende a estas influências setentistas e trouxe um toque de alternativo e moderno ao álbum, provavelmente pela juventude de seu guitarrista. Como em "Chemical Rain", onde a banda mostra uma pegada meio grunge, anos 90. "Days They Come" e "Spit You Out" também seguem nessa linha moderna. Outro destaque que vale ser citado é "Invisible", um riff pesado de Andrew se contrapondo a uma melodia envolvente cantada por Glenn. Pra fechar o pacote, duas belas baladas, "All Falls Down" e "Breathe", onde Glenn dá um toque especial e todo pessoal ao álbum - em entrevista recente, ele revelou que ambas as canções foram inspiradas em uma cirurgia a que ele foi submetido no ano passado, no coração. Um cara com tamanha experiência no mundo do rock e que passou por mais uma, bem intensa. Não devo esquecer de citar também a faixa bônus, "Solo", um poderoso hard rock que deveria ter entrado no disco como faixa principal, uma bela melodia no refrão novamente se contrapondo à potência da guitarra.


Perdemos o Black Country Communion, mas ganhamos o California Breed, e o melhor de tudo é que esta estreia trouxe um frescor que promete durar por longo tempo. Mostra a inquietude de Glenn Hughes e Jason Bonham, explorando a juventude de Andrew Watt para criar uma nova sonoridade para este novo projeto, calcada no rock clássico, sim, sem negar as origens, mas com um toque de modernidade. Que os bons ventos do rock os tragam para estas bandas sul-americanas, para que possamos conferir ao vivo mais um capítulo na vida destas lendas do rock!

Relação das músicas:
1 - "The Way"
2 - "Sweet Tea"
3 - "Chemical Rain"
4 - "Midnight Oil"
5 - "All Falls Down"
6 - "The Grey"
7 - "Days They Come"
8 - "Spit You Out"
9 - "Strong"
10 - "Invisible"
11 - "Scars"
12 - "Breathe"

Fonte: Resenha - California Breed - California Breed http://whiplash.net/materias/cds/204305-californiabreed.html#ixzz3G3IGrSaR