quinta-feira, 3 de março de 2011

EM UM MOMENTO

Em um momento
Fixo os olhos
Uma miragem
Algo que se confunde
E transforma a paisagem.
Era uma bela alma
Se entrelaçava entre as árvores
Que deslumbrantes balançavam
E dançavam abraçadas com o vento.
Em um momento...


2011

Vivo,
me desdobro,
busco sempre um equilibrio,
as vezes caio,
levanto,
tento o equilibrio novamente,
me destraio,
perco o trem,
perco a paz,
ouço música,
me acalmo,
trabalho,
me complico,
me revolto,
me calo,
falo,
entro,
saio,
penso,
me divirto,
gasto,
compro,
pago,
fico duro,
ganho,
sofro,
curto,
desabafo,
durmo,
vivo.


05/2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

CINEMA ARGENTINO (DICA DE CINEMA)


Minha história com filmes argentinos começou ano passado. Por meio de minha namorada que é fã de cinema argentino assisti Os segredos de seus olhos de Juan José Campanella:

Sinopse
Benjamin Esposito (Ricardo Darín) se aposentou recentemente do cargo de oficial de justiça de um tribunal penal.

Com bastante tempo livre, ele agora se dedica a escrever um livro. Benjamin usa sua experiência para contar uma história trágica, a qual foi testemunha em 1974.

Na época o Departamento de Justiça onde trabalhava foi designado para investigar o estupro e consequente assassinato de uma bela jovem. É desta forma que Benjamin conhece Ricardo Morales (Pablo Rago),  marido da falecida, a quem promete ajudar a encontrar o culpado.

Para tanto ele conta com a ajuda de Pablo Sandoval (Guillermo Francella), seu grande amigo, e com Irene Menéndez Hastings (Soledad Villamil), sua chefe imediata, por quem nutre uma paixão secreta.

Este sem duvida foi um dos melhores filmes que eu já vi, não é à toa que ele ganhou um Oscar de melhor filme estrangeiro de 2010, um filme policial de tirar o fôlego e uma interpretação impar.

Mas como estamos no clima de denuncia, aqui no Brasil com Tropa de Elite dois; outro filme que eu vi também do ano de 2010 e também argentino foi o Abutres (Carancho) do diretor Pablo Trapero:

Sinopse
Na Argentina, mais de 8.000 pessoas morrem em acidentes de trânsito a cada ano.
Atrás de cada uma dessas tragédias existe uma máfia por prêmios de seguros e suas brechas legais. Sosa (Ricardo Darín) é um advogado que vive em hospitais públicos . Luján (Martina Gusman) é uma jovem médica recém chegada do interior. Uma história de amor começa quando Luján está tentando salvar a vida de um homem que Sosa considera ser um cliente em potencial.
Ambos com a atuação de Ricardo Darín, agora também fã deste incrível ator eu recomendo estes dois filmes de los-hermanos argentinos que sem dúvida nenhuma possuem uma produção cinematográfica de dar inveja.



TROPA DE ELITE 2 (DICA DE CINEMA)

Assisti ao filme Tropa de Elite dois e já posso adiantar que para mim este foi o melhor filme produzido no Brasil nos últimos tempos, diferente do primeiro o qual assisti na casa de um tio e claro era um DVD pirata, a continuação do primeiro Tropa de Elite tem um roteiro coeso, uma história dinâmica e é claro reflete por forma de denuncia o quanto nosso sistema é corrupto e o quanto o jogo de poder entre policia, bandidos e políticos influenciam na atual situação de nosso país. Confesso que uma das cenas que mais gostei foi a do Capitão Nascimento enfurecido após um atentado que levou o seu filho a beira da morte criar uma emboscada a um Deputado corrupto e o encher de pancada, me disseram que a cena gerou aplausos nas salas de cinema. Este é o sentimento que os políticos Brasileiros nos passam sempre que seus nomes são mencionados em escândalos.
Como no primeiro filme as cenas de violência impressionam, mas diferente
do primeiro que o foco era o tráfico de drogas atribuindo a culpa pela expansão do tráfico e a violência urbana aos usuários de drogas, gerando grande polemica com cenas de tortura e as vezes cenas gratuitas de violência, Tropa de Elite 2 é mais maduro e faz jus ao titulo de que agora o inimigo é outro, referindo-se ao Sistema Brasileiro.



quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

GLENN HUGHES E RONNIE VON

Dias atrás estava sapiando a TV e me deparei com nada menos que Glenn Hughes fazendo um som ao vivo no programa Todo Seu de Ronnie Von, o príncicipe da jovem guarda e a voz do rock juntos. A simpatia e a cumplicidade entre os dois me chamou a atenção, que Ronnie Von tem bom gosto para música eu já sabia mas que um músico deste cacife era seu amigo eu nem imaginava. Ronnie falou da primeira vez que Hughes foi ao seu programa então pesquisei no YouTube e encontrei os vídeos deste outro programa onde Hughes faz uma apresentação fantástica tocando clássicos de sua época de Deep Purple e Trapeze no formato acústico.
Além de tocar com os maiores nomes do Rock Internacional dos anos 70 Hughes também possui um trabalho solo o qual está escursionando aqui por estas bandas. Hughes fez parcerias com David Coverdale no Purple, tocou no Black Sabbath e lançou dois ótimos discos com Tony Iommi, Sessions de 1994 e Fused de 2005 tenho os dois e recomendo, heard rock puro, outra grande parceria foi com o também ex-vocalista do Purple e Raimbow, Joe Lynn Turner, onde gravaram Hughes Turner Project - On the Ledge outra aula de Rock de 2002.  Hoje, como postei anteriormente, Glenn Hughes formou uma super e nova banda o Black Cuntry Communion junto com Jason Bohan filho do lendário baterista do Led Zeppelin, Jonh Bohan.  Rock de qualidade em um dos poucos programas de qualidade da TV Brasileira, sem esquecer que Ronnie Von tem uma grande paticipação na história do Rock deste País. 
Postei abaixo os videos das participações de Glenn Hughes no programa Todo Seu da TV Gazeta:



sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

PLAYING FOR CHANCE (TOCANDO POR MUDANÇA)

Playing for change é a extraordinária reunião entre Músicos e Vocalistas de diversas partes do mundo, ultilizando a inovadora tecnologia de Vídeo e áudio Móvel, o projeto captura imagens de vários artistas individualmente tocando a mesma música em várias partes diferentes do mundo. Todas as músicas são gravadas ao vivo por mais de 100 músicos
com participações especiais de Bono Vox, Bob Marley, Keb Mo, Afro fiesta e muito mais. O intuito desse projeto é trazer reflexão, inspirar, conectar as pessoas e trazer paz ao mundo através das belas músicas inclusas no projeto que leva o Nome de Playing for Change em português Tocando por Mudança !!!

O engenheiro de som Mark Jonhnson andava numa estação de metrô nova-iorquino, a caminho do trabalho, quando viu - e ouviu - a cena. Eram dois monges vestindo túnicas brancas, um deles tocando violão com cordas de nylon, e o outro cantando. Quando olhou em volta, viu cerca de 200 pessoas atentas, algumas chorando, outras rindo. Agora, dez anos depois, Johnson lança o CD/DVD " Playing for change: Songs around the world" (Universal) - o projeto, que une músicos de rua de diversos lugares do mundo, é fruto de uma ideia que nasceu naquela estação, perante aqueles monges.
Fonte: O Globo Cultura - publicada em 25/05/2009 às 07h26m.

Eu vi o vídeo de Stand by me na TV e fui correndo pesquisar, uma ótima iniciativa e mostra o talento de músicos de rua de toda parte do mundo, realmente este vídeo chega arrepiar e podemos perceber que atrás de muitos rostos simples escondem verdadeiros artistas que infelizmente estão fora do mercado fonográfico que insiste em produzir e lançar grupos e pseudoartistas fabricados, rotulados e finalmente vendidos a grande massa consumidora. Taí um  produto com grande valor a ser consumido, postei o vídeo abaixo, confiram e comentem.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

BLACK COUNTRY COMMUNION

Black Country Communion é o nome da mais nova super banda formada pelo baixista e vocalista Glenn Hughes (DEEP PURPLE, BLACK SABBATH, TRAPEZE), Jason Bonham (LED ZEPPELIN), baterista e filho de John Bonham, o tecladista Derek Sherinian (DREAM THEATER) e o guitarrista de blues rock Joe Bonamassa.
Ouvi o single One Last Soul e encontrei mais algumas outras faixas do CD no YouTube, a sonoridade é Rock de gente grande feito por gente grande, como sempre a voz do rock como é conhecida  a de Hughes impressiona e os arranjos e riffes de guitarra e do restante da banda nos remete ao bom Rock pesado setentista.
Realmente recomendo e fica ai mais uma dica para quem curte boa música.



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

IT MIGHT GET LOUD - A TODO VOLUME (DICA DE CINEMA)

It Might Get Loud é um documentário que junta três guitarristas e figuras ilustres do Rock para falar sobre suas carreiras e principalmente sobre o instrumento o qual se dedicaram a vida toda.
Seu titulo em português ficou como A Todo Volume e mostra o retrato de três mestres da guitarra de diferentes gerações que se encontram pela primeira vez para compartilhar suas histórias. Eles contam como desenvolveram o som e o estilo de tocar os instrumentos favoritos, os motivos que os levam a compor e mostram algumas músicas, até compõem uma exclusiva onde tocam juntos no final do filme.

It Might Get Loud (no Brasil, A Todo Volume) é dirigido por Davis Guggenheim, que mostra o profundo envolvimento de três emblemáticos músicos de diferentes gerações e estilos com a guitarra. Jack White (The White Stripes), The Racounters, Dead Weather), Jimmy Page (Led Zeppelin) e The Edge (U2) falam do início de suas carreiras, influências musicais e equipamentos, além de tocarem sucessos de seus respectivos trabalhos. Inusitadas imagens de arquivo, como as que mostram o então ainda adolescente James Patrick Page tocando na TV britânica, enriquecem o documentário, tornando-o um prato cheio para admiradores de rock, e em especial, de guitarra. 
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Eu toco guitarra e sou um grande fã de guitarristas que criaram estilos e compuseram boa parte dos grandes rifes da história do Rock.
Fiquei impressionado com a entrega de Jack White em busca de uma sonoridade que soasse rústico e ao mesmo tempo tivesse uma linguagem contemporânea; ver The Edge demonstrando todo seu aparato sonoro e suas criações simples que molduraram o som do U2 e é claro a magia do mestre Page contando sua história e interagindo com os outros dois, The Edge em um momento do filme faz perguntas a Jimmy Page com uma curiosidade clara de um fã.
Só tenho a dizer que está dica é para fãs de boa música, e para aqueles que acham que não é possível juntar músicos de estilos diferentes sendo que no Rock a palavra que vale é, liberdade, seja de expressão ou apenas de formas diferentes de tocar um mesmo instrumento. Um belo documentário e muito bem dirigido e é claro eu recomendo.