quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

BANDA COGITO E O ROCK DE ERMELINO MATARAZZO


A primeira banda o qual fiz parte foi uma banda formada no ginásio para uma feira de cultura. Fizemos apenas uma apresentação, no repertório tinha heavy metal e punk rock. Eu era o vocalista e adorava berrar como um louco. O pátio do ginásio estava lotado de cabeludos vestidos de preto, tocamos covers de Sepultura, Black Sabbath e Sex Pistols. O diretor acabou expulsando a gente do palco por causa do som alto e do público enlouquecido que quebrava tudo ao seu redor. Mandei a platéia vaiar o diretor que me valeu uma advertência, minha mãe que assistia ao show me bateu nas pernas com um guarda-chuva para que eu parasse com aquilo. Foi hilário esta minha primeira experiência com o palco.

Ganhei meu primeiro violão de meu pai quando eu tinha 14 anos, era um violão Tonante elétrico de péssima qualidade mas, foi nele que aprendi os meus primeiros acordes. 

Comecei a escrever poesia e música já no colégio, influência que vinha dos livros de Filosofia e História. Meu desejo de formar uma banda então só aumentava. 
Eu e um amigo, o Jair, idealizamos nossa primeira banda e a batizamos de Eutanásia, a gente escrevia letras de protesto e só queria tocar punk rock, já que eramos músicos limitados a três à quatro acordes. 

Eu e Jair no Colégio
Um dia eu mostrei minhas músicas e letras ao nosso professor de Filosofia o Zé Renato e ele então propôs a mudança de nome da banda para Cogito, de Cogito ergo sum "Penso, logo existo", frase utilizada pelo filósofo francês: Descartes.

Eu e o professor Zé Renato

Nesta época o Jair estava muito envolvido com o movimento estudantil e deixou o nosso projeto. Foi então que eu conheci o Sergio da turma de contabilidade, ele era um daqueles ditos Nerd, o primeiro da classe e fã de Pink Floyd. Um dia ele chegou em mim perguntando se poderia entrar em minha banda, perguntei a ele se ele tocava algum instrumento e ele respondeu que não mas que gostaria de aprender guitarra. Ele era alto, muito magro, cabelos lisos e usava óculos, sua aparência me lembrava o tecladista dos The Doors, Ray Manzarek. Então propus a ele que aprendesse teclados e ele gostou da ideia, em pouco tempo comprou seu teclado e em menos tempo ainda já estava tocando bem e compondo. Fizemos algumas músicas juntos e chamamos mais três colegas de colégio para tocar com a gente, o primeiro foi o Gu (Jeff Francezi) baixista, depois o Bigode (Wanderon Santos) guitarra e o Denis na bateria e esta foi a primeira formação do Cogito.  

No ano de 1996 fizemos nossa primeira apresentação no festival de  Helloween de bandas de garagem. O bairro em questão é Ermelino Matarazzo na zona leste de São Paulo capital, um bairro dormitório e que na época a unica opção de lazer para um adolescente era tocar em uma banda de garagem e frequentar botecos. Neste festival de música tocaram umas 15 bandas para mais de mil pessoas e foi muito legal ver uma das minhas músicas: "Tiros na madrugada", sendo cantada em coro.

Após este festival o guitarrista Bigode sai da banda e eu convido Dical´Marx  a se unir ao Cogito, estudante de violão pela U.L.M e guitarrista da banda Base, banda essa, que era formada por atores de teatro amador e estudantes.

O Dica entra e já faz boas mudanças na sonoridade da banda, trazendo influências do rock de Brasilia dos anos 80. Fizemos apenas uma apresentação com esta formação em uma festa. Em 1997 novas mudanças, sai Denis e entra Edgar Vicentini na bateria que junto a ao Dica na guitarra, Gu no baixo, Sergio no teclado e eu no vocal formava assim a segunda formação do Cogito. Edgar era um baterista mais técnico e então cada vez mais o nosso som ia melhorando, com esta formação tocamos na pizzaria do Carlinhos, um reduto de bandas de garagem da época no bairro, foi uma das melhores apresentações até então. 

Pizzaria do Carlinhos e Silvio Araujo
Foi na pizzaria do Carlinhos que eu conheci o Silvio Araujo, guitarrista experiente que tocava em um power trio coisas como Hendrix e Stevie Ray Vaughan. 

No final de 1997 o baixista Gu saiu da banda junto com o baterista Edgar, então chamei o Jeferson conhecido hoje como Jeff Billy, baterista da banda de blues o Blue Label e o guitarrista Silvio Araujo para ser o guitarrista solo. O Jeff trouxe com ele o baixista Leandro e com esta formação fizemos apenas uma apresentação em um festival em Itaquera como mostram as fotos abaixo:









O Dica não estava mais contente com o som da banda que estava cada vez mais progressivo, com solos de teclados de quatro minutos e por conta de haver um outro guitarrista de influências diferentes das dele, ele então sai da banda. O baixista Leandro saiu logo em seguida dando espaço para a entrada de Ricardo (Bisteca), amigo de Silvio e um ótimo baixista. Com esta nova formação tocamos novamente no festival de helloween de 1998, a melhor apresentação do Cogito sem dúvidas, apesar de ter tido alguns problemas técnicos e outros que não vem ao caso comentar o show foi um sucesso.  Este foi o maior público para o qual toquei, a estimativa era que tinha passado das 2000 pessoas. 

Áudio resgatado pelo Silvio de Tiros na Madrugada ao vivo


Vejam as fotos do show de  1998




















No final de 1998 os problemas pessoais pareciam me atormentar então resolvi sair da banda dando o fim aquela que foi uma grande formação do Cogito.

No decorrer daquele tempo eu estava numas de me dedicar a escrever e tocar violão, talvez influenciado pela música brasileira que agora eu passava a ouvir mais. Queria aprender a cantar direito e arrumar parceiros para compor, já que eu vinha compondo praticamente tudo o que se fazia no Cogito. 


Numa conversa de bar com um grande amigo meu o Alexandre (Xandão), regado por muita cerveja, ele me falou de um cara que era compositor e cantor, seu nome era Paulo Branco. O Xandão fez um mapa em um guardanapo e no outro dia para o espanto do Paulo eu batia palmas em sua porta, ele ficou surpreso com a minha cara de pau mas, depois nos pusemos a tocar nossas músicas uma para o outro. Adorei suas composições, tinha ali poesia concreta, Paulo Leminski, Arnaldo Antunes e ótimas rimas. Chamei novamente o Dica e o apresentei ao Paulo que de cara se deram muito bem, não é a toa que a parceria deles durou por muitos anos. 

Cogito no estúdio em 1999

O ano era 1999  e com os dois fizemos mais músicas e criamos um repertório e nos pusemos a tocar em formato acústico, resolvemos gravar uma demo, gravamos três músicas, uma minha 'Espinhos de uma estranha flor', 'Traços' de Paulo Branco e uma que nasceu da parceria dos dois, 'Seus Sons'.

Gravamos todos os instrumentos exceto a bateria onde foi contratado um baterista Free Lance. E com o nome de Cogito gravamos nossa demo que vocês podem conferir nos vídeos abaixo. Em 2001 aconteceria a última apresentação do Cogito já com mais um integrante o Edilson Albuquerque no baixo.

Meu irmão Rodrigo Motta em meados de 2002 formou a banda Absorto, junto com Eduardo Barros na gaita, Dinho na Guitarra, Anderson no violão, Beto no Baixo e Cláudio na bateria, e mais tarde contariam com a presença do meu primo Thiago Santos no violão e guitarra, onde tocavam praticamente todo o repertório do Cogito, chegaram a gravar algumas músicas que vocês podem conferir também nos vídeos abaixo. 

Banda Absorto


Dical´Marx e PauloBranco tocam até hoje untos e vocês podem conferir alguns vídeos no Youtube, 

Paulo e Dica na casa Lua Nova no Bixiga 

De lá para cá venho me dedicando a escrever e compor e em 2009 resolvi me dedicar muito mais a guitarra instrumento o qual sou apaixonado e montei neste mesmo ano o projeto 'Aporte', um trio formado por Cristian na bateria, Elder no contra baixo e eu na guitarra e vocal. Este ano estou com o projeto 'Rock de Rua' que devo sair para tocar em breve. 


Confiram abaixo a Demo da Banda Cogito do ano de 2000











Paulo Branco & Dica l' Marx no Lua Nova


Banda Blue Label com Jeff Billy na bateria 


Silvio Araujo e sua primeira banda o Equilíbrio Mental 







quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

NADA MAIS (UM SHOW DE ROCK) E ASCENSÃO E QUEDA


Hoje eu quero evitar esbarrar
com aquela gente que ascende
o meu pavio curto.

Não quero ouvir as tuas teorias e conselhos 

de psicanalise,
me dizendo que eu preciso procurar
ajuda.

Nem vou fingir um sorriso, pra ti

me eximir de culpa. 
Pois sou culpado.
Eu sei que encho o saco.

Sou chato de fato e quem não é?

se a monotonia de minha poesia
é só distração pra quem se diz saber 
ler.

Existem mensagens subliminares

em cada linha,
querendo dizer:
Vão se Foder!

Só quero um Show de Rock e mais nada!


Não há nada fácil nesta estrada,

tento manter minha cabeça erguida,
o que me fortalece é o que me 
mata.

Sou um Az de Espada,

dentro de cartas embaralhadas,
esperando a hora e a vez
de entrar no jogo.

Pra depois desaparecer,

se há tanta gente com ideias
equivocadas sobre
o meu ser.

Não tenham inveja de mim,

minhas forças foram esgotadas.
Eu só quero ver um Show de Rock
e mais nada!

Igor Motta
2012




ASCENSÃO E QUEDA


Quando há tristeza, a frieza na alma se eleva. 
Tudo esfria e nada se aquieta. 

Quando não há mais beleza, a fraqueza nos ossos irrita e a ausência de luz nos cega. 

E tudo na vida é ascensão e queda! 

Ascensão e queda, 
só a fé liberta, 
cura as chagas do coração. 
Quando não temos mais nenhum quinhão, 
nos colocamos a olhar para o céu.
A humildade é prima irmã da oração! 


 Sempre haverá uma nova canção! 
2012 anos de história, 
a humanidade comemora, 
mas a barbárie ainda mora dentro de cada nação.

Quando há tristeza há frieza n'alma.
Quando não há beleza nada se eleva e tudo nos cega! 

E tudo na vida é ascensão e queda! 


Igor Motta



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

PATTI SMITH DREAM OF LIFE


Ao postar sobre os meus 100 primeiros discos acabei deixando alguns para trás e alguns que entraram depois em minha vida como é o caso dos dois albuns de Patti Smith o Wave de 1979 e Dream of Life de 1988.


"O maior de todos os erros é não fazer nada só porque se pode fazer pouco. Faça o que lhe for possível."


Sempre me interessei por Rock e poesia, o rock por ter em seu contexto a rebeldia e a poesia pelo seu lirismo e ambos são armas fortes para expressar idéis sejam filosóficas ou políticas, sendo assim, está precurssora do Punk Rock e ativista politica tem em seu currículo discos cheios de sons eletrizantes e de idéias fortes.



Wave apesar de não ter feito muito sucesso possui às canções Frederick e Dancing Barefoot regravado posteriormente pelo U2.


"Existem dois objectivos na vida: o primeiro, o de obter o que desejamos; o segundo, o de desfrutá-lo. Apenas os homens mais sábios realizam o segundo."


Dream of Life marca a volta de Smith aos palcos já que ficou um bom tempo fora do circuito, um disco politico e bem gravado possui as músicas Peaple have the power e a que dá titulo ao disco Dream of Life.




Curiosidade:
Em 2008 foi lançado nos Estados Unidos o documentário Patti Smith: Dream of Life dirigido por Steven Sebring.
SINOPSE
Patti Smith – Dream Of Life é um mergulho na filosofia e na arte da lendária rocker Patti Smith. O realizador Steven Sebring traça um retrato da cantora, artista e poeta explorando temas como a espiritualidade e a história. Conhecida como a "madrinha do punk", Patti Smith surgiu no início da década de 70, entusiasmando a cena musical daquela época com o seu estilo singular. O documentário de Sebring acompanha a artista ao longo de 11 anos através das suas sessões de spoken word, concertos, palavras, entrevistas, pinturas e fotografias, fazendo revelar uma personalidade complexa e carismática.
Ainda não vi mas já recomendo.





quinta-feira, 17 de novembro de 2011

TONY MARTIN A VOZ ESQUECIDA



Ao postar anteriormente sobre a volta do Black Sabbath lembrei de um dos vocalistas que passou pelo Sabbath que ficou com fama de estar sempre no banco de reserva aguardando algum vocalista das formações mais clássicas sairem, este cara é Tony Martin,  (nome verdadeiro: Anthony Philip Harford, 19 de abril de 1957) é um vocalista de heavy metal, atualmente em carreira solo. Já fez parte de diversos projectos musicais e bandas, sendo que a mais notória foi o Black Sabbath, entre os anos de 1987 á 1991 e novamente de 1993 á 1997. Com o Sabbath, Tony gravou os discos The Eternal Idol (1987), Headless Cross (1989), TYR (1990), Cross Purposes (1994) e Forbidden (1995).
Em 1992, lançou seu primeiro álbum solo, intitulado 'Back Where I Belong'.


Com o Black Sabbath lançou The Eteral Idol em 1987, e faixas como "The Shining", "Hard Life to Love", "Born to Lose" e "Lost Forever", fizeram bastante sucesso. A formação da época era constituída de Tony Iommi (guitarra), do recém recrutado Tony Martin (vocais), Geoff
Nicholls (teclados), Dave Spitz (baixo) e Eric Singer (bateria), que mais tarde iria integrar o Kiss. O
baterista Bev Bevan teve crédito em apenas duas faixas, (percussão em "Scarlet Pimpernel" e "Eternal Idol"). Quem realmente gravou o baixo neste disco foi o baixista Bob Daisley (ex-Ozzy Ousbourne), sendo que Dave Spitz fez apenas a turnê. Originalmente, o disco The Tternal Idol seria gravado pelo vocalista Ray Gillen. Com ele, foi realizada uma gravação demo do que seria o próximo disco. Porém por divergências de objetivo, Ray Gillen saiu da banda e esta gravação com Gillen não foi lançada na época. O disco inteiro foi regravado em oito dias pelo vocalista, até então desconhecido, Tony Martin. Esta gravação com Gillen só seria lançada oficialmente em 2010.


Black Sabbath Promo Picture 1989




No ano de 1989, o Black Sabbath gravou o álbum Headles Cross, com destaques para "Devil & Daughter", "When Death Calls" (com solo do guitarrista Brian May), "Black Moon" e a faixa título, Headless Cross. Agora, a banda era formada por Tony Iommi, Tony Martin, Cozy Powelll (bateria) e Laurence Cottle (baixo). Laurence mais tarde foi substituído pelo baixista Neil Murray (ex-Whitesnake).
Em 1990, foi gravado e lançado TYR. O álbum mantinha o estilo inaugurado em 1987 com The Eternal Idol. Alguns destaques deste álbum são "Anno Mundi", "Jerusalem" (regravado por Martin em seu primeiro disco solo), "The Sabbath Stones" e a balada "Feels Good to Me". Este álbum obteve um recorde de vendas completamente inesperado.





Cross Purposes, de 1994 repercutiu muito bem entre os fãs da banda. Destaque para as faixas "I Witness", "Cross of Thorns", "The Hand That Rocks The Cradle" (que serviu de trilha sonora para o filme 'A Mão Que Balança o Berço'), "Immaculate Deception" e "Psychophobia. Para este álbum, a formação da banda contava com Tony Martin (vocal), Geezer Butler (baixo), Tony Iommi (guitarra) e Bobby Rondinelli (bateria, ex-Rainbow). Nesta época foi lançado também o álbum ao vivo "Cross Purposes Live", que era um box com o disco e o vídeo do show. 
Em 1995, o Black Sabbath lançou Forbidden, com o destaque para as músicas "The Illusion of Power", "Get a Grip", "Shaking Off The Chains" e "Sick and Tired". O disco contava com Neil Murray no lugar de Geezer Butler e Cozy Powell no lugar de Bobby Rondinelli. Cozy deixou a banda no meio da turnê americana e foi substituído novamente por Bobby Rondinelli. Forbidden foi uma tentativa de atualizar a sonoridade do Black Sabbath, porém o álbum, além de não ser um dos melhores, não conseguiu segurar a relação entre os integrantes da banda, que esgotava-se. Foi neste álbum também que a banda teve pela primeira vez a participação de um vocalista (o cantor de rap Ernie C) que não fosse um integrante da banda. Já Headless Cross, foi o primeiro álbum a apresentar um guitarrista que não fosse um integrante do grupo.


A passagem de Tony Martin pelo Black Sabbath ficou marcada com álbuns muito bons tecnicamente, e que trouxeram fãs de estilos diferentes para banda. O estilo das músicas seguia um heavy metal mais atual mesclado com hard rock. Podemos destacar também a presença das baladas nos álbuns. Os álbuns em questão eram bem diferentes dos seus antecessores com Ozzy e Dio nos vocais e isso fez com que alguns dos fãs mais antigos, conservadores e radicias, não os aceitassem tão bem. Mesmo assim é notória a evolução técnica da banda nesse período.



Tony Martin ficou cerca de nove anos virtualmente afastado da cena musical. Embora participasse de alguns projectos ocasionalmente, como os discos com Aldo Giuntini ou Dario Mollo. Em 1992, lançou seu primeiro álbum solo, 'Back Where I Belong', porém só retomou, de fato, sua carreira como artista solo com o lançamento do seu segundo disco, chamado 'Scream', lançado em 2005. Em 2008, Tony Martin veio ao Brasil pela segunda vez. Em uma turnê conjunta, ele e o ex-vocalista do Deep Purple e Rainbow, Joe Lynn Turnner tocaram em São Paulo e Rio de Janeiro.
Fonte: Wikipedia










 Em  2002 foi lançado "The Cage 2", projeto do guitarrista italiano DARIO MOLLO, que conta com a participação de Tony Martin, ex-integrante do Black Sabbath. Além de Tony e Dario, a banda conta com Roberto Gualdi na bateria, Dario Patti nos teclados e Tony Franklin no baixo (ou seja, temos dois Dario e dois Tony no grupo...). Eis o tracklist: Terra Toria/ Overload/ Life Love and Everything/ The Balance Of Power/ Amore Silenzioso/ 11 (instrumental)/ Wind Of Change/ . Theater Of Dreams/ What a Strange Thing Love Is/ Dazed And Confused (cover do Led?)/ Guardian Angel/ Poison Roses e Over A.

O guitarrista italiano Dario Mollo e o vocalista Tony Martin estão retomando as atividades do The Cage. Em parceria com a Frontiers Records, a dupla lança The Third Cage no próximo dia 20 de janeiro de 2012.


O tracklist do álbum é o seguinte:
01. Wicked World
02. Cirque Du Freak
03. Oh My Soul
04. One Of The Few
05. Still In Love With You
06. Can’t Stay Here
07. Wardance
08. Don’t Know What It Is About You
09. Blind Fury
10. Violet Moon
E esse é o clipe para a faixa de abertura, "Wicked World": 













segunda-feira, 14 de novembro de 2011

BLACK SABBATH AGORA É OFICIAL

Fonte: Site UOL Notícias

11/11/2011 - 15h34

Black Sabbath anuncia turnê mundial e novo disco em 33 anos

A banda Black Sabbath se reúne nesta sexta-feira (11/11/11) no bar Whisky a Go Go em West Hollywood, Califórnia

A banda Black Sabbath se reúne nesta sexta-feira (11/11/11) no bar Whisky a Go Go em West Hollywood, Califórnia



O Black Sabbath anunciou nesta sexta-feira (11/11, às 11h) que o grupo retorna aos palcos como headliner do Download Festival, em 2012, e prepara um álbum de inéditas produzido por Rick Rubin para o segundo semestre do mesmo ano.



A especulação de que a banda iria voltar para uma turnê com os membros originais era grande, mas como muitas vezes não foi confirmada, os fãs aguardavam a coletiva para ter certeza. O anuncio foi feito próximo às 17h10 (11h10 da manhã nos Estados Unidos).
O local escolhido foi o mesmo em que a banda fez seu show de estreia nos Estados Unidos, há 41 anos. A banda postou um vídeo em sua página do YouTube, recém-criada, com momentos importantes e clássicos da carreira da banda e com o anúncio que todos os fãs esperavam ouvir. Assista abaixo:
A coletiva de imprensa é apresentada por Henry Rollins, punk da banda Black Flag. Durante a coletiva, ele disse: "Quando eu ouvi 'Iron Man' o colégio perdeu a força na minha vida. Essa é uma música realmente outsider".
"Porque agora? É agora ou nunca, realmente. Nós temos muitas grandes músicas para tocar", diz Tony Iommi durante a coletiva. A informação é do editor da revista londrina Heavy Hammer, que acompanha o evento.
A banda se reuniu esporadicamente para shows em 1999, 2002, 2004 e 2005. Em 1998, lançou “Reunion”, com shows realizados em 97 na Inglaterra.






BLACK SABBATH POR IGOR MOTTA



O meu primeiro disco do Black Sabbath foi o Vol. 4, como vocês podem ver nas postagens anteriores, onde comento sobre os meus primeiros 100 discos da minha vida.
Gosto praticamente de todas as formações que passaram pela banda por todos estes anos mas a sua formação original é a que tem mais força, com ela os maiores clássicos do Rock Pesado foram escritos, modando toda uma nova tendência, que juntos à Led Zeppelin, Deep Purple e mais para frente o Judas Priest criaram o Heavy Metal.
Colecionei em minha adolêcencia todos os discos em vinil com está formação o qual eu preservo até hoje e quando pinta a vontade os ponho em minha velha vitrola Gradiente.
Em 1997 quando o Sabbath se reuniu pela última vez, eu fiquei sabendo desta reunião na fila para o Show do Deep Purple aqui em São Paulo e já me imaginei assistindo este grande Show, infelizmente a turnê mundial não rolou e os caras não vieram, agora vejo brilhar novamente a possibilidade de eu ver estes monstros sagrados e talvez a última por se tratar de uma banda composta por senhores de mais de 60 anos, perdi minha oportunidade de ter visto Ronie James Dio que veio pela última vez como vocalista do "Sabbath" quer dizer Heaven & Hell já que a esposa de Ozzy tinha conseguido que os caras não usassem mais o nome Black Sabbath, agora é passado, voltando, não pude ir a este Show em 2009 e então em 2010 o grande Dio morreu.
Agora espero poder assistir o Sabbath e quem sabe um dia ver Mr. Page com o Led Zeppelin novamente.





quarta-feira, 21 de setembro de 2011

MODA DE ROCK VIOLA EXTREMA


Eles são uma dupla incomum: 
Ricardo Vignini, urbano, roqueiro, na adolescência tocou e ouviu muito rock. Contudo, algo de sua raiz caipira – Águas da Prata, São João da Boa Vista e Rio Claro – falou mais alto e não foi nenhuma surpresa seu encantamento pela viola caipira. Num certo sentido, voltava ás origens. Instrumentista, compositor, professor, membro da banda Matuto Moderno, lançou em 2010 o CD solo Na Zoada do Arame;


Zé Helder veio de Cachoeira das Minas, MG, e a viola caipira sempre fez parte de seu universo. Lançou os CDs solo A Montanha e No Oco do Bambu e gravou Orelha de Pau,músicas regionais com coro de três vozes. Compositor, produtor e professor. Em 2010 juntou-se à banda Matuto Moderno e Favoritos da Catira.
Juntos, tem um projeto ousado: mostrar as potencialidades da viola caipira, especialmente aos jovens. Chama a atenção duplamente, tanto roqueiros quanto violeiros, provando que a boa música não tem mesmo fronteiras.


Mais um disco que recomendo, ouvi todas as faixas e realmente é muito bacana ouvir um instrumento tão popular no Brasil dando uma roupagem nova a velhos clássicos do Rock mundial.