Ouvi o novo álbum dos Mutantes lançado apenas nos EUA em vinil e tive uma grata surpresa, que trabalho magnífico, claro que a maior parte dos créditos se devem ao grande Sérgio Dias, mas está tudo lá e mais um pouco, um disco gravado todo em inglês com exceção da música Eu descobri, ótima música por sinal, lirismo puro, o disco é uma obra que ficará como um clássico absoluto da banda, não vou me estender pois, vocês precisam ouvir e sentir, sim sentir, um disco que nos dá sensações. O psicodelismo dos 60 com uma pitada progressiva a lá Pink Floyd de Sid Barrett com um pouco de pauleira como na música Piccadilly Willie que nos remete aos tempos de Deep Purple dos anos 70. Me dá orgulho de ter em nosso país um representante de tanta força e expoente do nosso Rock. A banda disponibilizou o disco para audição na internet, quem se interessar ouça e garanto não se arrependerá:
domingo, 24 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
QUE AMANHÃ EU AMANHEÇA

Que amanhã eu amanheça,
com boas ideias na cabeça,
que amanhã eu amanheça,
tão seguro de si como nunca fui,
Que amanhã eu amanheça,
sem toda está incerteza,
que amanhã eu amanheça,
sem culpa e sem dor,
que amanhã eu amanheça,
com um bom café sobre a mesa,
que amanhã eu amanheça,
com mais fé e mais beleza,
que amanhã eu amanheça,
com mais paz e mais amor,
que amanhã eu amanheça,
e que em tudo eu veja mais cor,
que amanhã eu amanheça,
com Deus e com alegria,
que amanhã eu amanheça
sem mais tanta tristeza,
que amanhã eu amanheça,
com mais música e mais leveza,
que amanhã eu amanheça.
que amanhã eu...
amanheça!
Igor Motta
19/03/2013
É BELO SER FEIO

Ser feio ajuda
em achar tédio no belo!
O belo é cor púrpura
e o feio a cor é abrupta!
A beleza tem endereço,
é tão padronizada,
o feio é alternativo,
é feio falar mal do belo.
É tão belo na mulher sua bunda,
no feio é tão feio!
É feio no belo sua arrogância,
é belo no feio ser sincero!
É feio apontar o dedo,
é tão belo ser elogiado,
é tão feio no belo seu narcisismo,
é tão belo no feio ser puxa saco!
É feio no belo sua ignorância,
é belo no feio ligar pra estética,
é feio forçar a amizade
mas é belo toda e qualquer semelhança.
O belo se gaba,
o feio se perfuma,
o belo também caga,
mas o feio é quem leva a culpa.
Igor Motta
2013
domingo, 3 de março de 2013
RABOS

O Brasil é um país que vence tropeçando!
de guerreiros suburbanos!
de calos nas mãos e nos pés,
de sol na moleira e muita fé.
As cidades são como um oceano,
de gente que naufraga,
de zumbis das esquinas,
dominadas pelo crack.
O aroma é de gasolina,
de um lado a pobreza do outro ostentação.
O dinheiro a maior peste a que mais mata,
o Brasil é um rato escondido dentro duma lata.
País de bêbados errantes,
jogadores de futebol,
rendeiras, traficantes,
políticos sexuais,
tráfico de gente.
País de bunda!
bunda, muita bunda,
rabos traçados,
noite e dia,
rabos!


"A maioria dos relacionamentos afetivos estão fadados ao fracasso, quando perduram é por conveniência ou comodismo. Para alguns amar o outro é preciso um contrato, para outros amar o outro é só um capricho. Algumas mulheres querem um parceiro apenas para alimentarem seus egos, tipo a peça que falta em seu guarda roupa, enquanto alguns homens só querem na verdade alimentar seus líbidos e tenho dito."
03/03/2013
sábado, 9 de fevereiro de 2013
CINEMA NACIONAL: 2 COELHOS E O SOM AO REDOR
O ultimo filme nacional antes destes que eu vou citar o qual gostei muito, foi o Tropa de Elite 2, há muitas exceções é claro, mas sempre achei que o cinema Brasileiro pecava principalmente nos roteiros, estes dois filmes não, achei ótimos, tanto roteiro como montagem e tudo mais. Posso listar alguns filmes nacionais desde Cidade de Deus que eu curti realmente, mas vou focar nestes dois mais recentes.
O primeiro é 2 Coelhos um filme brasileiro de 2012 dirigido e escrito por Afonso Poyart. O filme caracteriza-se pelas inovações não muito comuns no cinema brasileiro, incluindo explosões, animações, elaborados efeitos visuais e referências de cultura pop. O filme também possui um roteiro elaborado e intrigante com uma narrativa não-linear que leva o espectador a um final inesperado.

Sinopse:
Após se envolver em um grave acidente automobilístico, no
qual uma mulher e seu filho são mortos, Edgar (Fernando
Alves Pinto) é indiciado, mas consegue escapar da prisão
graças à influência de um deputado estadual. Logo em
seguida ele parte para uma temporada em Miami, onde
retorna com um elaborado plano em que pretende atingir
tanto o deputado Jader (Roberto Marchese) que o ajudou,
símbolo da corrupção política, quanto Maicon (Marat
Descartes), um criminoso que consegue escapar da justiça
graças ao suborno de políticos influentes, além de junto a
eles, roubar o cofre público. Instigado, Edgar resolve colocar
seu plano em prática e se aventura no mundo da ação em
busca de recuperar a grana do cofre e colocar os criminosos
atrás das grades. Enquanto isso, ele se envolve com Júlia,
uma promotora pública, que decide ajudá-lo nesta
perseguição ao cofre público.

O próximo quis me estender um pouco, pelo fato da
notoriedade que este filme está tendo dentro e fora do país,
um filme simples se levando a questão orçamentária,
percebe-se que não foi gasto tanto quanto o primeiro aí de
cima, é claro. Vi este filme por indicação de uma pessoa
muito querida que me levou ao cinema para ver está
pequena obra. Chegamos ao consenso no fim do filme que
realmente os brasileiros estão acertando a mão, não sou
crítico de cinema sou fã, mas sempre achei que o cinema
brasileiro pecava, se não no roteiro nos clichês como favela
e criminalidade, policia e ladrão, corrupção e ditadura militar,
assuntos mais que explorados, bom esqueci de falar o nome
do filme, trata-se de O Som ao Redor de Kleber Mendonça
Filho:
Sinopse:
Após se envolver em um grave acidente automobilístico, no
qual uma mulher e seu filho são mortos, Edgar (Fernando
Alves Pinto) é indiciado, mas consegue escapar da prisão
graças à influência de um deputado estadual. Logo em
seguida ele parte para uma temporada em Miami, onde
retorna com um elaborado plano em que pretende atingir
tanto o deputado Jader (Roberto Marchese) que o ajudou,
símbolo da corrupção política, quanto Maicon (Marat
Descartes), um criminoso que consegue escapar da justiça
graças ao suborno de políticos influentes, além de junto a
eles, roubar o cofre público. Instigado, Edgar resolve colocar
seu plano em prática e se aventura no mundo da ação em
busca de recuperar a grana do cofre e colocar os criminosos
atrás das grades. Enquanto isso, ele se envolve com Júlia,
uma promotora pública, que decide ajudá-lo nesta
perseguição ao cofre público.

O próximo quis me estender um pouco, pelo fato da
notoriedade que este filme está tendo dentro e fora do país,
um filme simples se levando a questão orçamentária,
percebe-se que não foi gasto tanto quanto o primeiro aí de
cima, é claro. Vi este filme por indicação de uma pessoa
muito querida que me levou ao cinema para ver está
pequena obra. Chegamos ao consenso no fim do filme que
realmente os brasileiros estão acertando a mão, não sou
crítico de cinema sou fã, mas sempre achei que o cinema
brasileiro pecava, se não no roteiro nos clichês como favela
e criminalidade, policia e ladrão, corrupção e ditadura militar,
assuntos mais que explorados, bom esqueci de falar o nome
do filme, trata-se de O Som ao Redor de Kleber Mendonça
Filho:
Autor: Eduardo Escorel
Beirando a unanimidade, O som ao redor vem recebendo verdadeira consagração crítica, iniciada no exterior e que prossegue, passado quase um ano, no Brasil. Kleber Mendonça Filho, autor do roteiro e diretor, além de assinar em parceria a montagem, o desenho de som, a preparação do elenco, a pesquisa das fotografias de acervo, e a produção da finalização, merece cumprimentos por sua façanha e tem todo direito de estar felicíssimo com a rara receptividade alcançada pelo filme.
Ao se transformarem em surto de ufanismo patrioteiro, porém, os elogios podem acabar mais prejudicando do que beneficiando o filme, seu autor e eventuais leitores. Adjetivação hiperbólica pouco contribui para a compreensão de O som ao redor e das questões que ele levanta. Nos termos em que passou a ser feito recentemente, o enaltecimento chega a soar mal. Em vez de contribuir para uma avaliação crítica, o palavreado pode não passar de um estímulo à vaidade.
É verdade que Kleber Mendonça Filho deve ter condições melhores do que a maioria dos diretores estreantes em longa-metragem de ficção para não ser tragado por tamanhos louvores, além de ter maturidade suficiente para desconfiar de opiniões volúveis por natureza. Segundo a crítica da Variety, Deborah Young, conta no filme anterior de Kleber Mendonça Filho, o documentário Crítico, gravado entre 1998 e 2007, Abbas Kiarostami odeia fazer parte de júris por que a opinião que tem um dia pode não ser a mesma oito horas depois, e encerrado o festival pode nem gostar do filme premiado.
Também em Crítico, Paulo Caldas, codiretor de Baile perfumado, diz que críticas desfavoráveis “ensinaram muito mais do que as favoráveis”. E para Richard Linklater, diretor de Antes do amanhecer e Antes do pôr-do-sol, “uma crítica favorável pode ser negativa por que lhe faz pensar que você é melhor do que é […].”
Kleber Mendonça Filho não deve ter esquecido desses depoimentos e, sendo ele próprio crítico de cinema, por mais que gratifiquem seu ego, deve prezar mais análises que propiciem um diálogo entre quem comenta e quem faz filmes do que apologias insensatas. Também incluído em Crítico, o diretor de Cada um com seu cinema e O que resta do tempo, Elia Suleiman diz que “se o crítico é um escritor, isso quer dizer um investigador de si mesmo, o filme ou a obra de arte para ele é uma investigação de si mesmo, então se torna um diálogo, e então, é claro, é construtivo, por que aí, você [o crítico] está procurando por si mesmo e eu [o cineasta] estou procurando por mim mesmo, e nós estamos debatendo um certo tópico. Então, você [crítico] não é um juíz, ninguém é o juíz. Então, é apenas o caso de levantar questões, e se reconciliar com certas coisas que estamos fazendo, não só a maneira que eu estou fazendo o filme, mas a maneira que estou ‘lendo’ o filme, e a maneira que o crítico está ‘lendo’ o filme.”
Não terá sido por acaso que Kleber Mendonça Filho escolheu o depoimento de Babak Payami, premiadíssimo diretor de Voto secreto e Silêncio entre dois pensamentos, para ser um dos primeiros de Crítico: “Eu penso que a verdadeira essência da crítica é a análise, que a essência do trabalho do crítico é sua análise do filme, é sua capacidade de determinar a premissa e como o filme opera a partir da premissa, e os diferentes aspectos técnicos, emocionais e dramáticos da história…”.
O som ao redor é sobrecarregado de intenções, formuladas em vários enredos paralelos, alguns ficando apenas esboçados. Esse transbordamento de ideias torna o filme pesado e estende sua duração além do habitual na tentativa de dar conta dos vários subtemas.
Ao contrário do que foi escrito, não é um “thriller sem trama”. Ainda que só comece a ser explicitada no terço final, a vingança planejada acaba dominando todo o enredo de O som ao redor. Dessa maneira, durante os cerca de 80’ iniciais, quase tudo que antecede a eclosão da trama principal, em especial a relação do casal de namorados, João (Gustavo Jahn) e Sofia (Irma Bown), que percorre o filme do início ao fim, acaba parecendo menos relevante. Desequilíbrio prejudicial ao ritmo e que torna O som ao redor, além de longo, lento.
Desde a primeira sequência, os surdos e a percussão da música de abertura, sobre fotografias antigas, criam a expectativa de algo momentoso que está por acontecer. Essa impressão é confirmada, à medida que O som ao redor progride, por outros sinais premonitórios, plantados de maneira esparsa na trilha sonora e na imagem, que vão se acumulando ao longo da narrativa – a irritante serra elétrica, o não menos incômodo uivo dos cães etc. Mas é preciso transcorrer mais de duas horas para saber afinal do que se trata.
Ao dividir O som ao redor em três partes de durações desiguais, identificadas por legendas brancas sobre fundo preto, Kleber Mendonça Filho parece ter pretendido fracionar a progressão da linha dramática para evitar que a sequência em que a trama afinal se explicita, faltando poucos minutos para o fim do filme, tivesse função de clímax. A banalidade deliberada de quase tudo que a precede, porém, causa efeito contrário – acentua o impacto da revelação final.
O grande mérito de O som ao redor talvez seja o de se diferenciar não só dos filmes produzidos por seus colegas, no Recife, como do cinema brasileiro em geral. Com grande empenho, Kleber Mendonça Filho cria uma vertente pessoal, distante do mimetismo da televisão, do melodrama musical e da comédia escrachada dominantes.
A tentativa de tratar com realismo moradores comuns – patrões, empregados e prestadores de serviço – de uma rua qualquer, próxima ao mar, em um bairro de classe média de uma grande cidade do Nordeste, além de ser prova de coragem, tem o valor de explicitar a violência do cotidiano, deixando implícita uma ameaça indefinida, prestes a eclodir, que paira sobre todos.
Fonte: http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/questoes-cinematograficas/geral/o-som-ao-redor-violencia-latente
ERIC CLAPTON - A AUTOBIOGRAFIA (DICA DE LIVRO)
Este é um livro que eu pedi e ganhei em um amigo secreto de empresa, foi o melhor presente de amigo secreto que já ganhei.
Essa é a autobiografia mais sincera, envolvente e bem escrita que já li e por isso eu mais do que o recomendo, é obrigação de todo fã de boa música e de literatura de biografias, que leiam essa grande obra. Abaixo uma ótima resenha do site G1:
Nos idos de 1960, quando as pichações de Londres anunciavam "Clapton é Deus", o brilhante guitarrista inglês, na verdade, estava vivendo no inferno. Eric Clapton trocou o vício em heroína pelo álcool, passou por relacionamentos afetivos desastrosos e pensou em suicídio segurando uma garrafa de vodka em uma mão e um revólver na outra.
A divindade da guitarra há muito tempo se entregou a uma força superior. Aos 62 anos, Clapton está sóbrio há 20, é feliz no casamento e tem três filhas. Este é, sem dúvida, um ótimo momento para refletir sobre uma vida extraordinária, e é exatamente isso que faz o músico do hall da fama do rock em "Eric Clapton: Autobiografia", que foi lançada no Brasil pela editora Planeta.
Ao contrário de trabalhos desse tipo realizados por diversas estrelas do rock, este não inclui lendas Zeppelianas de tietes taradas ou textos encomendados de autores anônimos contando histórias musicais e pessoais. Clapton apresenta uma visão inexoravelmente sincera e crítica sobre sua vida, narrando a proximidade da morte e a recuperação, intercaladas com histórias de uma carreira musical inigualável.
Clapton, bebendo uma garrafa de água em uma sala da Rádio Pública Nacional antes de participar de um programa da rádio, contou que fugiu intencionalmente daquele tipo mais comum de autobiografia de celebridades.
"Para seguir aquele molde, nem saberia por onde começar", explica Clapton. "Nem sei o que aquilo significa, pra ser bem sincero. A palavra 'celebridade' perdeu qualquer que fosse seu real significado. Na verdade, tentei descobrir por mim mesmo como faria esse trabalho".
Em princípio, Clapton planejava conceder uma batelada de entrevistas sobre sua vida, deixando as tarefas de compilação e organização do livro a cargo de um colaborador. Mas uma leitura atenta da primeira versão fez com que o guitarrista sentisse vontade de se envolver mais a fundo no projeto.
"Percebi que não era o que eu queria fazer de forma nenhuma", diz Clapton. "Então reescrevi o texto e depois pensei, 'Eu mesmo vou escrever tudo'".
Robert Johnson
A inspiração de Clapton nas cordas, Robert Johnson, cantava sobre um cão monstruoso e demoníaco que surgiu em seu caminho ("Hellhound on my trail"). No caso de Clapton, havia uma matilha inteira o perseguindo, até que uma segunda passagem pela reabilitação mudou sua vida em 1987. Johnson morreu aos 27 anos, e houve um período em que Clapton teve certeza de que sua própria vida não duraria muito mais do que isso.
"Eu acreditava naquela idéia quando era jovem e tentava me identificar com esses caras", Clapton diz se referindo a Johnson e outras lendas do blues. "É o tipo de fantasia incorporada que se agrega ao vício, uma forma de justificar a necessidade que eu tinha de ficar chapado. Algo do tipo: 'É isso que os meus heróis faziam'".
Apesar de tudo, Clapton criou um legado musical indelével, passando por diversos gêneros e, ao mesmo tempo, inspirando gerações. Os títulos dos capítulos da autobiografia servem como um roteiro da vida do músico: "The Yardbirds", "Cream",
"Blind Faith", "Derek and the Dominos".
Clapton, desde o início da carreira com os Bluesbreakers, de John Mayall, rapidamente assumiu uma posição de total entrosamento no universo da música. Saía com os Beatles e os Rolling Stones, participava de jams com Muddy Waters e Duane Allman, influenciou Stevie Ray Vaughan, Derek Trucks e milhares de outros guitarristas.
Ele confessa, sem constrangimento, que não consegue se lembrar de tudo o que aconteceu.
"Minha memória dos acontecimentos do final da década de 60 até o início da década de 80 é bastante fragmentada", conta Clapton. "Escrevi aquilo que consegui me lembrar e precisei de colaborações também".
Mick Jagger
O livro de Clapton não é totalmente desprovido daquelas histórias adoradas pelos tablóides. Ele se recorda de como Mick Jagger roubou sua namorada, uma modelo italiana, provocando delírios homicidas em Clapton ao final dos anos 80.
"Eu fiquei mentalmente perturbado", recorda-se Clapton. "Queria matá-lo. Passei um bom tempo tramando maneiras de destruí-lo ou simplesmente fazê-lo desaparecer. Foi aquele tipo de fantasia insana, típica de um alcoólatra em recuperação".
Ele também mergulhou no relacionamento com Pattie Boyd, que se uniu a Clapton depois de sua separação do beatle George Harrison. O relacionamento entre os dois, que viria a ter um triste fim, fez de Pattie a musa inspiradora de algumas das canções mais famosas de Clapton, como "Layla" e "Wonderful Tonight", antes de o romantismo se transformar em amargura.
Clapton contou sobre uma ida recente, em um domingo de manhã, ao mercado perto de sua casa. Na banca, viu que os jornais ingleses haviam publicado trechos da recém lançada autobiografia de Pattie, "Wonderful Tonight". Ao pegar o jornal, foi impossível ignorar a manchete da primeira página: "O ALCOOLISMO DE ERIC CLAPTON DESTRUIU MEU CASAMENTO".
"O editor da manchete optou por me castigar com tudo", diz Clapton com uma polidez tipicamente britânica. "Estou no mercadinho do bairro e fico pensando, 'Será que os vizinhos estão me vendo ler isto?'".
Clapton recebeu seu convidado sozinho, sem aquela tropa de secretárias ou assessores de imprensa. Usa óculos e sua audição começa a ficar prejudicada. Os cabelos estão cortados bem curtos e a barba é rala. Vestindo camiseta e calça jeans, Clapton é despretensioso e acessível. Ora pensando, contemplativo, ora dando risada.
Para escrever o livro, ele consultou os diários que escrevia durante os anos 80. Os pensamentos, encaixotados no sótão durante anos, reavivaram memórias dolorosas. Clapton se lembrou que escrevia os diários com a caneta em uma mão e a bebida na outra.
"Eu tinha delírios de grandeza", diz ele com uma risada de autocensura. "Eu pensava que tinha algo de importante a dizer. É disso que a bebida era capaz: ela me dava uma idéia distorcida e iludida de que eu era super importante".
"Depois que eu me calibrava com a minha dose diária de álcool, ficava fácil dedicar algumas horas para escrever pensamentos ruins. Hoje em dia, acho que não ocuparia meu tempo com isso".
Tempo ocupado
Hoje em dia, na verdade, o tempo dele já está ocupado. Além da dedicação à família, Clapton continua trabalhando ativamente em prol do centro de tratamento de dependentes Crossroads, que fundou há quase uma década em Antigua. Há alguns meses, um enorme show foi organizado para arrecadação de fundos para o centro. E, embora pense em parar de se apresentar, Clapton não planeja se aposentar.
"Não posso parar com as turnês. E não vou", diz ele enfaticamente. "Acredito que eu tenho uma responsabilidade de tocar para as pessoas".
Com o passar dos anos, Clapton viu diversos amigos e colegas morrerem, de Jimi Hendrix a George Harrison, de Duane Allman a Bob Marley, de Stevie Ray Vaughan a Muddy Waters. Perguntado sobre como conseguiu sobreviver, Clapton já tinha uma resposta na manga.
"Sempre supus que, na verdade, foi porque até hoje não consegui alcançar a organização e a eficiência ideais", responde ele, gargalhando. "Talvez seja melhor não aperfeiçoar demais, porque daí sim será o momento de parar".
"Fico feliz que tenha acontecido assim. Ainda não acho que cheguei ao máximo. Ainda estou aprimorando minha música".
O que? Eric Clapton ainda está acertando os acordes?
"É", responde ele, cuja risada tomava conta da sala. "Ainda estou em busca do som perfeito". (Texto: Larry McShane)
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Musica - 22/10/07 - 08h33 - Atualizado em 22/10/07 - 08h33
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
O BEIJO DA MORTE
Foram mais de duzentas almas,
num beijo infernal,
trancadas a própria sorte,
jovens atras de diversão.
Teve festas nas emissoras de televisão,
notícia para mais de um tele jornal,
tanta especulação e desenformação,
temos que crucificar os culpados.
Ainda me pergunto e o Estado?
negligente como sempre,
sempre de olhos tapados,
fazendo sua política do remediar.
Onde andavam a fiscalização?
até quando vamos esperar?
São mais de duzentas famílias,
sufocadas por está névoa.
Fumaça não se respira,
a morte de cada um começou,
bem antes da noite raiar,
com a falta de estrutura daquele lugar.
Violência nas ruas,
a morte anda conosco de bar em bar,
esperando a sua hora de atuar,
mas tudo bem, já é carnaval.
O preço que pagamos,
por tanta diversão,
será que vale a pena se arriscar?
Será?
Vamos preparar um samba enredo,
para casa Kiss, um beijo de matar,
Vamos celebrar, uma coisa compensa a outra,
isso é o quanto nos vale a vida?
É o retrocesso do bom censo,
a inversão de nossos valores,
enquanto acendemos o fogo,
tiramos lagrimas maternas.
Cada cidadão brasileiro,
é um pouco culpado,
pelas mais de duzentas e trinta almas,
pois é o próprio cidadão quem elege o Estado.
Mas como eu disse antes,
é carnaval, está notícia já é de ontem,
bora pra rua comemorar,
vamos preencher as estatísticas.
Com mais desgraça,
haverá morte nas estradas,
overdoses ao luar,
ou vamos definitivamente aprender a nos cuidar?
Em respeito as famílias das vítimas do incêndio da Boate de Santa Maria.
2013
Assinar:
Postagens (Atom)
